AO INVÉS DE INVESTIR PARA REDUÇÃO DE DESEMPREGADOS, GOVERNO APOSTA NA RETIRADA DE MAIS DIREITOS SOBRE QUEM AINDA TRABALHA

O Congresso adiou para esta semana a votação de um novo auxílio emergencial para trabalhadores desempregados e informais, que deveria ter ocorrido no último dia 25 de fevereiro. Além de não pressionar pela aprovação da medida, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), investe em ações que visam tirar mais direitos trabalhistas. LEIA MAIS

A taxa média anual de desemprego no Brasil foi de 13,5% em 2020, a maior já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. 7,3 milhões perderam o emprego só no ano passado. Hoje são 13,4 milhões na condição de desempregados oficiais. Tem mais 33,3 milhões na informalidade, sem a carteira assinada. Mais 5,5 milhões de pessoas desistiram de procurar trabalho. E outros 22,7 milhões que estão se virando de algum jeito. O fato é que o trabalho com carteira assinada está diminuindo. No setor privado, só existem 30,6 milhões de pessoas e o número continua caindo.


FONTE: Com informações da CUT

APÓS REAVALIAR FOLGA DOS GRÁFICOS, NOVA DIREÇÃO DA RAMI APLICA BANCO DE HORAS E JÁ SINALIZA MUDANÇAS NO HORARIO DE TRABALHO

No fim do último ano, pouco tempo após a troca dos donos da tradicional gráfica Rami em Jundiaí, os trabalhadores logo perceberam que poderia haver mudanças em relação a gestão da empresa. Foi necessário o Sindicato da categoria (Sindigráficos) interceder em defesa deles para garantir as folgas nas vésperas e dia de Natal e Réveillon, como ocorria há décadas. Apesar disso, a maioria dos gráficos continua acomodada em relação à sua organização sindical, com 90% ainda não-sócios. Talvez achavam que tudo continuaria normal, mesmo com a troca dos donos e da filosofia da empresa. Logo perceberam o engano. Mal começou o ano e a gráfica tem apostado não mais no pagamento da hora-extra, mas em banco de horas individual, consultando gráfico por gráfico para que aceite sua proposta.

Além dessa forma de consulta, podendo existir pressão para tal, conforme denúncias anônimas, o Sindigráficos, de forma preventiva, buscou o novo grupo econômico que comprou a Rami para ter a garantia de que o acordo firmado pelos antigos donos com o Sindicato sobre a jornada de trabalho dos 150 empregados será respeitado até o término da validade em julho deste ano. O acordo garante o feriado do Dia do Gráfico e pagamento de 150% de hora-extra se trabalhar nesta data, além do revezamento entre os três turnos de modo a possibilitar o trabalho de segunda a sexta em um dos turnos. Também garante que a empresa forneça o café da manhã na entrada do turno e, a depender da situação, até na saída do referido expediente. Apesar da garantia, o grupo já sinalizou que terá mudanças.

O futuro deste acordo após a data de validade é incerto, pelo menos nos padrões atuais. A empresa não adiantou quais mudanças ocorrerão. “Mas se levar em conta a atual alteração do não pagamento da hora-extra por meio do mecanismo de banco de horas implantado através do suposto acordo individual com os trabalhadores, será preciso maior organização sindical dos gráficos para evitar mais problemas, ou podem continuar como estão: sem se sindicalizar e observar o pior. A empresa já mudou de dono, bem como está implantando uma nova gestão. Será preciso que os gráficos mudem seu comportamento também”, no sentido de se unirem, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.    

O Sindicato sozinho não faz nada. É importante o gráfico da Rami passar a pensar coletivamente daqui por diante. Ninguém consegue nada só. O único jeito da vida do empregado melhorar no trabalho é quando se trabalha junto também pela luta por seu justo direito, salário e suas condições de trabalho adequadas. Fortaleça o seu sindicato para que possa tentar evitar as mudanças negativas que já acontecem. Sindicalize-se!

GRÁFICOS DA EMEPÊ FICAM SEM PPR A PARTIR DE SEGUNDA E EMPRESA JÁ APLICA BANCO DE HORAS E QUER JORNADA 12X36

O acordo da Emepê com o Sindigráficos que vinha garantindo o Programa de Participação nos Resultados (PPR) para os trabalhadores acaba neste domingo (28). A empresa não procurou o sindicato para dar continuidade. Isso é só um dos problemas que os profissionais deverão enfrentar neste ano. Pois, enquanto os 183 dos 200 gráficos se mantêm distante do seu sindicato, mesmo a entidade garantindo a todos por décadas uma jornada semanal de trabalho menor que em outras empresas e uma PLR maior, a Emepê começa a apostar na flexibilização dessas conquistas. A empresa vem imprimindo banco de horas individual sobre cada gráfico ao invés do pagamento da hora-extra e gerando prejuízo sobre a jornada reduzida. E, achando pouco, a gráfica agora quer implantar até uma jornada de 12×36.

O gráfico sozinho não consegue resistir. Um por um têm sido convocados para aceitar banco de horas. Tanto é que 99% já aceitaram perder, após reunião individual no RH. Se comprovado, isso pode ser considerado uma forma de pressão. O trabalhador sabe tanto que não consegue resistir sozinho que passou a denunciar para o sindicato tudo de novo que está acontecendo na Emepê. Dentre as várias reclamações, até a qualidade da refeição tem caído, bem como o corte até de produtos de limpeza das cestas básicas.

Não para de chegar denúncias, em destaque à ameaça da jornada 12×36 e o banco de horas. Isso porque não perceberam que o acordo do PPR acaba domingo e a empresa sequer tocou no assunto da renovação. Mas, o sindicato não consegue resistir só, mesmo após anos lutando sem a sindicalização da maioria. É hora de mudar. “É hora de se organizar, se sindicalizar e evitar a materialidade desses males reais. É hora dos 183 gráficos se sindicalizarem e fortalecerem o Sindicato. Assim, é possível lutar pela PPR e jornadas melhores. É hora de se sindicalizarem para que todos os 200 trabalhadores organizados possam manter jornada reduzida e sem banco de horas”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

É preciso que os 183 gráficos ainda não-sócio se sindicalizem. É hora de acordar e perceber que tudo de ruim já está acontecendo contra os 200 trabalhadores da Emepê. Não se iludam. A empresa já percebeu que tem mais força para implantação das mudanças devido ao distanciamento do trabalhador com o seu sindicato. Cada dia a coisa vai ficar pior porque o Sindigráficos tem ficado mais fragilizado pela falta do trabalhador perto.

“Não é por falta de aviso. A coisa só não está pior porque ainda temos brigado no que é possível:  como na quitação da PPR no último semestre, como na renovação do acordo de jornada e outras coisas”, relembra Leandro. Mas tudo tem limite. Os gráficos precisam chegar junto do sindicato. A Emepê já tem mostrado a nova realidade para o trabalhador quando não se sindicaliza: banco de horas, jornada louca, sem PPR e etc

GRÁFICOS, TUA CONTA DE LUZ SERÁ 17 % MAIOR COM VENDA DA ELETROBRAS, ALERTAM ELETRICITÁRIOS

Bolsonaro mente ao dizer que a venda da Eletrobras vai baratear contas de luz. Anael prevê reajustes de 16,7%, ao custo de R$ 460 bi. Oito estados com energia privatizada sofrem com contas altas e serviços ruins LEIA MAIS

FONTE: Com informações da CUT