GRÁFICOS DA INAPEL APROVAM ACORDOS DO SINDICATO COM EMPRESA ONDE ELEVA A RECEITA MENSAL DOS TRABALHADORES

Os termos de mais dois Acordos Coletivos de Trabalho na gráfica Inapel (em Jundiaí) foram definidos entre os proprietários e o Sindicato da classe (Sindigráficos). Além do acordo de jornada semanal somente de segunda à quinta-feira e outros benefícios, a entidade sindical avança em acordos para ampliação da renda dos trabalhadores. A primeira garante um piso salarial maior que nas demais gráficas da região. O reajuste foi de 2,60%. Ainda evita banco de horas e garante a homologação sindical da rescisão contratual. O segundo acordo garante uma PLR quase R$ 400 maior que nas demais gráficas do seu porte. Além da complementação de renda mensal, que pode chegar a R$ 200 extra, a depender das metas atingidas. Os trabalhadores aprovaram as medidas através de votação secreta e individual na segunda-feira (14).  

Por sinal a votação secreta e individual é um outro direito garantido na empresa. Os gráficos são quem decidem também sobre a troca (ou não) do trabalho em dias de feriado, por exemplo. O reajuste do valor da cesta básica mensal de R$ 95 para R$ 100 também é outro avanço financeiro no acordo renovado de reajuste salarial. Tem ainda a inclusão de uma multa no valor de 10% do salário normativo por inflação e por trabalhador. Ou seja, aplicação de uma multa na Inapel se descumprir alguma cláusula do acordo e as 85 cláusulas da convenção coletiva de trabalho, ora resguardadas dentro do referido acordo coletivo.

O segundo acordo financeiro positivo para o trabalhador garante uma PLR anual de R$ 1,2 mil, superior ao valor definido pela convenção da classe no valor de R$ 804,36. Pelos termos acertados, paga-se R$ 600 no final de fevereiro e mais R$ 600 no final de agosto. “Se fosse pela convenção coletiva da categoria, as parcelas seriam no valor de R$ 402,18, ou seja, quase R$ 200 a menos cada”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos).

Além disso, foi incluída uma nova cláusula no acordo da PLR onde criará programa de incentivo com benefícios financeiros mensais para o gráfico. “É uma espécie de premiação para os trabalhadores se atingirem metas para algumas questões”, informa Leandro. Os indicadores que nortearão a premiação tratam da redução do tempo de máquina parada, redução do índice de devolução de produtos dos clientes versus o faturamento, a redução da quantidade de aparas, e zero acidente laboral e afastamento do trabalho por doença. A combinação desses indicadores pode ampliar a renda do trabalhador em até R$ 200 por mês.

GRÁFICA SANTA TEREZINHA (ITATIBA) COMPROVA SUA REGULARIDADE QUANTO À APLICAÇÃO DOS REAJUSTES SALARIAIS

O Sindigráficos, com base em denúncia anônima, que publicou equivocadamente no “Jornal Gráficos na Luta”, ano V – março/abril de 2019, a notícia de que a Gráfica Santa Terezinha, que é o nome fantasia de MEDINA E SANFINS EMBALAGENS LTDA., estava desconsiderando o aumento no salário dos profissionais em Itatiba, que nenhum dos empregados era sindicalizado e que estariam sendo desrespeitado pelo patrão com o salário rebaixado. Ocorre, porém, que a Gráfica Santa Terezinha, inconformada com a referida “notícia”, propôs ação judicial em face deste Sindicato e comprovou, documentalmente, sua regularidade quanto ao cumprimento de suas obrigações relativas aos reajustes salariais previstos em convenções coletivas de trabalho. Desta forma, e para que não pairem dúvidas, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) vem a público apresentar sua retratação sobre o referido episódio, informando a todos que tiveram acesso àquela publicação, que a Gráfica Santa Terezinha encontra-se adimplente e, portanto, rigorosamente em dia com as obrigações trabalhistas no que diz respeito aos reajustes salariais previstos na norma coletiva de trabalho, pelo que o Sindicato pede escusas àquela empresa por conta da divulgação incorreta e indevida. 

 

METROPRINT CONTINUA SEM PAGAR DEMITIDOS MESMO TENDO RECURSO TODO MÊS PELO ALUGUEL DE SEU PRÉDIO E MÁQUINAS

Cinco profissionais demitidos pela antiga gráfica MetroPrint, que encerrou as suas atividades em Cajamar no fim de julho, ainda não receberam suas verbas rescisórias. Pela legislação trabalhista deveriam ter sido pagas em 10 dias logo após o desligamento, ou depois com a aplicação de multas. Apesar do fechamento da empresa, o proprietário continua recebendo por mês com o aluguel do prédio e máquinas para a gráfica mineira Esdeva, que assumiu a operação no local, contratando inclusive ex-funcionários. Mesmo com fonte de recurso mensalmente, o Sindigráficos denuncia que, até o momento, a Metroprint ainda não liquidou seus débitos trabalhistas e nem responde ao sindicato diante da cobrança de uma solução efetiva.  

O Sindigráficos tomou a decisão de notificar extrajudicialmente a antiga gráfica. “A Metroprint não pode deixar seus ex-trabalhadores ao relento”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos da região. A entidade inclusive já convocou os profissionais prejudicados para reunião na sede Cajamar do órgão sindical. Infelizmente, ninguém compareceu. A entidade alerta que o prazo máximo para poder recorrer seus direitos trabalhistas na Justiça é de dois anos. E aconselha que procurem fazer valer seus direitos. E o sindicato coloca o seu setor jurídico à disposição.

No caso dos gráficos da Metroprint que foram contratados pela Esdeve, o sindicato alerta que a nova empresa em nada tem de responsabilidade no pagamento de dívidas da gráfica anterior. A Esdeve alugou o maquinário e imóvel da Metroprint. Apenas isso. Ela não é a responsável pelo passivo trabalhista deixado. “É relevante esclarecer isso para que os gráficos não temam acionar a Justiça do Trabalho contra a Metroprint em defesa dos seus direitos pendentes”, conta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

FTIGESP DIVULGA CIRCULAR PARA OS JORNAIS E REVISTAS DO INTERIOR SOBRE O REAJUSTE SALARIAL DOS GRÁFICOS

Cláusula REPOSIÇÃO SALARIAL – A partir de 1º de Outubro de 2019, os salários dos empregados abrangidos pela presente Convenção Coletiva de Trabalho serão reajustados de acordo com as condições abaixo: § 1º – Sobre os salários reajustados em 1º de Outubro de 2018, aplicar-se-á um reajuste de 2,92% (dois vírgula noventa e dois por cento); § 2º – Os percentuais de ajuste pactuados no § 1º desta cláusula serão aplicados em todos os níveis salariais. LEIA MAIS 

 

FONTE: FTIGESP