PERTO DO PRAZO VENCER, EMEPÊ NÃO GARANTE RENOVAÇÃO DE ACORDO DE JORNADA EM NOVA REUNIÃO COM SINDICATO. ENTIDADE CONVOCA GRÁFICOS PARA SE ASSOCIAR E FORTALECER NEGOCIAÇÃO

Nas últimas semanas, em várias gráficas onde o número proporcional de sindicalizados em relação ao total dos trabalhadores por empresa é alto, o Sindicato tem conseguido renovar e até reconquistar a jornada semanal de trabalho com condições diferenciadas, com carga-horária inferior a 44 horas, trabalho em sábados alternados e até folga em três dias da semana. Por outro lado, na Emepê, em Vinhedo, a situação não está nada definida, apesar de todo o esforço sindical. Na última semana, a entidade se reuniu até com uma comissão de negociação da empresa, formada pela gerente de RH, Ana Tanuci, pelo contador José Carlos Ferreira e pelo advogado Daniel Caciat. Apesar do acordo de jornada já para vencer em poucas semanas, a renovação não foi garantida. Uma nova reunião foi marcada, devendo acontecer antes do prazo final do acordo.

Depois de longos anos de um acordo com o sindicato mantendo a jornada semanal de 41,5 horas, com sábado alternado e outros direitos, a gráfica, até o momento, não deu nenhuma garantia de que vai renová-lo, justamente no momento em que o número de gráficos associados do local é o mais baixo desde quando o acordo foi firmado há anos. O Sindigráficos alerta que não há coincidências quando o assunto é a organização para a defesa do direito.

“Apesar dos avisos dados antes sobre essa fragilidade da organização sindical da maior parte dos empregados, expondo-se perante a empresa, e continuando do mesmo jeito ainda, a situação chegou ao limite, sendo  agravada pela pandemia, que levou a Emepê a não renovar pela 1ª vez o acordo pelo prazo normal de dois anos, mas, unilateralmente, estendeu só por três meses, prazo que já acaba no dia 10 do mês que vem. Apesar do acordo está em vigor, mesmo assim, a empresa modificou tal jornada sem votação secreta dos gráficos, mas por lista, atropelando assim a vontade dos trabalhadores. Os sinais são claros”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O dirigente alerta aos 220 gráficos da Emepê que será difícil dessa vez o sindicato reverter sozinho o pior se não se filiarem. Sem se associar, os profissionais terão a jornada de trabalho como a maioria dos gráficos de empresas onde o número de sindicalização é baixo: “Ou marcham junto conosco, nos quadros de associados, em defesa da renovação do acordo de jornada menor, trabalho em sábados alternados, dia do gráfico como feriado, valor da hora-extra de 80% se trabalhar no sábado de folga, ou continuam como estão e terão aumento na carga-horária possivelmente”.

Na reunião com a comissão de representantes da Emepê, Leandro só obteve a confirmação das folgas extras definidas para o final do ano devido a muitas horas de trabalho efetuadas a mais entre 13 a 24 de julho, período em que a empresa trabalhou no horário diferente ao do acordo vigente, extrapolando a jornada diária através de horas-extras. Detalhe: horas-extras efetuadas sem a decisão dos gráficos por votação secreta e sem a negociação sindical, como sempre ocorria antes.

“Em relação à compensação dessas horas, ficou definido que o pessoal do 1º turno terá o descanso no dia 24, 30 e 31 de dezembro e mais no dia 2 de janeiro/2021, tendo ainda uma folga no dia 26 de dezembro/2020. O pessoal do 2º turno compensa nos dias 23, 24, 26 e 30 de dezembro, e folga no dia 2 de janeiro/2021. Cada gráfica ganhou 4 horas de descanso além das horas-extras realizadas nos dias 13 e 24 de julho”, diz Leandro. Ele finaliza e diz que se os trabalhadores não se sindicalizarem urgentemente, perderão tudo que já conquistaram porque não fortaleceram a luta do sindicato junto com a dos gráficos associados.

