COM CONQUISTA DE MAIS ALIMENTOS, SINDICATO CONSEGUE AUMENTO AINDA MAIOR DO VALE-COMPRAS PARA GRÁFICOS DA NOVA PÁGINA

Ao invés de 18% de reajuste no vale-compras, como o Sindigráficos vinha negociando antes da conclusão da campanha salarial, a entidade dos trabalhadores obteve um resultado bem superior. O valor cresceu 48% na Nova Página, em Cajamar. Todos os 120 empregados passam a receber R$ 160 do benefício alimentício e não R$ 110 por mês. Outro detalhe é que ninguém sofrerá com desconto por este direito conquistado na nova Convenção Coletiva de Trabalho. O sindicato espera contar com maior sindicalização dos gráficos do local.

“Já vínhamos negociando e havia a previsão do aumento para R$ 130, mas, com o avanço da reivindicação com o patronal por mais açúcar, macarrão, café e óleo na cesta básica de todos os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e outros 26 municípios da região, a direção da Nova Página reconheceu a nossa reivindicação de que o vale-compras deveria ser de R$ 160 e sem desconto salarial”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

A conquista desse novo valor contou com a participação especial de dois trabalhadores da Nova Página. A sindicalista Juliana e o gerente de RH, Maquesuel da Silva. Foram feitas pesquisas em supermercados da região e verificou-se que somente a partir de R$ 160 era suficiente para a compra de todos alimentos da cesta.

Em reunião com o sindicato, o novo valor foi apresentado e aprovado em favor dos 120 trabalhadores e não somente daqueles sindicalizados. O sindicato aproveita e pede que mais gráficos reconheçam a importante conquista sindical e se associem. SINDICALIZE-SE!

CRESCE EM 97% OS CASOS DE CÂNCER DE MAMA NAS MULHERES EM JUNDIAÍ PELA QUEDA DE PREVENÇÃO POR CAUSA DO MEDO DA COVID

No ano passado, devido a pandemia, houve uma queda na procura de exames de prevenção e isto pode explicar o aumento de 97% dos casos registrados este ano em Jundiaí em comparação ao ano passado. O Sindigráficos alerta as trabalhadoras da categoria que em Jundiaí o exame de mamografia pode ser solicitado na Unidade de Atenção Primária, pelo enfermeiro ou pelo médico. “Além disso, as 2,4 mil mamografias oferecidas mensalmente receberão acréscimo de 33% para as mulheres com mais de 40 anos que buscarem pelo serviço”, diz Valéria Simionatto, gráfica da Log&Print e sindicalista. Dos 5 mil trabalhadores gráficos na região, cerca de 30% da categoria são mulheres LEIA MAIS

FONTE: Com Informações do JJ 

EMEPÊ CUMPRE CONQUISTA DO SINDICATO E AUMENTA O VALE-COMPRAS DOS GRÁFICOS, MAS NOTIFICAÇÃO DE GREVE CONTINUA NO LOCAL ENQUANTO ATACA PPR

Cada luta por vez e junto com a categoria para poder melhorar a renda, os direitos e a comida na mesa dos gráficos. Esta foi e é a concepção política e prática do Sindicato na Campanha Salarial e será depois dela. Só por conta disso, conseguiu superar a maior parte do pacote de maldades dos patrões, mesmo um mês após a data-base. Garantiu 10,42% de reajuste salarial de forma parcelada, a volta de 100% da PLR e mais produtos na cesta básica. A luta agora é fazer valer essas e mais conquistas, sobretudo nas gráficas que não dão a cesta em alimentos, mas em vale-compras, pois as empresas nem sempre garantem o dinheiro suficiente para a compra de todos produtos da cesta. 

“Por isso, que nossa luta diária agora é para fazer cumprir esta conquista em todas as gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região. Vamos cobrar o reajuste no vale-compras para o gráfico poder comprar a cesta que lutamos e garantimos”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Na Emepê, por sinal, gráfica que, unilateralmente, quer acabar com o PPR dos empregados, e ainda não respondeu ao sindicato por este radicalismo, decidiu não atacar a conquista da cesta maior. A empresa fez uma pesquisa em um supermercado local, como obriga a CCT, e reajustou o vale de R$ 138,71 para R$ 162,43, mas esse aumento precisa ser retroativo a setembro.

