PLR, FÉRIAS E VALE-REFEIÇÃO SERÃO REDUZIDOS DE VALOR SE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA PASSAR. ELA PERMITIRÁ COBRAR INSS DESSES E OUTROS DIREITOS

O texto da reforma da Previdência propõe que as alíquotas de contribuição para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passem a incidir sobre rendimentos do trabalho “de qualquer natureza”, não só no salário-base. A reforma não cita explicitamente que itens seriam esses de “qualquer natureza”, mas, para especialistas, isso poderia incluir a taxação de benefícios como vale-refeição, adicional de férias e participação nos lucros. 
 Caso aprovado, pode ter como efeito indireto a diminuição do salário dos trabalhadores. “Na prática, é provável que o empregador comece a dar um valor menor no vale-refeição, por exemplo, ou diminua o salário”, afirmou o advogado João Badari, especialista em direito previdenciário. Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, concorda. Para ela, o atual índice de desemprego faz com que os trabalhadores fiquem mais vulneráveis e aceitem condições menos favoráveis. “Quem está fora do mercado não vai recusar um emprego porque o salário ou o VR não era o esperado”, afirmou.
FONTE: Com informações do UOL 

BETTERS PAGA PLR NESTA QUINTA E EMPRESAS ENQUADRADAS COMO GRÁFICAS EM JUNDIAÍ E VINHEDO AINDA NÃO PAGARAM

As gráficas Jundgraf e Precissa em Jundiai e Vinhedo respectivamente, diferente do que já fez a gráfica Betters em Franco da Rocha, ainda não negociaram com o Sindicato da categoria (Sindigráficos) quando pagarão a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos trabalhadores. O prazo final para o pagamento obrigatório da 1ª parcela venceu no último dia 5. É obrigado pagar porque consta na Convenção Coletiva de Trabalho da classe, negociada pelo sindicato com as gráficas na campanha salarial de 2018. A Betters, ciente disto, antecipou-se às denúncias e logo informou seu atraso e negociou com o sindicato. Já pagará nesta quinta-feira (18).

Diferente da Betters, que tem 150 gráficos e grande quantidade de sócios ao sindicato, várias denúncias chegaram ao sindicato dos trabalhadores ainda não sindicalizados da Jundgraf e da Precissa, empresas que foram enquadradas como gráficas há menos tempo. Mas todas elas passam a ser obrigadas a seguirem também a convenção da classe, incluindo a PLR. Assim, os gráficos dessas empresas também devem receber uma remuneração maior do que antes, pois a PLR varia de 37% a 55% do piso.

Pela convenção, a 1ª parcela deve variar de R$ 302,86 até R$ 445,40. E pode crescer mais 5% se o funcionário não tiver falta no trabalho em 2018. A segunda parcela, com o mesmo valor, deve ser paga na folha de agosto. Tudo deve constar na folha de pagamento. Mas no último dia 5, prazo final para pagamento salarial de março, nenhum dos gráficos da Jundgraf e Precissa recebem sua PLR. O sindicato logo foi lembrado pela classe.

“Já iniciamos a conversa com os trabalhadores. Mostramos a importância do Sindigráficos para a garantia dos direitos deles, a começar pelo então enquadramento sindical das empresas enquanto gráfica, o que oportuniza os benefícios da convenção da classe a todos, a exemplo agora da PLR”, disse Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. O dirigente aproveitou para lembrar aos gráficos sobre a necessidade deles agora fortalecem a entidade para que ela acumule poder de negociação junto aos patrões. A associação de todos é vital para avançar no cumprimento da convenção. SINDICALIZE-SE AQUI. Fortaleça o Sindigráficos e garanta seus direitos!

BOLSONARO ACABA COM POLÍTICA DE LULA ONDE VALORIZAVA O SALÁRIO E IMPEDE O REAJUSTE COM GANHO REAL JÁ EM 2020

Projeto do governo Bolsonaro prevê reajuste do mínimo só pela inflação do ano anterior. Com isso, o salário mínimo será de R$ 1.040 em 2020. Será a primeira vez, desde que o governo Lula institui a lei de valorização do salário mínimo, que o governo federal aumento o salário sem ganho real. O aumento previsto será só de R$ 42 (ou 5,2%) em relação ao atuais R$ 998. O valor consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, apresentado nesta segunda-feira (15) pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

Até este ano, o mínimo era corrigido pela inflação do ano anterior medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) de dois anos anteriores. Como a lei que definia a fórmula deixará de vigorar em 2020, o governo optou por reajustar o mínimo apenas pela inflação estimada para o INPC, ou seja, sem aumento real para o trabalhador, aposentado e pensionista.

