GRÁFICOS DA CCL LABEL, APÓS ACORDO DO SINDICATO COM A EMPRESA, RECEBEM VALE SALARIAL E UM BÔNUS FINANCEIRO

Nesta terça-feira (20), 340 gráficos da CCL Label, em Vinhedo, receberam a 1ª parcela de uma bonificação financeira superior à PLR dos gráficos de toda a região. O benefício foi definido pela empresa com o Sindicato da classe (Sindigráficos) através da conclusão das negociações da renovação de um Acordo Coletiva de Trabalho (ACT) no local. O acordo foi assinado no último dia 7. Os termos foram estabelecidos entre os sindicalistas com a gerente de RH e advogada da CCL, Marcela Alexandra e Solange Fiorissi respectivamente. Há mais de seis anos que o sindicato mantém tal direito.

O Sindigráficos orienta os trabalhadores a denunciarem à entidade se não for pago esta bonificação derivada deste acordo onde validou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O novo acordo tem validade até julho de 2020. O ACT anterior venceu no mês passado. Com a renovação do acordo agora em agosto, ficam asseguras as duas parcelas do PPR. A primeira deve ser paga amanhã e a segunda em 5 de fevereiro de 2020.

Em relação aos valores do PPR, eles são colocados de acordo com metas definidas por uma comissão de trabalhadores e a empresa. O sindicato pode acompanhar. “Já solicitamos inclusive a empresa os valores pagos nos últimos anos. Os representantes da CCL ficaram de repassar e nos garantiram que em todos os anos ficaram acima do valor da PLR definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que regula o valor mínimo do bônus financeiro a todos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do sindicato.

Durante a renovação do acordo, o Sindigráficos aproveitou para tratar de um outro acordo onde regulava a jornada de trabalho na CCL. Havia um acordo neste sentido até o ano passado. A entidade cobrou a negociação para a sua renovação. A advogada e a gerente de RH se comprometeram em debater esta questão junto à diretoria da empresa e retornar o debate com o sindicato. “Esperamos tratar disso até o final do mês”, diz Leandro. O ACT em questão garante melhorias na jornada em relação ao sábado.

Outro debate abordado foi sobre a obrigação da empresa de permitir as campanhas de sindicalização dentro da CCL. A regra consta na CCT da categoria. Leandro cobrou. Os representantes da gráfica já garantiram. “A nossa intenção é mostrar aos trabalhadores que com a participação deles junto ao sindicato é potencializada a ação para a inclusão e garantia dos direitos, como o acordo do bônus financeiro. Filie-se”, convida Leandro.

SENADO DERRUBA PERMISSÃO QUE BOLSONARO E DEPUTADOS DARIAM PARA GRÁFICAS FUNCIONAREM AOS DOMINGOS COMO EM DIAS NORMAIS

O Senado aprovou nesta quarta-feira (21) o texto da Medida Provisória (MP) 881 de Bolsonaro, já aprovada pela maioria de deputados federais aliados, que ficou conhecida como “MP da Liberdade Econômica”. Contudo, em uma mudança importante, os senadores derrubaram as mudanças relativas à permissão para o trabalho aos domingos e feriados. “Se os senadores não tivessem rejeitado, o domingo deixaria de ser sagrado e o governo daria permissão para as empresas criarem um tipo de banco de horas perverso”, diz a Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (Conatig). A entidade revela que seria o fim da missa, do culto e do futebol de domingo do gráfico, sob o pretexto da desburocratização da empresa, medida de Bolsonaro, já aprovada pelos deputados, que daria uma folga ao domingo só uma vez ao mês. 

 

FONTE: Com informações do Valor e da Conatig

PARA PAGAMENTO DE DÍVIDAS COM GRÁFICOS, JUIZ INDICARÁ LEILOEIRO PARA VENDA DE IMÓVEL DE GRÁFICA AVALIADO EM MILHÕES

O juiz da Vara do Trabalho de Indaiatuba, município onde funcionou a gráfica Rumograf até poucos anos, fechada devendo quase R$ 1 milhão aos seus funcionários, dará prosseguimento a um processo do Sindicato da classe (Sindigráficos) onde pede o leilão do prédio da empresa para pagar tudo que deve. O prazo judicial máximo para a quitação da dívida acabou há poucos dias e o magistrado decidiu assim acatar a solicitação da entidade dos trabalhadores. O proprietário do imóvel concordou com a venda judicial, o que deve agilizar a questão. O dono da gráfica avalia que o prédio vale R$ 2,6 milhões, montante já superior aos cerca de R$ 820 mil que deve a 11 dos seus antigos trabalhadores que procuraram o Sindigráficos, estando estes protegidos pela ação da entidade de classe.

“O processo da Rumograf caminha para uma solução eficaz aonde o trabalhador ganha a ação e também deve levar seu dinheiro para casa”, diz Luís Carlos Laurindo, advogado do Sindicato. O jurista acredita neste final feliz e que começa a se aproximar a cada dia, uma vez que o dono da empresa oficializou que ele não tinha condições de pagar a dívida e demonstrou a sua concordância para a venda judicial do referido imóvel.

Este tipo de processo geralmente é complexo, pois embora haja a dívida trabalhista, e o trabalhador ganha a causa, é preciso que um patrimônio da empresa processada, e/ou dos sócios, seja encontrado e listado na ação judicial. E que não haja impeditivo para o leilão desse bem, como agora com a Rumograf. Mas alguns outros processos, infelizmente, com até mais tempo que este, continua em curso e sem uma solução efetiva. Dentre eles, o dos gráficos do Jornal da Cidade (JC) e o da PCPrint, justamente porque não foram localizados os bens dos donos ou sócios.

“Toda vez que a gráfica começar a mostrar problemas graves de caixa, de irregularidades sérias, com sonegações de direitos, como férias, não pagamento de FGTS e INSS, atrasos salariais recorrentes e mudança do seu CNPJ, a empresa pode está quebrando e se preparando para não deixar patrimônio para não pagar passivo trabalhista depois. Neste caso, a melhor saída é procurar logo o Sindicato. Não adianta esperar e afundar com a empresa, porque depois, seus direitos serão difíceis de resgatá-los mesmo que venha a ganhar ação judicial”, fala o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues.

Não à toa que o caso da Rumograf é o 1º processo do Sindigráficos que caminha efetivamente para que o gráfico vença a ação judicial e caminha para que receba os seus direitos através da venda de bens da empresa. O caso agora aguarda somente que o juiz indique o leiloeiro do prédio da gráfica em Indaiatuba. E, após a avaliação do preço de mercado, marcar o leilão. Na sequência, se tudo for positivo, retirar os R$ 820 mil da dívida trabalhista e repassar proporcionalmente para cada um dos 11 gráficos.

SENADORES PODEM APROVAR HOJE A MEDIDA DE BOLSONARO QUE LIBERA TRABALHO AO DOMINGO E SEM PAGAMENTO DE HORA-EXTRA

A pauta do Plenário do Senado está trancada pela medida provisória da Liberdade Econômica (MP 881/2019) de Bolsonaro. A proposta, aprovada na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 21/2019, tem validade até o próximo dia 27 e é o primeiro item da pauta do Plenário na próxima terça-feira, 20. O governo diz que a MP busca reduzir a burocracia para os negócios da iniciativa privada, mesmo que, para isso, retira os direitos dos trabalhadores. E retira porque, como denunciou ontem o senador gaúcho Paulo Paim, liberará que os trabalhadores de qualquer atividade econômica o serviço aos domingos e feriados, sem ter direito ao pagamento em dobro.

FONTE: Com informações A1 e Senado