SINDIGRÁFICOS MANTERÁ ATENDIMENTO AOS GRÁFICOS NESTE PERÍODO FESTIVO. SEM UNIDADE E LUTA, NÃO HAVERÁ DIREITOS

Neste período de festejos de Natal e de ano novo chegando, os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região continuarão tendo a proteção do Sindicato da categoria (Sindigráficos), como ocorreu em 2018, mesmo com todos os reflexos negativos deixados pela lei da reforma trabalhista. Diferente do que acontece em outras regiões do estado, o Sindigráficos decidiu que manterá plantões para o atendimento dos trabalhadores em defesa de seus direitos. A decisão foi tomada para que a classe tenha a quem recorrer em caso do não pagamento do 13 salário e de outros direitos neste período. O atendimento, que será exclusivo na sede regional de Jundiaí, será feito pelo presidente da entidade, Leandro Rodrigues. Só não têm plantão nos dias de Natal e véspera, nem véspera de Réveillon e dia 1º de janeiro. Denuncie qualquer irregularidade. O sigilo é garantido.

Em 2018, por sinal, o Sindigráficos teve de trabalhar redobrado para evitar a retirada de direitos, que cresceu após a aprovação e validade da nova lei do trabalho e do avanço da política neoliberal (mais para ricos e menos para os pobres) do governo Temer. Apesar da redução do quadro pessoal e da reestruturação que o sindicato precisou fazer em função dos efeitos nocivos da nova lei, a entidade não abriu mão de manter as três unidades (Cajamar, Jundiaí e Vinhedo) em funcionamento para servir a categoria. As três atividades anuais de lazer e de integração da classe também foram mantidas (bingo das mulheres, torneio de trunco/dominó e futebol).

Além disso, o Sindigráficos não abriu mão de continuar perto da categoria, protegendo e informando os trabalhadores, através do investimento firme na assessoria jurídica, no trabalho de base nas gráficas e na comunicação das ações sindicais. Em 2019, elas continuarão como prioridade do órgão de classe, que precisará da participação ativa dos(as) trabalhadores(as), a fim de permanecer nesta luta em defesa da categoria como um todo.

Os trabalhadores precisão enfrentar a cultura social do individualismo.  Lembrem-se: sozinho e isolado ninguém é capaz de enfrentar os desafios ainda maiores com o novo governo, que já anunciou o fim do Ministério do Trabalho, que quer mudar a lei para deixar o trabalho de todos parecido com a informalidade, que quer privatizar as empresas do Brasil, reduzir as escolas do Senai com o corte de verba, aumentar imposto da pequena gráfica (com reflexo no emprego) e acabar com a aposentadoria pública.

“Já apontávamos que 2019 seria um ano difícil se Bolsonaro vencesse. Agora, resta ao trabalhador buscar maior unidade em torno do Sindicato para enfrentarmos os ataques aos direitos. Sem sua participação, o trabalho pode perder mais direitos, pois Bolsonaro já disse que quer emprego sem direitos. E ainda quer transformar a Previdência Social em capitalização, ou seja, que se torne numa previdência privada, como os já bancos comercializam. Mas, com emprego sem direitos e baixos salários, quase na informalidade, qual trabalhador poderá pagar sua previdência privada? Pense bem nisso!

Vale lembra que em 2018, embora a nova lei trabalhista já causou muitos danos aos sindicatos e aos direitos dos trabalhadores, o Sindigráficos conseguiu resistir e manteve a luta. Dentre elas, destaca-se as ações de enquadramento de gráficas que não queriam ser reguladas como gráfica, excluindo seus trabalhadores dos direitos e salários da categoria. A ação sindical permanente também evitou o descumprimento da Convenção de direitos da classe em muitas empresas, protegendo os empregados. A campanha salarial foi outro diferencial. O Sindigráficos conseguiu avançar em uma proposta onde ao invés de perder toda a convenção ou direitos, a garantiu por mais 20 meses, válida até meados de 2020. Além disso, a articulação política do sindicato garantiu a aprovação de uma lei nacional na Câmara dos Deputados para preservar e ampliar o emprego gráfico do setor editorial. O sindicato contou com o apoio e participação do deputado Vicentinho. Falta agora a aprovação no Senário e a sanção presidencial.

Contudo, para 2019, com o anúncio prévio do avanço das políticas ultra neoliberais sobre os direitos trabalhistas e previdenciários e sobre toda a economia, os desafios serão maiores para o Sindigráficos enfrentar. Será preciso urgente que cada trabalhador entenda seu papel neste momento: ou se junta ao sindicato, ou enfraquece a entidade, que não terá como continuar firme na luta, como permaneceu durante 2018 e anteriormente.

