ACORDO DE JORNADA MENOR TERMINA EM DIAS NA EMEPÊ. SINDICATO ALERTA GRÁFICOS E BUSCA EMPRESA PARA RENOVÁ-LO DE NOVO

Na próxima semana, após 12 anos sendo renovado, termina a validade de um acordo coletivo firmado entre o Sindicato e a Emepê onde garante para 200 trabalhadores uma jornada de trabalho semanal menor. Permite folga alternada nos sábados e hora-extra de 80% se trabalhar neste dia, além do feriado do Dia do Gráfico. Para evitar a descontinuidade dessas vantagens, as quais a própria empresa já havia sinalizado neste ano que não havia intenção de retirada de direito, o Sindigráficos foi até a Vinhedo para abrir a negociação. A entidade aguarda o retorno rápido da Emepê dado a brevidade do fim do acordo e nenhum aceno anterior de renovação por parte da gráfica. A empresa também não sinalizou para o Sindicato sobre a mudança do vale-alimentação para cesta básica, tampouco sobre as 25 demissões e seus motivos, nem as iniciativas sobre banco de horas, ou como estão as metas do acordo em vigor do Programa de Participação nos Resultados (PPR) diante da covid – pautas também a serem tratadas.

O acordo coletivo de trabalho sobre a jornada termina no início de junho. Tem garantido uma jornada semanal de 41 horas em média e benefícios outros. Portanto, é fundamental a unidade da classe para sua renovação. “Nossa expectativa é de que a direção da Emepê responda nosso pleito e inicie a negociação na próxima semana. Contudo, já iremos começar a tratar desses assuntos junto aos gráficos – os maiores interessados”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Os empregados da Emepê precisam fortalecer a entidade através da sindicalização para demonstrar maior força nas negociações em busca dos resultados. SINDICALIZE-SE!

O Sindigráficos também tem outro acordo coletivo de interesse do gráfico da Emepê e que buscará saber sobre o seu andamento neste período da pandemia do coronavírus. O acordo é sobre o PPR. Foi iniciado em 28 de fevereiro e segue até 31 de agosto. Leandro quer saber da empresa como estão as metas de modo que os trabalhadores não sejam prejudicados. A gráfica inclusive adotou mudanças sobre o benefício do vale-alimentação, entregando uma cesta de alimento no lugar, o gerou insatisfação. Embora não seja ilegal, com base na convenção, o pleito é pela volta deste vale.

Outro assunto que tem preocupado os trabalhadores é que dezenas deles foram convocados para assinar acordo direto com a empresa sobre banco de horas. “Embora o banco não esteja sendo posto em prática, não fomos chamados para tratar da questão, não sabemos se há precisão mesmo, quais os termos destes acordos individuais, se fazem algum sentido para os gráficos, ou se os trabalhadores concordam com isto”, explica Leandro.

Embora a empresa esteja em plena atividade, a demissão de 25 gráficas da Emepê há 15 dias, sem a demonstração dos motivos para tais ou se haverá outras, e sem a liberação dos documentos para o saque do FGTS e entrada no Seguro-Desemprego dos já desligados até o momento, é também objeto de pauta. O Sindigráficos também espera que a empresa atualize as informações sobre suas medidas protetivas contra à covid-19. Até o começo de abril, medidas sanitárias, uso de EPIs e ações para evitar aglomerações dos gráficos, sobretudo no refeitório, estavam sendo feitas.