PELA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, BOLSONARO DECIDE RETIRAR PIS DE TODOS OS GRÁFICOS QUE HOJE RECEBEM

Conforme foi antecipado pelo Sindigráficos, a proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro entregue ontem ao Congresso Nacional prevê mudanças no pagamento do abono salarial do PIS/Pasep. O benefício anual deve ser pago somente para quem ganha até um salário mínimo mensal. Hoje, o abono é pago para quem ganha até dois salários mínimos.Com a mudança, 23,4 milhões de trabalhadores devem perder o direito ao benefício, o que inclui todos os gráficos paulista, inclusive os que ganham o piso salárial (pouco maior que R$ 1,6 mil). É melhor jair se acostumando, ou é melhor lutar contra a aprovação da reforma do capitão contra a classe trabalhadora.  

FONTE: Com informações DCM

 

EMPRESA OS1 DEMITE GRÁFICOS SEM O PAGAMENTO DO FGTS DELES E COM PREJUÍZO AINDA SOBRE O SEGURO-DESEMPREGO

Embora enquanto missão empresarial auto-propõe ao mercado mundial o oferecimento de melhores soluções de produtos e serviços em sinalização do varejo, a empresa OS1, em Atibaia, demitiu alguns gráficos sem pagar o FGTS de nenhum deles. Diante da atitude da empresa, os trabalhadores se viram desamparados sem Ministério do Trabalho, extinto pelo governo atual, e sem a homologação sindical de suas rescisões contratuais, que deixou de ser obrigatório devido a nova lei trabalhista do governo Temer. Apesar disso, mesmo ainda não estando sindicalizados, denunciaram a irregularidade ao Sindicato da classe (Sindigráficos), que entrou no caso e cobrou o pagamento de tudo, até da PLR pendente dos trabalhadores da ativa e dos já demitidos.  

Além do problema de não ter um real sequer na conta do FGTS, os gráficos ainda enfrentam dificuldades pelo não recebimento do seguro-desemprego por conta da irregularidade da OS1. “Sem a quitação do fundo de garantia, o governo não autoriza o seguro mensal para o gráfico desempregado”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. A situação afeta não somente os demitidos, mas todos os que continuam na ativa. Nenhum tem recebido FGTS. É preciso se organizar em torno do sindicato.

O Sindigráficos, por sua vez, já iniciou a cobrança pela regularização do FGTS, a começar pela solução no caso dos gráficos demitidos. De início, a OS1 informou que enfrenta dificuldades financeiras para a adequação. Porém, independente da situação econômico, Jurandir advertiu que lei se cumpre, não se discute. E a lei do FGTS obriga tal recolhimento mensal. Assim sendo, cobrou da advogada da empresa uma solução imediata ou que assuma o descumprimento da lei, sujeito as penalidades pertinentes.

A advogada da OS1 se comprometeu em apresentar uma rápida solução em breve. O Sindicato lembrou que seu único interesse é de que o direito do trabalhador seja respeitado. A entidade inclusive tomou conhecimento de que todos empregados ativos na empresa estão com o FGTS zerado. “É preciso que seja corrigido essa irregularidade também. Sem isso, estes profissionais terão a mesma dificuldade enfrentada pelos gráficos agora demitidos, sem FGTS e sem a liberação do Seguro-Desemprego”, conta.

SINDICATO CONVOCA GRÁFICOS PARA ATO NA PRAÇA DA SÉ EM DEFESA DO DIREITO DE CONTINUAR SE APOSENTANDO

Nesta quarta-feira (20), a CUT e demais centrais sindicais – Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB – realizarão uma assembleia nacional da classe trabalhadora, a partir das 10h, na Praça da Sé, no centro da cidade de São Paulo.Definida pelas centrais como Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública e Contra o Fim da Aposentadoria, a data mobilizará o conjunto dos trabalhadores com a realização de atos e protestos em todo país. Os gráficos de Jundiaí e região, representados pelo presidente do Sindicato da categoria (Sindigráficos), já confirmaram presença. A classe trabalhadora precisa decidir se prefere ja ir não mais se aposentar, como prevê a reforma previdenciária do governo Bolsonaro, ou é melhor defender a Previdência Pública e lutar contra o fim da aposentadoria 

FONTE: Com informações da CUT/SP

MULTINACIONAL EVERLUX VOLTA A MUDAR HORÁRIO DOS GRÁFICOS E CRIA DIFICULDADES PARA ELES ESTUDAREM

Embora esteja em 60 países e exista há 19 anos no Brasil, em Bragança Paulista/SP, a gráfica multinacional Everlux, do setor de sinalização em segurança, voltou a prejudicar os seus trabalhadores brasileiros com a mudança de horário outra vez e sem negociação prévia. A alteração tem prejudicado o estudo de muitos dos profissionais, os quais ficaram com grande dificuldade de chegarem nas escolas após largarem. O Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) já acionou a empresa em defesa da classe.

A Everlux decidiu agora que todos largassem uma hora depois das 17h. Porém, foi a própria empresa que havia padronizado anteriormente esse horário do fim do expediente, levando os trabalhadores a se adequaram à época e sem denúncia ao sindicato. Muitos empregados decidirem estudar no turno noturno. Contudo, com essa nova mudança de horário laboral, tendo o término às 18h, ficarão prejudicados os estudos desses profissionais, diante das dificuldades de chegarem nas aulas em tempo.

A empresa está instalada em Bragança Paulista desde março de 2005. Ela alega que os funcionários foram consultados e aceitaram mais esta troca de horário (mudou das 7h às 17h para das 8h às 18h). Apesar das explicações, profissionais denunciaram a alteração para o Sindigráficos, onde descobriu que muito trabalhadores estudam e serão prejudicados. Foi então que a entidade solicitou à gráfica a manutenção do horário dos profissionais que estudam. A Everlux, por sua vez, sinalizou dificuldades da logística em sua produção. Mas ficou de levar o caso para a decisão final da matriz em Portugal – país europeu onde fica sua diretoria sênior.

Diante disso, o Sindicato aproveitou para sugerir a necessidade de fazer um acordo coletivo de trabalho relativo à jornada de trabalho na unidade da Everlux em Bragança Paulista. “O acordo visa garantir transparência referente aos horários de serviço e evitará prejuízo para os profissionais e para a empresa”, diz Jurandir. O dirigente aproveita para convocar os gráficos da local para entrarem nesta luta em defesa deles mesmos. O primeiro passo é pela sindicalização pra fortalecerem o sindicato na luta.