ALIMENTAÇÃO DOS GRÁFICOS DA SMART E INCORPORAÇÃO PELO GRUPO ART BRASIL PRECISAM DE EXPLICAÇÃO

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Embora não haja histórico de irregularidades nos direitos dos gráficos, o grupo empresarial Art Brasil, em Valinhos, precisará explicar à entidade de classe (Sindigráficos) nesta segunda-feira (27) sobre as denúncias de defasagem no valor do vale alimentação pago pela Smart Clicheria, empresa recém incorporada pelo grupo. Tem semanas que foi adquirida. Porém, o Art Brasil precisa garantir todos os benefícios e com os valores e critérios descritos pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. E ainda, à depender dos termos da incorporação, pagar as pendências trabalhistas, caso existam, dos que continuam trabalhando na Smart e daqueles que foram demitidos recentemente frente às atuais mudanças. O vale alimentação tem que dar para o gráfico comprar todos os itens da cesta básica, definida pela convenção, nos supermercados da cidade. O Sindicato aproveitará para solicitar informações sobre o valor do vale na VR Clicheria e na Art Brasil, empresas que também compõem o grupo.

SMART3“Pouco antes de ser incorporada pela Art Brasil, recebemos queixas de que o vale alimentação na Smart  era de R$ 70. E este valor contraria a convenção coletiva da classe. O valor deve ser de RS 114 com base no preço da cesta nos supermercados da região. Íamos cobrar a empresa quando descobrimos a então incorporação há cerca de 20 dias”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. A responsabilidade de garantir o valor correto do benefício alimentício agora repassa para o novo dono, que pode até já ter reajustado. A informação será solicitada no encontro. O mesmo esclarecimento será pedido sobre o vale na Art Brasil e VR. O grupo empresarial possui cerca de 120 funcionários, incluindo a Smart.

A Smart Clicheria, diferente da Art Brasil e VR Clicheria, costumava ter problemas no cumprimento dos direitos trabalhistas. Era muito comum as queixas dos gráficos para o sindicato. O dirigente sindical, Jurandir Franco, lembra que tinha problemas diversos, como, por exemplo, o não recolhimento do FGTS, atraso do pagamento salarial e também da PLR.

SMART2“Para que o gráfico não pague o ‘pato’, o histórico de passivo trabalhista preocupa o Sindigráficos, mesmo com a incorporação agora da Smart”, adianta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O sindicalista pedirá explicação ao Art Brasil sobre os critérios da incorporação para saber se o grupo é quem assumirá qualquer passivo existente. Ele fala que já há notícias preliminares onde apontam que 14 gráficos da Smart foram demitidos recentemente e alguém precisa pagar os seus direitos.

O Sindigráficos também está preocupado com os funcionários da Smart que continuaram na empresa após a incorporação. “Vamos pedir para a Art Brasil que nos informe como ficaram os contratos de trabalho deles”, diz Rodrigues. Ele explica que a ação visa descobrir se serão mantidos (ou não) pelo novo dono da Smart os antigos contratos de trabalho dos trabalhadores, assumindo assim as referidas dívidas trabalhistas, caso hajam, bem como o tempo de serviço para futuros fins indenizatórios.