APÓS AÇÃO EM GRÁFICA, SINDICATO CORRIGE PENDÊNCIAS NO SALÁRIO E CESTA BÁSICA DOS GRÁFICOS E TODOS SE ASSOCIAM

Na última semana, poucos dias após denúncias enviadas ao Sindigráficos apontarem 22 dias de trabalho sem salário e a interrupção na distribuição da cesta básica por três meses, o pagamento salarial foi feito pela Ricardo Decalcomanias, no município de Pedreira. O dono da empresa atendeu à solicitação da entidade sindical em defesa da classe. Havia a pendência porque a gráfica tinha liberado os gráficos do trabalho desde 23 de março, voltando agora há poucas semanas. Mas como só deu entrada no acordo de suspensão contratual por três meses no dia 17 de abril, teve que pagar por estes dias anteriores, como determina a Medida Provisória (MP 936).  

O empregador também se mostrou consciente de seu dever patronal e foi solícito em resolver o passivo referentes as cestas básicas não entregues em março, abril e maio. A MP obriga as empresas a manterem todos os benefícios existentes anteriores ao acordo de suspensão de contrato de trabalho temporário. Portanto, como a cesta é um direito convencionado, a gráfica, mesmo passando dificuldades financeiras diante da pandemia, reconheceu a confusão gerada e garantiu a distribuição delas aos gráficos.

Jurandir Franco, diretor sindical que agiu no caso, conduziu a negociação do acordo com a decalcomanias sobre a forma de distribuição das cestas. Pelo negociado, esta semana entregará duas cestas, sendo uma do mês atual e a outra relativa à de março. Em agosto, distribuirá apenas a do período. Mas a empresa voltará a entregar duas no mês seguinte, sendo uma referente a setembro e outra a abril. Entregará uma em outubro. E mais duas outra vez em novembro, sanando o passivo da cesta de maio.

“Entendemos que a situação econômica não está fácil para ninguém, nem para as empresas, mas o problema sempre é bem maior sobre as costas dos trabalhadores e seus direitos precisam ser sempre respeitados”, fala Jurandir. O sindicalista parabeniza inclusive o empregador pela conduta adotada desde o primeiro momento em que foi informado das pendências, mostrando ser um empresário cumpridor de suas obrigações patronais.

 

Gráficos retribuem com 100% de sindicalização

Em reconhecimento à ação do Sindigráficos na Ricardo Decalcomanias, restaurando os direitos convencionados ao recebimento da cesta básica, mesmo com o contrato de trabalho suspenso por três meses, bem como o pagamento salarial de 22 dias, mesmo com o trabalho não realizado por decisão da empresa antes do registro do acordo da referida suspensão, todos os trabalhadores do local decidiram se sindicalizar. Juntos, somos sempre mais fortes! Gráfico associado amplia sua proteção e conquistas!

SINDICATO GARANTE ACORDO PARA GRÁFICOS TRABALHAREM QUATRO DIAS E FOLGAREM TRÊS POR SEMANA COM SALÁRIO COMPLETO

O retorno das férias dos trabalhadores da FlexCoat, empresa em Indaiatuba enquadrada como gráfica há menos de um ano pelo sindicato, será de melhorias na jornada de trabalho. Um acordo coletivo negociado pela entidade sindical com a gráfica há poucos dias, já aprovado democraticamente por ampla maioria dos empregados, garante descanso semanal toda sexta, sábado e domingo. O acordo passa a vigorar em 1° de agosto, dia em que termina as férias coletivas de quase 130 gráficos do local. A negociação também garante um feriado a mais anualmente, no dia 7 de fevereiro, quando é comemorado o Dia Nacional do Gráfico.

O sindicato permitiu inclusive que a votação dos trabalhadores ocorresse de forma secreta. Com isso, todo mundo pode opinar sem nenhum tipo de preocupação. A assembleia e votação foi no dia 17 de junho no pátio da FlexCoat. Dos 116 que participaram, 95 aprovaram a nova jornada de 11 horas de trabalho diário de segunda a quinta-feira semanalmente, com folga de sexta-feira a domingo. Democraticamente, 21 gráficos puderam rejeitar tal mudança, sendo três do setor Administrativo e 18 da produção.

“Venceu a democracia. A maioria escolheu a mudança da jornada, da qual não só garantirá menos dias de trabalho semanal e mais dias de folga, além do feriado do Dia do Gráfico, mas também uma remuneração maior se trabalharem em alguns feriados anuais, a exemplo do Natal, Ano Novo, Sexta-feira Santa, Páscoa e o Dia do Gráfico. Se laborarem nestes feriados, a empresa terá de pagar o percentual de 150% de hora-extra e não 100%”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O sindicato e a empresa também beneficiaram no acordo o interesse de trabalhadoras que rejeitaram esta nova jornada por alegarem dificuldades que iria provocar em suas rotinas pessoais. Uma jornada diferenciada foi criada para acomoda-las, sem que perdessem os benefícios do acordo. Ao invés de folgarem três dias por semana, descansarão todo sábado e domingo. Foram criados dois turnos específicos para estas profissionais: De segunda a quinta, das 7h30 às 17h30, largando as 16h30 na sexta. De segunda a 5ª, das 17h20 às 02h40, e das 16h20 às 00h40 na sexta.

