DOBRA NÚMERO DE MORTES NA INDÚSTRIA E DONOS DE GRÁFICAS AINDA INSISTEM EM REDUZIR DIREITOS E RENDA DOS QUE CONTINUAM VIVOS

Não por acaso a luta do Sindigráficos nesta campanha salarial tem sido pela vida, emprego, renda e por comida no prato. Antes mesmo de iniciar a luta pela recuperação de 10,42% da massa salarial, o sindicato lutou pela vacina no braço dos trabalhadores contra a covid-19, cobrando inclusive de todas as prefeituras da região. Ainda assim, o Dieese acaba de divulgar um levantamento onde mostra que o número de desligamentos nas indústrias por mortes no 1º semestre dobrou em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 10.429 desligamentos por morte nos primeiros seis meses de 2021 diante de 5.010, em 2020. Apesar disso, os donos das indústrias gráficas continuam insistindo em retirar direitos e reduzir a renda dos trabalhadores

SINDICATO INTENSIFICA LUTA PELA PLR MAIOR PARA GRÁFICOS DA EMEPÊ, REAJUSTE SALARIAL E POR RESPEITO À ORGANIZAÇÃO DA CLASSE

O setor de embalagens impressas, sendo majoritário no ramo gráfico, com produção maior até mesmo na pandemia, precisa mostrar o avanço também na responsabilidade social no trabalho e respeito à Constituição Federal referente à organização sindical dos trabalhadores pela defesa da renda e de seus direitos. A Gráfica Emepê, em Vinhedo/SP, é um exemplo. Quanto mais cresce, mais vem maltratando seus empregados. Retirou, desde março, a tradicional PPR de forma unilateral e se negou a debater com o sindicato. Ademais, ao invés de garantir a recuperação salarial dos funcionários diante das perdas de 10,42% pela inflação nos últimos 12 meses, passou a filmar os gráficos que reivindicam aumento e a retaliar a organização sindical dos empregados. Por conta disso, acabou recebendo notificação de greve na última sexta-feira (17), razão pela qual marcou uma reunião para tratar das questões com o Sindigráficos nesta quarta-feira (22). E as propostas da empresa serão apresentadas pelo sindicato para deliberação dos gráficos em assembleia até sexta-feira (24).

De uns anos para cá, a empresa tem mudado sua postura. Ano passado, por exemplo, foi preciso notificá-la de greve para que viesse a negociar a renovação da PPR que existe há mais de 10 anos. Temos outras gráficas de embalagens na região e que valorizam os seus trabalhadores. Uma delas é a Inapel.

A empresa antecipou não só a sua intenção de manter a PPR superior às demais gráficas, como também já garantiu que dará o reajuste salarial de R$ 10,42%, mesmo o patronal ainda não definindo. Isso mostra a responsabilidade social da Inapel com o trabalho e com seus trabalhadores. A Emepê precisa voltar a fazer o mesmo”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Felizmente, nesta segunda-feira (20), horas depois de ser notificada de greve pelo Sindigráficos, a Emepê fez contato com a entidade dos gráficos e sinalizou que se reunirá hoje (22), às 9h. O sindicato buscará explicações da empresa e as resoluções para cada problema e questões em aberto que foram criadas pela falta de diálogo anterior por opção da Emepê. A PPR e o reajuste salarial encabeçam a pauta, mas também os controversos indícios de práticas antissindicais que vêm sendo aplicadas por parte da empresa ao longo da campanha salarial e de sindicalização da classe. 

Leandro lembra que qualquer trabalhador é livre, com base na Constituição Federal, a se organizar sindicalmente em defesa de suas melhorias salariais, direitos e condições de trabalho, sendo crime, portanto, toda e qualquer forma de coação, perseguição, ou retaliação por parte de qualquer dono de empresa e/ou seus subordinados hierárquicos. O dirigente reforça o convite para que mais trabalhadores da Emepê se sindicalizem e apostem na luta em defesa de seus direitos. SINDICALIZE-SE!!!

SEM LEI DE REAJUSTE ANUAL AUTOMÁTICO, GRÁFICOS LUTAM POR RECUPERAÇÃO DA RENDA, PLR E MAIS COMIDA

Não existe no Brasil uma política de repasse obrigatória das perdas inflacionárias sobre o salário, razão pela qual se faz necessário os trabalhadores lutarem junto com o sindicato para que isso aconteça. E no caso dos gráficos a perda salarial é de 10,42% nos últimos 12 meses. Portanto, a nossa luta sindical enquanto categoria é para recuperar esta perda e resistir contra a ofensiva patronal de retiradas de direitos…Você é sindicalizado? A situação é muito clara onde os trabalhadores se unem, sindicalizam e lutam junto ao sindicato as condições são mais favoráveis para avançar em conquistas; já onde não há muita união fica mais difícil avançar. Portanto, a nossa luta continua pelo reajuste salarial de 10,42%, duas parcelas de PLR e mais comida na cesta básica”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos LEIA MAIS

SINDICATO MANTERÁ LUTA POR 10,42% DE REAJUSTE SALARIAL, DUAS PARCELAS DE PLR E POR MAIS COMIDA NA CESTA BÁSICA

Agosto, mês que antecedeu a data-base dos trabalhadores gráficos, foi registrada a maior inflação do mês em 21 anos. O custo de vida está nas alturas. Os donos de gráficas precisam assumir a sua responsabilidade social no trabalho. Para isso, chega de oportunismo diante da pandemia e da crise econômica do desgoverno. O patronal precisa parar de insistir em mais redução do poder de compra e direitos dos empregados. “Não aceitamos queda no valor do adicional noturno nem da hora-extra. E os trabalhadores merecem reajuste salarial. E deve ser um aumento de 10,42%. Também precisam receber duas parcelas de PLR e mais comida na cesta básica. Queremos resposta. Não está descartado, se necessário, convocá-los para paralisar os trabalhos em defesa disso”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Desde 1º de setembro, que é a data-base anual para o reajuste salarial e à renovação de todos os direitos dos gráficos superiores à CLT, nada está resolvido porque o patronal insiste, mesmo após semanas de negociação com o Sindigráficos, no seu pacote de maldades. Os patrões insistem em negar a recomposição das perdas salariais dos trabalhadores pela inflação. E querem pagar só 50% da PLR e reduzir a hora-extra e adicional noturno.

Por causa disso, ou melhor, contra isso, que o Sindigráficos já vem há quase quatro semanas seguidas nas portas das empresas da região, mobilizando e preparando a categoria para defender a recuperação do poder de compra e seus direitos econômicos. “Estamos firmes e que fique claro: os patrões precisam assumir a sua responsabilidade social com os trabalhadores. Desse modo, parem de apostar na queda do valor pago pelo adicional noturno e a hora-extra dos gráficos, já bastante prejudicados pela pandemia e a alta inflação. Só isso não basta. O empresariado precisa, também, garantir as duas parcelas da PLR, ampliar a cesta básica e reajustar o salário em 10,42%. É isso que os trabalhadores querem para concluir a campanha salarial. É isso que, junto da categoria, o Sindicato continuará exigindo e lutando”, conclui. 

NA LUTA POR 10,42% DE REAJUSTE SALARIAL

NA LUTA POR DUAS PARCELAS DE PLR

NA LUTA POR MAIS COMIDA NA CESTA BÁSICA

NA LUTA CONTRA a REDUÇÃO DO ADICIONAL NOTURNO E DA HORA-EXTRA

SINDIGRÁFICOS: na luta pela vida, emprego, renda e comida no prato