19/05/2011 – CUT mobiliza sindicatos para ato no dia 6 de julho

Cerca de 200 dirigentes de vários sindicatos cutistas participaram do Seminário sobre Reforma Política, promovido pela CUT na quinta-feira, 19, em São Paulo. O voto em lista fechada e a necessidade do financiamento público de campanha foram apontados de forma unânime como fundamentais para expandir a democracia, a equidade e a transparência no processo eleitoral brasileiro.
Um dos participantes convidados, o relator da Comissão Especial sobre a Reforma Política na Câmara Federal, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) falou que o sistema político nacional  apresenta dois graves problemas: é extremamente personalista e permeável ao poder econômico. “É muito mais fácil para quem tem dinheiro construir uma liderança popular como o Fernando Collor de Mello do que para quem tem base social representativa. A eleição de um trabalhador como o Lula não é uma regra, mas uma exceção”, disse.

O presidente da Central, Artur Henrique,  destacou que a tarefa do movimento sindical é ser muito mais ousado que o governo porque quando o projeto  da reforma política chegar ao Congresso ele será  “rebaixado”. Ele alertou, contudo, que essa ousadia depende de mobilização. “Temos que colocar nosso povo nas ruas para que possamos conquistar muito além do possível, porque sem essa pressão não haverá reforma política ou tributária. E, portanto, será fundamental a mobilização em todos os estados no dia 6 de julho, quando promoveremos um Dia Nacional de Mobilização da CUT”, disse.
Informação 
Nos debates, a democratização da informação foi considerada fundamental. “Quem define o processo eleitoral são os meios de comunicação, associados ao poder econômico. Nossa Constituição diz que deveriam ser complementariamente compostos pelos sistemas privados, público e estatal, mas hoje é quase totalmente delegado ao privado. Precisamos criar equilíbrio e pensar no controle social sobre o privado”, disse o representante da Plataforma pela Reforma do Sistema Política, José Antonio Moroni.

Ele ressaltou que o tempo estabelecido para cada candidato nas emissoras de rádio e TV não deve levar em conta apenas o número de parlamentares da coligação, mas também critérios que identifiquem a representatividade como o número de filiados e de diretórios municipais.
No final dos debates, o deputado Henrique Fontana fez um alerta aos dirigentes. “É preciso muita mobilização para fazer avançar essa reforma, porque parlamentar não vota contra parlamentar”, finalizou.

 

Com informações da CUT Nacional

Agência FEM-CUTSP

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