Por ser uma empresa recém enquadrada enquanto gráfica, ainda não há nenhum trabalhador associado ao sindicato. Na verdade, somente agora que os empregados da FlexCoat conheceram os sindicalistas, estes que estão trazendo benéficos para todos do local. O Sindigráficos espera que agora que conhecem a entidade e o compromisso sindical ao  trazer melhorias para eles, que possam reconhecer a atuação sindical  e assim começar a se sindicalizar. Juntos somos mais fortes. SINDICALIZE-SE!

COM BOLSONARO, MERCADO PIORA E BRASIL JÁ TEM MAIS GENTE DESOCUPADA DO QUE TRABALHANDO PELA 1° VEZ NA HISTÓRIA

Aumentou o desemprego, o desalento e a subutilização; e caiu o número de trabalhadores e trabalhadoras ocupados e a força de trabalho. A taxa de desemprego, que ficou em 12,9%, atingindo 12,7 milhões de pessoas, só não foi maior porque caiu a força de trabalho, ou seja, o total de pessoas que estavam trabalhando ou à procura de um emprego. A inoperância e incompetência do governo Bolsonaro responde por uma grande parte dessa situação. A pandemia é a outra. “As medidas tomadas pelo governo para proteger os empregos têm sido bastante limitadas e não cobrem todos os trabalhadores. Pior que isso, tiram direitos. As autoridades da área econômica deveriam estar olhando para esses números, se preparando com propostas para acolher essas pessoas no mercado de trabalho e em políticas de proteção social (agora e) quando a pandemia acabar”, afirma a técnica do Dieese, Adriana Marcolino. LEIA MAIS

FONTE: Com informações da CUT-SP

MESMO COM REDUÇÃO OU SUSPENSÃO DE TRABALHO, GRÁFICA PODE TER DE PAGAR SALÁRIO INTEGRAL SE FIZER ACORDO SEM SINDICATO

Nesta quarta-feira (1º), apesar dos questionamentos feitos à gráfica Visão em Jundiaí pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos) há mais de 15 dias, trabalhadores continuam com corte salarial de 50%, 70% e até suspensão contratual frente à posição unilateral da empresa. O sindicato alertou das regras da medida governamental (MP 936), já aprovadas pelo Congresso Nacional, onde impedem acordo individual que promova redução superior a 25% da renda do trabalhador que ganha mais de R$ 2.090 por mês. Até é possível, mas precisa do aval sindical e a assembleia dos empregados. Sem isso, o sindicato pode denunciar o caso ao ministério da Economia e outros órgãos federais. Em caso da irregularidade provada, a MP obriga o patrão a pagar salário integral e todos impostos no período da redução. O Sindigráficos ainda pode aguardar e acionar a Justiça posteriormente.   

De acordo com os acordos que a Visão realizou direto com os gráficos e enviou ao sindicato, 33% dos trabalhadores da empresa tiveram redução de renda através da diminuição da jornada de trabalho e da suspensão contratual de trabalho. Contudo, pela função desenvolvida pelos gráficos listados nestes acordos e pelo profundo conhecimento do sindicato sobre o setor gráfico e as faixas salariais, tudo leva a crer que os acordos não poderiam ocorrer sem consulta e aval sindical para a sua implementação.

A única maneira da empresa esclarecer a situação é informando o salário dos trabalhadores. Já foi solicitado pela entidade sindical. “Mas até agora, com 15 dias após o pedido, não tivemos resposta da gráfica. Se isso não mudar nos próximos dias e os trabalhadores desejarem, denunciarem aos órgãos competentes”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. A entidade solicita inclusive que mais empregados da empresa se associem para ampliar a unidade e organização da categoria em sua própria defesa.

Sem unidade em torno da representação sindical, os trabalhadores ficam mais vulneráveis aos desmandos patronais. Dos acordos individuais que foram enviados pela Visão ao sindicato, 50% dos trabalhadores tiveram o corte salarial pela metade, 25% tiveram uma redução ainda maior, tendo uma diminuição de 70% e houve até de 100% com suspensão contratual.

Acordo individual é aquele onde a empresa faz direto com o empregado, sem atuação sindical. Já o acordo coletivo, precisa passar pelo sindicato. É justamente o tipo coletivo que está sendo reivindicado na gráfica Visão pelo sindicato. Por sinal, foi graças a mediação sindical e sensibilidade do dono de outra gráfica, a Stella em Caieiras, que o Sindicato diminuiu pela metade o prejuízo sobre a renda de todos os trabalhadores da empresa. “Ao invés de acordo individual de redução de salário de 50%, tivemos somente de 25%”, fala Carlos Martins, empregado da Stella e sindicalista.