GRÁFICA SANTA TEREZINHA NEGA REAJUSTE SALARIAL PARA OS EMPREGADOS NÃO ASSOCIADOS AO SINDICATO DA CLASSE

Apesar de já ter completado quatro meses que o Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) garantiu o reajuste salarial para todos os funcionários das empresas do ramo na localidade, mesmo daqueles que ainda não são associados, a gráfica Sta. Terezinha, em Itatiba, percebeu a falta de organização dos empregados em torno do sindicato e tem desconsiderado o aumento no salário. Nenhum deles está sindicalizado ainda e estão sendo desrespeitado pelo patrão com o salário rebaixado. Para mudar a situação, a partir da unidade sindical, basta que se filiem para que o sindicato possa representa-los na Justiça, sem custos financeiros com o advogado, ou possa agir através de outros meios legais.

“A empresa insiste em negar o reajuste salarial diante da falta de unidade e organização sindical dos seus funcionários”, avalia Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Isso não acontece nas gráficas onde existem trabalhadores associados. Portanto, mesmo sabendo que deve cumprir o reajuste salarial desde 1º de novembro de 2018, pois foi negociado entre os sindicatos dos empregados e dos patrões, mas sabendo que nenhum de seus funcionários se filiou ainda, o dono da Santa Terezinha decidiu sonegar o aumento desses trabalhadores nestes últimos quatro meses.

A sindicalização de todos os gráficos do local pode mudar essa situação. Assim, a fim de consolidar a sindicalização para garantir a regularização do salário de todos no local, os sindicalistas se colocam à disposição de estarem em qualquer local, horário e data que os trabalhadores decidirem. “Não tem como a situação mudar após cada um dos gráficos demonstrar a unidade e organização sindical. A Sta Terezinha vai pensar duas vezes antes de negar o reajuste salarial ou qualquer outro direito da Convenção Coletiva de Trabalho da classe”, garante Jurandir Franco, diretor sindical.

O sindicato ficará no aguardo dos trabalhadores para que possa inclusive fazer com que a empresa pague a diferença salarial desses últimos quatro meses, bem como garanta o reajuste dos valores da remuneração a partir dos próximos meses. “Vamos garantir isso através de ação judicial ou por outros meios constitucionais. Só juntos são mais fortes”, lembra Jurandir.

Enquanto não decidirem se associar, a fragilidade da organização sindical dos trabalhadores não se limitará aos gráficos da Santa Terezinha. Estão na mesma situação uma grande maioria dos empregados das gráficas no município de Itatiba, como na Grillo, Santana, Hermes, Etipack e outras. Com a nova lei da reforma trabalhista, que trouxe uma série de mudanças nos direitos em prejuízos dos empregados, os patrões atacam os direitos com frequência, ficando mais expostos todos gráficos não sindicalizados.

BOLSONARO AUMENTA PRIVILÉGIOS DA APOSENTADORIA DOS MILITARES ENQUANTO RETIRA OS POUCOS DIREITOS DOS TRABALHADORES

A proposta de reforma da aposentadoria dos militares entregue pelo governo Jair Bolsonaro prevê uma série de benefícios para a categoria. Um deles é aumentar para oito soldos (como é chamado o salário base dos militares), pagos em uma única parcela, a indenização recebida pelos militares quando eles se aposentam. Hoje, o pagamento é de quatro soldos. Já para o trabalhador se aposentar pelas regras de Bolsonaro terá de trabalhar e contribuir por 40 anos, e, mesmo assim, terá uma valor menor diante das mudanças nos cálculos para concessão da aposentadoria, sem falar em outras alterações que desfalcará em 40% do valor do benefício.
Mas os privilégios da reforma que Bolsonaro diz ser necessária para justamente combater os privilégios, aumenta ainda mais os benefícios dos militares. O projeto prevê que oficiais generais somem à aposentadoria uma gratificação recebida por eles quando na ativa. Chamada de gratificação de representação, ela equivale a 10% do salário. Se a projeto for aprovado, oficiais que hoje estão na reserva passarão a receber o adicional.
As Forças Armadas defendem que os militares não se aposentam, e sim passam à inatividade. Em tese, eles podem ser chamados para voltar a trabalhar quando estão na reserva. Especialistas afirmam, porém, que a convocação é rara e que a nomenclatura (aposentadoria ou inatividade) não é relevante.
FONTE: Com informações do UOL e foto do O Globo