Não esqueçam que, segundo Bolsonaro, os patrões têm uma vida difícil: “é difícil ser patrão do Brasil”. Portanto, em 2019, certamente, os patrões poderão contar com o apoio de Bolsonaro. Certamente, tentarão aplicar uma reforma na lei trabalhista ainda mais preserva que a de Temer. Só juntos, os trabalhadores poderão ser mais fortes para enfrentarem essa situação. Juntos, somos sempre mais fortes! A luta faz a lei, Sindicalize-se!

 

FELIZ NATAL E MUITA LUTA EM 2019

ACORDO GARANTE AOS GRÁFICOS DA INAPEL FOLGA INICIANDO NESTE DOMINGO ANTES DO NATAL ATÉ O DIA DO RÉVEILLON

Nesta sexta-feira (21) e sábado (22), todos gráficos da Inapel em Jundiaí estarão trabalhando, como acontece com muitos outros trabalhadores. A única diferença é que, devido a mais um acordo negociado pelo Sindicato da classe (Sindigráficos), estes gráficos terão o benefício de folgar a partir deste domingo até o dia 1ª de janeiro. Os dias seguidos de descanso para aproveitarem as festividades de Natal e Réveillon foram definidos através de um acordo de compensação. Nele, os gráficos aceitaram trabalhar em três dias extras à habitual jornada de serviço semanal, garantindo a troca.

“Na empresa, já existe definido antes um outro acordo onde a jornada de trabalho semanal só pode acontecer de segunda a quinta-feira. Assim, foi feito este novo acordo de compensação para garantir a troca das folgas”, explica Jurandir Franco, diretor sindical. Ele acompanhou a assembleia e a votação dos gráficos a respeito, sendo aprovada pela grande maioria. Pelo acordo, trabalharão hoje e amanhã e já laboraram no último dia 7.

A votação foi secreta e individual. Eles também aprovaram outro acordo coletivo de trabalho. Este novo abordou sobre o reajuste salário e da PLR.Por mais um ano, foi renovado o tratado onde garante aos empregados um piso salarial e uma PLR com valores superiores aos demais gráficos da região e da maioria do estado. Com a aprovação, o piso normativo na empresa foi para R$ 1647,80 e o menor valor da PLR ficou em R$ 1,2 mil.

Esta negociação com a Inapel, chamada de acordo dissídio, garantiu outras garantias para todos os empregados, como a de que continuem recebendo pela hora-extra trabalhada. A única forma de ser implantado o banco de horas individual é através de negociação com o Sindigráficos e a aceitação dos trabalhadores. Também garantiu a proteção no momento em que os funcionários são demitidos e que precisam receber as verbas rescisórias corretamente. “A homologação sindical da rescisão contratual continua obrigatória”, celebra Leandro Rodrigues, presidente do sindicato.

A quantidade e qualidade dos acordos em benefício dos gráficos do local é um fruto da combinação da unidade e organização dos trabalhadores junto ao sindicato, uma vez que o número de sindicalizados é elevado na Inapel. Quando isso ocorre, o Sindigráficos fica mais forte para negociar e preservar os direitos da classe. Contudo, dos 100 gráficos na empresa, a sindicalização ainda pode crescer mais, a fim de continuar avançando.  A entidade pede que todos se filiem diante dos benefícios já existentes, mas também para evitar que enfraqueça as conquistas. Sindicalizem-se!

RISCO AO EMPREGO DE QUEM TRABALHA EM PEQUENAS GRÁFICAS BENEFICIADAS PELOS SIMPLES QUE BOLSONARO PODE CORTAR

A proposta é rever os incentivos dos regimes de lucro presumido e Simples, diminuí-los e, eventualmente, eliminá-los, segundo a economista Melina Rocha Lukic, uma das autoras do estudo. A proposta é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) coordenado por dois economistas que hoje participam da equipe de transição do governo Jair Bolsonaro: Adolfo Sachsida e Alexandre Ywata. Aos trabalhadores gráficos, eleitores ou não de Bolsonaro, é bom que saibam que o setor gráfico é composto majoritariamente por micro, pequenas e médias empresas, as quais são beneficiárias do Simples Nacional, agora em risco com o novo governo a partir do próximo ano. Se as empresas estão em risco, os empregos também. Voto não tem preço, tem consequência.     
FONTE: Com informações da FOLHASP