Apesar disso, os gráficos da Emepê, empresa que já foi uma referência estadual na valorização dos seus trabalhadores, aposta no contrário. Ainda não respondeu ao sindicato sobre a garantia do PPR, mesmo depois de notificação de greve e da promessa de que daria uma resposta após o término da campanha salarial.

“Gráficos da Emepê: a cesta básica só aumentou agora pela força do resultado de nossa luta e conquista para toda a categoria em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região. Mas a manutenção do PPR e o acordo de jornada de trabalho especial na empresa não ficarão de pé se não entrarem na luta. Não por acaso, a gráfica não pagou ainda 2° parcela do PPR. E não tenham dúvida de que mudará, para pior, a jornada de trabalho”, fala Leandro, colocando-se à ordem do que os trabalhadores decidirem.

GRÁFICOS DEMITIDOS EM AGOSTO TÊM DIREITO À INDENIZAÇÃO ADICIONAL E AQUELES COM AVISO-PRÉVIO PROJETADO A PARTIR DE SETEMBRO GANHAM MAIS 10,42%

Todo gráfico demitido, tendo o aviso-prévio indenizado ou trabalhado no último mês de agosto tem direito a receber uma indenização adicional de mais um salário nominal nas verbas rescisórias. Está definido na legislação que todo trabalhador demitido 30 dias antes da data base tem este direito, reforçado pela nova Convenção Coletiva recém conquistada pela Ftigesp e 16 dos 17 STIGs (Exceto Barueri/Osasco) na Campanha Salarial unificada do Estado de São Paulo. Verifique se isso aconteceu. Caso contrário, vá buscar ajuda no STIG da sua região. Se o aviso prévio foi projetado no período a partir de 1º de setembro a 31 de dezembro/21, o gráfico demitido recebe o valor de 10,42% sobre suas verbas rescisórias


Pelas regras da nova convenção, as empresas têm até dia 10 de outubro para efetuar este pagamento aos demitidos no período em questão. É dever dos patrões chamar todos os ex-trabalhadores enquadrados na regra e quitarem estas diferenças que vão de R$ 179,55 até muito mais, de acordo com salários superiores ao salário normativo. R$ 179,55 é o valor mínimo porque corresponde à diferença de 10.42% em relação a quem recebia o piso salarial. Portanto, quem foi demitido em agosto ou teve o aviso prévio projetado desde 1º de setembro até 31 de dezembro basta calcular 10.42% que saberá o valor da diferença a receber em todas as verbas rescisórias.


“O gráfico que continua trabalhando na empresa e conhece alguém demitido nestas condições pode avisá-lo. Se a empresa se negar a pagar, procure o sindicato do local. A solidariedade e o envolvimento de todos em prol dos trabalhadores é vital, sobretudo depois da reforma trabalhista (2017) que acabou com a obrigatoriedade da homologação da rescisão contratual nos sindicatos. Com isso, tem muita empresa que descumpre a convenção sem que o gráfico demitido saiba e o STIG não pode nem cobrar”, avisa Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp).


A nova convenção também garantiu um aumento salarial de 10,42% no salário de todo gráfico que continua trabalhando, sendo reajustado 5,08% desde 1° de setembro e mais 5,08% sobre o salário reajustado a partir de 1° de janeiro/22. Todavia, se houver demissão de setembro a dezembro, a empresa deve pagar as verbas rescisórias calculando já o reajuste salarial de 10,42% retroativo a 1° de setembro. Portanto, isso serve para quem for demitido de setembro a dezembro. Preste atenção nisso para não ser lesado. “A diferença é alta. Por mês, por exemplo, o acréscimo direto de 10,42% sobre o piso salarial é de R$ 179,55, aumento de valores com base na faixa salarial de cada ex-empregado”, explica Del Roy.