SINDICATO ATUA EM EMPRESA E GARANTE SALÁRIO INTEGRAL APÓS DENÚNCIA DE QUE OS GRÁFICOS RECEBERAM SÓ R$ 200

Nesta quarta-feira (12), uma semana depois de ter pago apenas R$ 200 aos gráficos ao invés do salário completo, sendo preciso a intervenção do sindicato no dia seguinte para a Cunha Facchini garantir o restante, terá uma reunião entre a empresa e a entidade para regularizar a situação. No local, onde há um bom número de trabalhadores associados, o sindicato buscará a garantia de que não haverá atrasos no salário de dezembro. A segunda parcela do 13º salário também será cobrada, já que a 1ª metade foi paga fracionada, contrariando a lei trabalhista. A correção da entrega da cesta básica também será cobrada, devendo ser garantida dentro do mês, coisa que não ocorreu em novembro e houve atrasos anteriormente.

“Sabemos que a gráfica vem passando por dificuldades financeiras, mas a situação no atraso do pagamento dos direitos coletivos da classe, como a cesta básica, e, agora no salário do empregado, não podem continuar. Há leis e elas devem ser respeitadas”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Pela Convenção Coletiva de Trabalho dos Gráficos, por exemplo, o pagamento salarial deve ser feito até o dia 5 de cada mês. E ainda define uma multa de R$ 54,35 por cada dia de atraso. O dinheiro da multa é do trabalhador. Assim, como a empresa só pagou o salário no dia 6, ela deve a cada funcionário esta multa. O sindicato vai cobrar hoje.

Leandro explica que foi preciso o sindicato se mobilizar no dia 6 na frente da Cunha Facchini com os trabalhadores para confirmar o pagamento do salário de todos. A entidade recebeu a denúncia no dia anterior de que os gráficos só tinham recebido R$ 200 e a promessa de pagamento no outro dia. Por esta razão, a fim de que tudo fosse resolvido efetivamente, alguns sindicalistas partiram em proteção dos funcionários do local, sendo pagos.  Houve denúncias também de que a 1ª parte do 13º foi paga em pedaços.

A fim de verificar se tudo foi devidamente pago, inclusive a cesta básica do mês passado e do atual, bem como para evitar novo atraso no salário de dezembro e no restante do 13º dos trabalhadores, o Sindicato cobrará uma posição antecipada da empresa durante a reunião desta quarta-feira.

O Sindigráficos aguarda também a conclusão do processo de associação dos gráficos da Cunha Facchini que ainda não são filiados à entidade. O sindicato conversou com cada um durante a ação na semana passada na porta da empresa. Muitos pegaram fichas de sindicalização para deixarem o sindicato fortalecido para poder continuar na luta em defesa da classe.

DIA 5 ACABA PRAZO DADO PELA JUSTIÇA PARA A EDITORA ABRIL REINTEGRAR GRÁFICOS E JORNALISTA DEMITIDOS

Nada mais simbólico à classe trabalhadora do que a defesa do emprego e dos direitos no dia em que completou quatro meses da demissão de 800 gráficos, jornalistas, administrativos e distribuidores da Editora Abril. Desde 6 de agosto, ninguém recebeu os seus direitos por conta de uma manobra da empresa ao incluir o passivo trabalhista de R$ 110 milhões na Recuperação Judicial (RJ). Assim, na última quinta-feira (6), puxados pelo movimento sindical das classes, mulheres demitidas, esposas dos demitidos, sindicalistas e advogadas promoveram um protesto pacífico no Fórum João Mendes, na capital paulista. Elas foram ao gabinete do juiz responsável da RJ, sem que soubesse, pedir a rapidez no processo. Também entregaram uma carta cobrando do juiz que exija da editora o pagamento integral das verbas trabalhistas, que têm natureza alimentar.

