28/11/2011 – Histórico da Campanha Salarial 2011

PARABÉNS TRABALHADORES GRÁFICOS! COM MUITA LUTA CONQUISTAMOS REAJUSTE DE 9%

Companheiros e companheiras gráficos, chegamos ao final de mais uma campanha salarial e mais uma vez foi uma luta dura. Para alcançarmos um percentual de reajuste que fosse decente para a categoria tivemos que enfrentar e superar diversas barreiras impostas pela bancada patronal.

 

O descaso e o desrespeito durante as negociações foram marcantes no início das negociações, pois o patronal apostava que a categoria estivesse desunida e desmobilizada e que iriam “enfiar goela abaixo” a sua posição e suas propostas. Mas, eles não contavam com a contundente reação do sindicato e dos trabalhadores.

 

Graças às ações como atraso na entrada de turno de diversas empresas e o ostensivo repúdio dos trabalhadores para a postura patronal, conseguimos demonstrar a força necessária para que as negociações voltassem à normalidade.

 

A diretoria do sindicato agradece a todos os companheiros que nos auxiliaram nessas batalhas, como os companheiros de outros sindicatos e da subsede da CUT e parabeniza a todos os trabalhadores pelo engajamento. “Mais uma vez ficou claro que a força do trabalhador está na união e que o papel do sindicato é mobilizar, pois só assim conseguimos equilibrar as discussões nas lutas diretas com o patronal”, disse o companheiro Leandro.

 

Encontro em Agudos

 

Nossa campanha salarial começou com um encontro, em Agudos, interior de São Paulo, promovido pela Federação, que reuniu dirigentes de todos os sindicatos filiados onde foi definida uma sugestão de Pauta de Reivindicações que seria submetida à aprovação da categoria durante assembleias por todo o estado.

 

Campanha começa por Jundiaí

 

 

A primeira assembleia da nossa campanha salarial aconteceu nas empresas Emepê e Log & Print, em Vinhedo. Nessas assembleias a categoria aprovou a sugestão de pauta de reivindicações elaborada no encontro em Agudos.

 

 

 

 

Caravana dos Gráficos percorrem todo o estado

 

 

Depois de abrir a campanha em nossa base, assembleias na Emepê e na Log & Print, os sindicatos e a federação realizaram outras assembleias em diversas empresas em outras cidades como Taubaté.

 

 

 

Primeira rodada de negociação: choradeira e enrolação

 

Mais uma vez a choradeira e enrolação dos patrões prevaleceram na primeira reunião de negociação. Ficou claro que o objetivo dos patrões era enrolar a discussão sobre os pontos realmente importantes que fazem parte da nossa Pauta de Reivindicação. O fato absurdo dessa primeira reunião foi a apresentação, por parte do patronal, de uma contraproposta ridícula com banco de horas, redução de direitos e um reajuste de 6,97%. Óbvio que essas discussões foram prontamente rejeitadas pela bancada dos trabalhadores.

 

Segunda e terceira reuniões: descaso e desrespeito patronal marcam reuniões seguintes

 

 

Nas reuniões seguintes o tom e a postura dos patrões foram de total descaso com os trabalhadores. Esse tom dos patrões era a prova de que eles não acreditavam na força da união dos trabalhadores.

 

 

 

 

 

Patronal insiste nos 6,97% de reajuste: Greve começa a ser cogitada

 

Em mais uma tentativa de negociação a bancada patronal repetiu a palhaçada com a categoria. Demonstrando uma enorme falta de respeito por seus trabalhadores a bancada patronal recusou todos os pontos da nossa pauta e manteve a proposta de reajuste de 6,96%, ou seja, apenas a inflação dom período.

 

 

 

Patronal faz proposta de 7,1% de reajuste

 

Em reunião extraordinária, patronal propõe um reajuste de 7,10%, representando menos de meio por cento de aumento real. Essa proposta foi rechaçada imediatamente pela bancada dos trabalhadores que entendia que esse número não representava absolutamente nenhum avanço para os gráficos, ainda mais considerando o recente histórico de grandes lucros e de grande crescimento do setor nos últimos anos. A greve parecia ser o único caminho para a categoria.

 

Assembleias repudiam propostas patronais

 

Diante da postura semanal, o sindicato realizou uma grande e histórica semana de atos, que seria fundamental para o resultado final da campanha. Em assembleias na Rigesa, em Valinhos, Emepê e Log & Print, em Vinhedo e Jandaia, em Caieiras, os trabalhadores repudiaram veementemente e de forma unânime a contraproposta absurda apresentada pela bancada patronal e viraram, literalmente, as costas para a postura patronal, demonstrando que essa contraproposta apresentada não merecia nem ser considerada séria e aprovam também, a proposta do sindicato de protocolar Aviso de Greve, caso a seriedade e o respeito com os trabalhadores não voltassem às negociações.

 

Última rodada de negociação: Finalmente conquistamos um reajuste decente de 9% nos salários

 

Depois de muita luta e com a demonstração de união e força da categoria, finalmente conseguimos chegar num acordo sobre percentual de reajuste que valorizasse a nossa categoria. Mas, mesmo assim não foi fácil chegar ao percentual final.

 

O acordo começou a tomar forma quando houve um consenso de que não haveria retrocessos nas conquistas dos trabalhadores e com isso, o foco das discussões ficou em torno das cláusulas econômicas.

 

Dentro do jogo da negociação, o patronal começa oferecendo apena 7,73% de reajuste, número que bancada dos trabalhadores rejeita veementemente.

 

A postura da bancada dos trabalhadores força os patrões à primeira “revisão” desse percentual, chegando então a 8%, que mesmo assim ainda era um número muito aquém da reivindicação dos trabalhadores.

 

Os patrões, então se reuniram novamente e depois de certo tempo, apresentaram 8,3% e logo depois 8,5%. Porém, esse número ainda não contemplava as expectativas da bancada dos trabalhadores que apresentou a notificação de greve, que deveria ser protocolada caso o “joguinho” continuasse.

 

Diante disso, a bancada patronal propôs os 9% de reajuste, que foi julgada satisfatória pela bancada dos trabalhadores, já que representava a vontade e a necessidade da maioria dos trabalhadores.

 

 

COMO FICOU O RESULTADO FINAL

 

Reajuste Salarial linear de 9%:

 

Reposição integral da inflação (INPC de 6,66%) e um aumento real de 2,2%, totalizando 9%.

 

Piso Salarial:

 

R$ 1.036,20;

 

PLR- Participação nos Lucros e Resultados:

 

a) Empresas com efetivo até 19 empregados: valor integral de R$ 503,16;

 

b) Empresas com efetivo entre 20 e 49 empregados: valor integral de R$ 547,58;

 

c) Empresas com efetivo entre 50 e 99 empregados: o valor integral de R$ 636,34;

 

d) Empresas com efetivo de 100 ou mais empregados: o valor integral de R$ 739,96;

 

 

Ausências injustificadas no semestre

Percentual sobre o valor semestral

Valor (R$)
até 19 empregados

Valor (R$)
de 20 a 49 empregados

Valor (R$)
de 50 a 99 empregados

Valor (R$) de 100 ou mais+ empregados

0

105%

264,16

287,47

334,08

388,48

1

100%

251,58

273,79

318,17

369,98

2

95%

239,00

260,10

302,26

351,48

3

90%

226,42

246,41

286,35

332,98

4

85%

213,84

232,72

270,44

314,48

5 ou +

80%

201,26

219,03

254,54

295,98