FONTE: Com informações do Jornal Commercio 

 

GRÁFICOS DA LOG&PRINT SE REÚNEM COM SINDICALISTAS E DEFINEM PLANO CONJUNTO CONTRA RETROCESSOS NO LOCAL

Respaldado pelos gráficos depois da primeira reunião com dirigentes do Sindicato da classe (Sindigráficos), a entidade notificou a Log&Print para que a empresa retome condições laborais e direitos reduzidos no local. A notificação, solicitada pelos empregados, convoca a empresa para que se reúna com a entidade a fim de tratarem de uma solução sobre os retrocessos trabalhistas dentro da gráfica, os quais foram listados pelos próprios trabalhadores durante um encontro no Sindicato dos Químicos de Valinhos. Tanto a notificação sindical, quando cada item dessa lista de problemas e o pleito de solução integram o plano de luta dos gráficos.

O plano também não descarta nova reunião dos profissionais gráficos com os sindicalistas em local distante da empresa para definirem os novos encaminhamentos após o retorno da Log&Print às reivindicações. Um novo encontro será realizado mesmo se não houver respostas à notificação ou aos questionamentos listados.

“Só juntos, somos fortes, uma vez que sindicato somos nós (sindicalistas e trabalhadores na base). Como a insatisfação é muito grande diante dos retrocessos na jornada de trabalho, na alimentação, data de pagamento, falhas no FGTS e autoritarismo, entre outros problemas de várias ordens na Log&Print, cresce a revolta e começa a ter a reação dos funcionários na localidade”, constata Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Existe inclusive três trabalhadores do local que também são sindicalistas, onde dois estão diariamente no chão de fábrica (Valdir Ramos e Valéria Simionatto). “Não tenhamos dúvidas de que a solução do problema pode começar a ocorrer, pois está atrelada ao tamanho da revolta de cada uma das centenas de gráficos da Log&Print aos retrocessos no local e quando o maior número de trabalhadores participa e se rebela contra tudo isso. E é isto que representa este plano de lutas definido pelos profissionais da empresa para que o sindicato notifique o patrão para se reunir e mostrar soluções à lista de reivindicações dos gráficos contra os retrocessos lá existentes”, diz Jurandir Franco, gráfico da empresa que atua no sindicato.

Na lista de retrocessos elaboradas pelos trabalhadores a serem levadas pelo sindicato à empresa, consta o fim das folgas em dois sábados por mês e o fim da cesta básica com mais alimentos que a definida pela convenção coletiva da classe, bem como o desconto salarial maior mesmo com esta redução dos produtos alimentícios.

Também há a queixa dos empregados do 3º turno diante da qualidade inferior da refeição em comparação com a dos turnos diurnos. Tudo isso sem qualquer negociação com ninguém, inclusive a troca das folgas dos empregados sem qualquer consulta, como ocorreu com dois feriados de novembro/18 (dias 2 e 15) trabalhados para folgarem nas vésperas de dois feriados de dezembro (24 e 31). E o pior é que os gráficos tiveram de trabalhar. Não folgaram em nenhum dos dias.

A lista dos retrocessos ainda consta vários outros prejuízos financeiros, a exemplo da troca do dia de pagamento do salário sem qualquer discussão ou aviso. Não é mais no dia 30 do mês trabalhado. Agora é no dia 5 do mês seguinte.

Tem cobrado 6% do salário do funcionário pelo vale-transporte oferecido, inclusive de alguns em período de férias, mesmo quando não recebem o vale.  Tem obrigado o empregado a fazer hora-extra, e, apesar desse absurdo, não paga pelo serviço adicional no mês trabalhado. E tem reduzido o valor do adicional noturno de gráficos. E ocorrem falhas no depósito do FGTS. Gráficos, sindicalize-se AQUI e proteja-se!