PROFESSORES PODEM ENTRAR DE GREVE EM RESPOSTA A AMEAÇA À VIDA DIANTE DA IMPOSIÇÃO PARA A VOLTA ÀS AULAS PRESENCIAIS MESMO COM A PANDEMIA SEM CONTROLE

O importante é salvar vidas, que não podem ser recuperadas como as aulas, afirma o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, que orientou seus sindicatos até a fazer greve, se for preciso. “Estamos orientando todos nossos sindicatos de base, que representam mais de um milhão de trabalhadores e trabalhadoras da educação, que façam greve se for preciso salvar vidas”.A posição do dirigente é uma resposta aos governos estaduais e municipais do país que insistem em discutir e até marcar data para a volta às aulas presenciais antes que a pandemia do novo coronavírus dê sinais de enfraquecimento, desconsiderando os riscos apontados pelas autoridades da área da saúde. LEIA MAIS 

FONTE: Com informações da CUT-SP

GRÁFICOS DENUNCIAM EMPRESA AO SINDICATO POR RETIRAR ALIMENTAÇÃO BÁSICA LOGO DEPOIS QUE INICIOU A PANDEMIA

Em cerca de cinco meses, o Brasil já está perto de ter 100 mil mortes pela covid-19 por falta de medidas governamentais para reduzir a mortalidade e o contágio do vírus. E o governo ainda flexibilizou leis trabalhistas em prejuízo da renda e direitos do empregado. Sob a desculpa da pandemia, muitas empresas fizeram o mesmo. Suspenderam até direitos protegidos. Patrões têm retirado ilegalmente até a alimentação. Em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, por exemplo, o Sindigráficos tem atuado sem parar para coibir irregularidades. Queixas recentes à entidade revelam que a gráfica Hélius, em Valinhos, deixou de distribuir a cesta básica há quatro meses.

“Isso nunca havia acontecido antes nesta empresa, já que a cesta básica mensal é um direito garantido do gráfico devido à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Porém, sob o pretexto da covid e como o número de gráficos sindicalizados é baixo no local, chegam queixas agora de que os produtos alimentícios deixaram de ser distribuídos semanas depois do começo da pandemia”, informa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

Pela experiência que possui, o sindicalista conta que empresa com baixo número de trabalhadores associados costuma ter mais problemas, ainda mais agora no cenário pandêmico. A fim de tentar inverter esta situação, o Sindicato decidiu que, nos próximos dias, tentará conversar com todos gráficos da Hélius uma outra vez. Falará da urgência da sindicalização de todos. “Vamos explicar que o trabalhador precisa fortalecer seu sindicato para que a entidade tenha as condições de fazer a luta em defesa dos direitos da classe, neste caso, proteger a questão da cesta”, diz Jurandir.

Por sinal, o dirigente conta que a Helius inclusive oficializou ao sindicato que realizou a redução de jornada/salário durante a pandemia. A medida foi autorizada pelo governo Bolsonaro. Contudo, a medida coloca regras que a empresa deve cumprir no período da redução. Dentre elas, toda gráfica, mesmo quando reduz a jornada e o salário, continua obrigada a dar a cesta. Portanto, de todo jeito, suspensão da cesta básica é ilegal. O sindicato aguarda a sindicalização dos gráficos para apurar a questão.

SENADO DÁ AVAL À MEDIDA DE BOLSONARO PARA ACABAR COM FUNDO DO PIS/PASEP DO TRABALHADOR

Com a extinção do fundo do abono salarial do PIS/PASEP, conforme Medida Provisória (MP) nº 946 do governo de Jair Bolsonaro, aprovada semana passada pelos aliados no Senado, os trabalhadores, inclusive os gráficos, inscrito nos programas terá direito ao saque do valor total do seu saldo somente até 1º de junho de 2025. Após este período, o dinheiro irá para os cofres da União, que decidirá qual o destino do recurso.  Contudo, como houve mudanças no texto da MP durante a votação no Senado, que havia sido aprovado pela Câmara no mesmo dia, quinta-feira (30), a proposta precisa voltar para ser votada pelos deputados até o próximo dia 4 de agosto (terça-feira), para não perder a validade. LEIA MAIS 


FONTE: Com informações da CUT