PROMESSAS VAZIAS DA CLICHERLUX SOBRE PAGAMENTO DA PLR E DO FGTS DEMANDAM REAÇÃO DOS GRÁFICOS OU RISCO É CERTO

No próximo dia 5, chega o novo período das gráficas começarem a pagar a Participação dos Lucros e Resultados (PLR). Todas devem pagar a 1ª parcela. O dinheiro extra deve ser dado pela empresa a todo funcionário que trabalhou no ano passado. Não é facultativo. É obrigatório. O direito resulta da luta do Sindicato da classe (Sindigráficos) na última campanha salarial, mantendo na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe. Os gráficos da Clicherlux, por sua vez, ainda aguardam, sem uma reação unificada e organizada, o pagamento da PLR de 2018 e de outros anos. O Sindigráficos, após mais de ano negociando a solução com a empresa, cansou de promessas vazias, inclusive do pagamento do FGTS pendente.

Diante do risco de prescrição do tempo para poder acionar a Justiça, ou seja, sem que ninguém possa depois processar a empresa para resgatar, por exemplo, o FGTS com anos sem recolhimento, laborando lá ou não, o que causará grande prejuízo financeiro para os 80 empregados do local, o sindicato cansou das vazias promessas de regularização da Clicherlux. A entidade aguarda agora só a decisão dos trabalhadores para resolver o caso ainda em tempo.

“Caso queiram se sindicalizar, o que garantirá uma proteção sindical, tendo um custo bem menor em comparação aos direitos ameaçados de perderem, poderemos representa-los judicialmente como nossos associados”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

“Chegou o momento do trabalhador assumir se concorda com Bolsonaro ou conosco. Bolsonaro diz que é bom emprego sem direito, nós não!”, diz Jurandir Franco, diretor sindical que atua nas gráficas de Valinhos, local onde está instalada a Clicherlux.

Aqueles gráficos do local que acham que devem continuar recebendo o direito da PLR e o FGTS procurem Jurandir para se sindicalizarem. A iniciativa permitirá que o Sindicato possa levar o caso à Justiça do Trabalho, sem qualquer custo advocatício ao gráfico e com maior possibilidade de vitória por se tratar de seus associados que estão tendo sonegado direitos financeiros convencionados, como a PLR.

Por sinal, não houve qualquer garantia da Clicherlux de que pagará a 1ª parcela da PLR no próximo dia 5, conforme define a Convenção Coletiva de Trabalho dos Gráficos. “Aliás, e mesmo que houvesse anunciado, não seria muito confiável, uma vez que das várias outras promessas feitas em reunião com o Sindigráficos, sempre descumpriu o acordo na sequência, deixando pendente o pagamento da PLR dos anos anteriores, bem como o rombo no FGTS dos funcionários. Tudo só depende agora dos gráficos: ou se associam e reagem, ou assumem o risco de emprego sem direitos, como defende Bolsonaro e os seus patrões seguidores”, adianta Leandro.

COMO FICA SUA APOSENTADORIA SE PASSAR A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE BOLSONARO? COMPARE E LUTE CONTRA

Se a reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) for aprovada pelo Congresso Nacional, os trabalhadores e trabalhadoras terão de trabalhar muito mais anos para se aposentar e com valores muito menores. E para ajudar os trabalhadores a compararem como ficaria sua aposentadoria com as regras atuais e como será se as alterações propostas por Bolsonaro forem aprovadas por deputados e senadores, o Dieese lançou uma calculadora fácil e prática, o chamado ‘Aposentômetro’. É possível acessá-la pela página ‘Reaja Agora’, lançada pela CUT na última sexta-feira (15) com o objetivo de tirar todas as dúvidas dos trabalhadores, ou diretamente por meio do link http://aposentometro.org.br/.

 

FONTE: Com informações da CUT