90 anos de dia do Gráfico, parabéns a todos!

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Em 1923 na busca por melhores condições de trabalho, por uma jornada de trabalho de oito horas por dia, descanso semanal remunerado, proibição do trabalho noturno para mulheres e menores, a UGT convocou uma assembléia geral para aprovação de uma tabela de salários e uma Pauta de Reivindicações que foi encaminhada aos empregadores. Os patrões ignoraram as reivindicações e negaram-se a negociar com a UTG. Não a reconheciam como representante dos trabalhadores e ameaçou proibir os trabalhadores de ter acesso aos instrumentos de trabalho necessários para a sua atividade, caso fizessem greves.
A UTG decidiu então, no dia 07 de fevereiro de 1923, convocar um comício para se discutir medidas diante da situação. Na assembléia além da greve decidiram lutar pelo reconhecimento da UTG como legítima representante dos operários gráficos da cidade de São Paulo.
A paralisação durou mais de 45 dias. Alguns empresários se articulavam com a polícia, visando acabar com a greve e intimidar os manifestantes. João da Costa Pimenta foi preso e, apesar da pressão exercida sobre os trabalhadores, uma onda de solidariedade pairou sobre o movimento que começou a receber ajuda de várias fontes. Alimentos e doações em dinheiro eram distribuídos através de comitês.
Diante do sucesso da paralisação os empregadores começaram a negociar e aceitar as exigências contidas na Pauta de Reivindicações. No dia vinte de fevereiro, cinco estabelecimentos gráficos aceitam algumas reivindicações dos grevistas. Até o mês de abril de 1923 todas as indústrias gráficas aceitaram as reivindicações.
Reconhecendo a magnitude dessa histórica jornada de mais de 45 dias de resistência, o I Congresso Nacional dos Trabalhadores Gráficos do Brasil escolheu o dia 7 de fevereiro, como o Dia Nacional do Trabalhador Gráfico. Um legado de lutas, conquistas, organização e honra na defesa dos interesses dos gráficos, nos foi deixado pelos valorosos companheiros da vitoriosa campanha de 1923.