“Nossa luta só vai parar quando cada trabalhador(a) demitido(a) receber todos seus direitos”, frisou Leonardo Del Roy, presidente da Federação Paulista dos Gráficos (Ftigesp). Um pequeno ato foi realizado em baixo do fórum para receber as mulheres depois delas falarem com o magistrado. Elisângela Oliveira, presidente do Sindicato dos Gráficas de São Paulo, foi uma dessas mulheres que cobrou celeridade ao juiz. Ao lado de Paulo Zocci, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Del Roy lembrou que esse era mais um ato contra a Editora que até agora tem deixando os ex-trabalhadores ao relente sem pagarem os seus direitos. Lembrou ainda do brilhante trabalho dos advogados em defesa de todos, como Raphael Maia, advogado dos Sindicatos dos Gráficos e dos Jornalistas.

A ação das mulheres resultou em um compromisso direto do juiz da RJ de procurar interceder junto à Deloide, empresa responsável pela recuperação judicial, no sentido de buscar fazer com que a Abril antecipe o pagamento dos direitos pendentes com os empregados. A sensibilização do magistrado se deu mediante a partilha das mulheres sobre as dificuldades financeiras que passam os trabalhadores para saldar os seus compromissos. Na ocasião, elas também entregaram uma carta no gabinete do atual promotor do processo, solicitando que também seja cobrado ações da Abril para amenizar o sofrimento dos trabalhadores.

No mesmo dia 6 de dezembro, também começou a contar o prazo de 30 dias dado pelo Poder Judicial à Editora, em atendimento à solicitação de embargos do Ministério Público do Trabalho (MPT) de um outro processo, para que se reintegre não apenas os 800 demitidos em agosto deste ano, mas outras centenas desligadas em massa deste julho de 2017. “A Abril tem até o dia 5 de janeiro para reintegrá-los ou estará desobedecendo a Justiça”, informa o advogado do caso, Raphael Maia, Ele conta que a decisão ainda cabe recursos por parte da Abril, mas não crê em suspensão da sentença; raro de acontecer até mesmo através de uma ação cautelar pela editora.

Maia fala que atual sentença reforma a anterior com efeitos positivos aos trabalhadores demitidos antes de dezembro de 2017. “Graças a um dos embargos aceito pelo juiz, a Abril deve reintegrar todos os desligados no 2º semestre de 2017 e não somente em dezembro do referido ano”, conta. Outro embago considerado fortalece a papel dos sindicatos para evitar as demissões em massa, visto que o juiz garantiu a reintegração porque não houve por parte da editora a negociação prévia com os órgãos sindicais para que pudesse executar os desligamentos coletivos dos empregados.

“Se a Abril restabelecer os empregos dos trabalhadores, conforme define a sentença judicial, todas essas demissões são consideradas nulas. Com isso, fragiliza a estratégia da empresa de incluir as verbas rescisórias dos demitidos na recuperação judicial. Ela terá de pagá-las em caso de voltar a demitir os profissionais após reintegrá-los, pois havendo tais demissões, elas não entram no processo de RJ, submetida anteriormente à Justiça”, prevê Maia. O fato é que a nova sentença com ampliação da reintegração, é um importante componente para que a Abril negocie com os sindicatos.

FONTE: Com informações da  FTIGESP

APÓS NEGOCIAÇÃO DO SINDICATO, GRÁFICOS DA METROPRINT PODEM MANTER JORNADA MENOR QUE NAS OUTRAS GRÁFICAS

Antes do ano acabar, os gráficos da Metroprint podem manter até 2020 um relevante direito onde reduz a jornada de trabalho semanal. Basta que participem de uma assembleia com o Sindicato da classe (Sindigráficos) depois da entidade concluir os termos da renovação do Acordo Coletivo de Trabalho com a empresa que fica em Cajamar. Dentre os benefícios, já está garantida a renovação da redução da jornada semanal de 44h para 42h30. Os gráficos da maioria das empresas trabalham 44h na semana. O sindicato também já garantiu outros benefícios em favor dos gráficos e todos devem deliberar sobre o assunto em votação secreta em dezembro.

Pelos termos negociados pelo sindicato e já aprovados pela empresa que serão levados à aprovação dos empregados está a renovação da jornada semanal com 42h30 para os gráficos dos três turnos. Sempre com uma hora de descanso para a refeição nos dias de trabalho, eles continuarão a trabalhar em sábados alternados. Pelo acordado, o 1º turno começa às 5h50 e larga às 14h10 de segundo à sexta; e de 5h50 às 17h50 nos sábados alternados. No 2º turno, das 14h10 às 22h26 de segunda à sexta; e das 9h29 às 21h29 nos sábados alternados. Já no 3º turno, entram às 22h26 e saem às 5h50 de domingo a quinta; Na sexta, de 22h26 às 9h29.

