BRAGANÇA SEGUE COM LEITOS 100% OCUPADOS E SINDICATO PEDIRÁ AO PREFEITO VACINA PARA TODOS OS GRÁFICOS DA CIDADE

Na véspera do feriado de ontem (21), a Secretaria de Saúde de Bragança Paulista divulgou que tanto os leitos regionais de enfermaria como os leitos de UTI SUS, continuam com 100%  de ocupação. A cidade já tem 337 mortes confirmadas em decorrência da COVID-19 desde o início da pandemia. Destas, 103 mortes aconteceram entre março e dezembro de 2020. Outras 234 de janeiro deste ano até agora. Os números mostram que as mortes estão maiores neste ano. Todo cuidado é pouco enquanto não se vacina a população. Por esta razão, o Sindigráficos está cobrando dos prefeitos da região a vacinação da categoria em idade ativa, além da imunização do grupo de risco e pessoas com maior idade. 


FONTE:  Com informações de JP

JUNDIAÍ SE APROXIMA DE 1.000 MORTES PELA COVID. SINDICATO COBRA DO PREFEITO VACINA PARA OS GRÁFICOS

A Prefeitura de Jundiaí informa que, neste domingo (18), oito óbitos foram contabilizados de residentes na cidade causados pelo Novo Coronavírus. E com mas seis mortes registradas ontem (19), o total acumulado agora chega a 999 óbitos desde o início da pandemia. E já existem 703 casos ativos de pessoas contaminadas na cidade. Assim, como o setor da indústria está na lista de prioridade da vacinação diante do alto risco de contaminações, e para evitar a interrupção da essencial atividade gráfica, o Sindigráficos buscou, ontem, do prefeito de Jundiaí, Luiz Machado (PSDB) a inclusão da classe no calendário vacinal do município. Até agora, o número de pessoas de Jundiaí vacinadas contra a Covid-19 chegou a 79.347 pessoas com a primeira dose. LEIA MAIS

NA LUTA PELA VIDA, SINDICATO BUSCA COM PREFEITOS DAS CIDADES DA REGIÃO VACINA PARA GRÁFICOS. COMEÇA POR JUNDIAÍ

No último dia 7 completou um ano da publicação do decreto do governo federal que incluiu a indústria na lista de atividades essenciais durante a pandemia. No período o Sindigráficos, que não se escondeu do seu papel constitucional de defender da classe, já mantinha pleno funcionamento sindical e buscava a proteção da vida dos gráficos ao pedir para as empresas licenças e férias remuneradas para os grupos de risco e os protocolos de segurança contra a covid-19 para quem trabalhava. No decorrer do ano, buscou também reduzir os efeitos nefastos de medidas governamentais sobre a renda do trabalhador e ainda lutou para aumentar o salário em 2,94% e garantir a PLR para todos. Todavia, com a recente decretação do estado de emergência nacional também para 2021 devido à continuidade da crise sanitária, com o agravamento maior diante das mortes (média diária de 3,1 mil) e contágios, o gráfico está ainda mais exposto no seu trabalho.

Portanto, como o setor da indústria também está na lista de prioridade da vacinação diante do alto risco de contaminações, e para evitar inclusive a interrupção da essencial atividade gráfica, o Sindigráficos buscará hoje o prefeito de Jundiaí, Luiz Machado (PSDB) para que ele possa incluir a classe no calendário vacinal do município. “Esperamos ser recebidos e que a reivindicação seja garantida. A nossa luta continua sendo também pela vida do gráfico. E a vacinação é hoje a única forma para evitar a morte pela covid, que mata mais de 3 mil todo dia pela irresponsabilidade do governo Bolsonaro. Na sequência, vamos buscar contato também com os prefeitos de Cajamar (Danilo Joan – PSD), Caieiras (Lagoinha – MDB), Valinhos (Capitã Lucimara – PSD), Vinhedo (Dr. Dário – PTB) e de Itupeva (Marcos Marchi – PSD)”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Não resta dúvida nenhuma de que a indústria gráfica tem sido mesmo essencial na pandemia para evitar o desabastecimento de produtos de primeira necessidade que carecem de embalagens, rótulos, bulas e afins voltados para o mercado de alimentos, remédios, itens de higiene e para os setores agropecuários e etc. Dessa maneira, como o plano de vacinação nos municípios é construído pelos critérios da OMS, tendo ainda a sua viabilização operacional a priorização também das pessoas com maior risco de contaminações e voltados à preservação do funcionamento de serviços essenciais, justifica-se a vacinação dos gráficos.     

