A PEDIDO DO SINDIGRÁFICOS, ARMI É AUTUADA VÁRIAS VEZES POR ÓRGÃO FEDERAL DEVIDO CONTRATAÇÕES CLANDESTINAS

Em Jundiaí, mesmo depois de mudar de endereço, a gráfica Armi teve de se explicar à fiscalização federal porque mantinha empregados sem registro na Carteira do Trabalho, uma irregularidade que continua muito grave no Brasil. A empresa, mesmo oficializando o emprego dos gráficos, recebeu diversas autuações por conta das sonegações constatadas. A fiscalização foi uma solicitação do Sindicato da categoria (Sindigráficos). A entidade vinha monitorando a afronta da gráfica aos direitos trabalhistas em geral (CLT) e à Convenção Coletiva de classe.  

“Com o sentimento de que a justiça foi feita, recebemos a informação da chefe de fiscalização do órgão federal em Jundiaí (antigo Ministério do Trabalho), Rosimari Cristina que a Armi teve de realizar a contratação dos gráficos encontrados durante a operação no local”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. A empresa assinou a carteira de cinco dos seis profissionais localizados. O fato de não registrar todos lhe rendeu logo uma das primeiras autuações, aplicada pelo auditor fiscal Paulo Ferreira no processo 4625502403/2018-30. O processo em curso foi pedido pelo sindicato desde o ano passado.

A fiscalização continuou. E a Armi recebeu outra autuação pela demissão de um dos cinco ora registrados oficialmente. A penalidade decorreu da constatação do não pagamento das verbas rescisórias do trabalhador. As sanções não pararam nisso. Recebeu mais um pela não inclusão do nome dos empregados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Foi autuada pelo não registro dos gráficos na Carteira. “Que sirva de exemplo para algumas gráficas que também estamos de olho, a exemplo da Cunha Facchini, com suas contratações clandestinas”, fala Leandro.

O Sindigráficos fez a sua parte e continuará fazendo a defesa da classe. A fiscalização na Armi é só mais uma das iniciativas da entidade contra as investidas patronais contra os direitos, salários e condições laborais dos trabalhadores. “O registro dos gráficos da Armi na carteira do trabalho é só o primeiro passo. A depender do tempo que cada um já tem no local, e caso estejam dispostos, o sindicato poderá acionar a Justiça para reaver cada um dos direitos sonegados no respectivo período”, alerta Leandro.