Além dos três turnos trabalharem em média 42h30 semanal, menor que as 44h exigidas na maioria das gráficas da região, o Sindicato também já garantiu outro direito dentro do novo Acordo Coletivo de Trabalho. O termo inserido garante a homologação da rescisão contratual dos empregados como uma obrigação da Metroprint. A empresa inclusive mesmo sem ter essa obrigatoriedade no acordo anterior, mantêm a transparência na hora do pagamento das verbas rescisórias. O sindicato sempre participa deste processo, que não tem custo algum para a empresa nem para o gráfico.

Além da garantia da jornada de trabalho menor que no restante da maioria das gráficas da região e da inclusão da obrigatoriedade da homologação da rescisão contratual no sindicato, a entidade sindical está negociando outros benefícios em favor dos trabalhadores da Metroprint. Para Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, a unidade da categoria em torno do órgão da classe é crucial para a preservação e avanço dos direitos. A sindicalização do gráfico é a forma mais eficaz de fortalecer a entidade da classe para continuar lutando por direitos coletivos e o seu cumprimento.

SINDICATO QUER AUMENTAR SALÁRIO E ELEVAR DIREITOS DOS GRÁFICOS DE POUPA TEMPO E DETRANS DE JUNDIAÍ E REGIÃO

Até o fim do ano, 100 gráficos das unidades dos Poupas Tempo e Detrans em Jundiaí e municípios da região, podem ser beneficiados com acordos financeiros e direitos negociados pelo Sindicato da classe (Sindigráficos) com a empresa terceirizada do local (Valid). A entidade sindical não quer nada em troca dos empregados, mesmo que conquiste um salário maior para todos e mais direitos em um acordo que está sendo negociado. Nem quer nada dos trabalhadores se garantir um outro acordo onde atua para manter uma remuneração extra, como uma espécie de 14 salário a todos.

O Sindigráficos não descontará nenhum percentual do gráfico pelo direito se for consolidado por mais um ano. O único desejo da entidade é que os gráficos da Valid na região se conscientizem da relevância do sindicato para continuar defendendo o salário e o conjunto de direitos da categoria. “Para isso acontecer, basta a atitude do trabalhador se sindicalizando junto à entidade da classe. A filiação é vital para que os benefícios continuem”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato que negocia os acordos.

A negociação em curso se refere ao Acordo Coletivo de Trabalho referente ao piso salarial diferenciado para os funcionários que trabalham na Valid, lotados em unidades de Detrans nas cidades (Ciretrans) e Poupa Tempo, como nas unidades de Jundiaí, Indaiatuba, Caieira e Bragança Paulista. O Sindicato reivindica um piso salarial nestes locais no valor de R$ 1.307.

Atrelado a maior remuneração, também busca garantir neste acordo uma fiscalização sindical da Valid na hora dela pagar os direitos dos demitidos. A homologação da rescisão contratual evita a sonegação dos direitos dos gráficos. O Sindicato continua sem cobrar nada da empresa pelo serviço, tampouco do trabalhador. No acordo, o Sindigráficos pleiteia outro direito dentro do acordo para evitar o prejuízo dos empregados com a perda do recebimento da hora-extra. A ação quer limitar o banco de hora individual. E, somente possa existir tal banco mediante negociação com o sindicato e decisão final dos trabalhadores através de votação individual e secreta.

Outro acordo também em negociação pelo Sindicato com a Valid em prol dos trabalhadores da empresa busca renovar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O bônus financeiro no valor de um salário nominal do gráfico. Pelos termos, se aprovado, o pagamento deve ser em março. O Sindigráficos não cobrará nada em troca dos trabalhadores. A entidade espera dos 100 gráficos lotados nos Poupas Tempo e Ciretrans somente a sindicalização de todos para fortalecerem o sindicato a continuar ativo.