Portanto, a partir de hoje, o Sindigráficos encampa mais esta etapa da luta sindical em defesa da vida, emprego e da renda da categoria, começando por estes cinco municípios, uma vez que neles se concentra o maior número de gráficas e de trabalhadores, mas que seguirá até que todas as 29 cidades da base de atuação do sindical sejam atendidas. “Mais prefeitos serão acionados por nós e, esperamos que entendam a nossa urgência, que não é somente para os gráficos para que seu serviço essencial seja mantido para toda a sociedade neste momento pandêmico adverso”, esclarece Leandro. 

HORIZONTE, EMBORA ENFRENTE SUA MAIOR CRISE HISTÓRICA, REAFIRMA OBRIGAÇÃO COM PLR DOS GRÁFICOS NA PANDEMIA

Embora enfrenta uma das maiores crises da sua cinquentenária história, agravada pela pandemia e as transformações estruturais do segmento, a proprietária da tradicional gráfica Horizonte, em Jundiaí, confessou para o Sindigráficos as dificuldades enfrentadas e seu compromisso de superá-las através da quitação das pendências com a manutenção da empresa. A empresária garantiu que tem regularizado o FGTS dos gráficos por meio do pagamento de um financiamento na Caixa Econômica. Quanto à PLR, direito em aberto desde o último ano, assumiu que, em 60 dias, volta a se reunir com o sindicato para apresentar uma forma de quitação dos dois exercícios pendentes. O Sindigráficos tem intensificado sua ação em defesa da vida, do emprego e da renda dos trabalhadores gráficos da região diante desta pandemia.

Ao Sindigráficos, a proprietária da Horizonte pediu um voto de confiança à entidade e também aos seus trabalhadores, a maioria com muitos anos na empresa, resistindo a muitos problemas, inclusive ao atraso salarial de um tempo para cá, sobretudo diante da crise econômica pela pandemia. Mesmo com lockdown, interrompendo as atividades econômica, trazendo prejuízos às gráficas, a empresária diz que faz de tudo para não atrasar os salários, ou sendo um ou dois dias quando isso acontece infelizmente.  

Em relação às férias dos empregados, ela também confirma que está tudo certo. Aliás, esclarece que deve estar havendo uma confusão na cabeça dos gráficos relativa ao período de férias sem considerar os períodos em que os profissionais tiveram a suspensão de contrato no último ano com base em uma medida governamental. O tempo suspenso não conta para as férias, o que deve ser o motivo da confusão, segundo a empresária, a qual se colocou à disposição do profissional para os esclarecimentos.

Outra confusão, segundo ela, diz respeito à regularização do FGTS dos gráficos. A dona da Horizonte garante que tem paga o financiamento todo mês. O problema, esclarece, é que este tipo de pagamento não aparece na conta vinculada do FGTS do trabalhador enquanto toda a dívida não estiver quitada. Todavia, ela voltou a dizer que, mesmo enquanto continua pagando o financiamento, quita todo o fundo ao gráfico quando demitido.

A PLR, por sua vez, assumiu que deve a que deveria ser paga em 2020 e agora a de 2021, com prazo limite até 5 de março último, e sem condição de pagá-las imediatamente. Pediu mais um crédito e se comprometeu em apresentar uma solução daqui há dois meses, sendo aceito pelo sindicato dado a dificuldade conjuntural e o histórico de honradez da empresa com suas obrigações ao longo de mais de 50 de existência no mercado gráfico.