ALÉM DE DEVER FGTS E MULTA, DIÁRIO/SP SONEGA REGRA DE SEGURANÇA E COLOCA SAÚDE DOS GRÁFICOS EM RISCO

DIARIO

Cerca de 100 gráficos do Diário de São Paulo, em Jarinú, correm séria ameaça no serviço. Até hoje, o jornal funciona sem a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Com isso, além de contrariar a lei (NR5), ainda coloca a saúde e a segurança dos trabalhadores em risco diariamente. O Diário de SP acumula outras irregularidades. O FGTS de grande parte dos empregados está atrasado desde setembro/2014. No ano passado, passou a atrasar o salário dos profissionais. O caso gera muita insatisfação nos gráficos. Já houve até greve pelo desrespeito. A empresa, mesmo assim, não pagou a multa pelos atrasos, como obriga a Convenção Coletiva de Trabalho do setor. A multa aumenta a cada dia que atrasar o pagamento. O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos) não tolerará tal desrespeito  e foi até a empresa para exigir o cumprimento das leis. A empresa vai se reunir com o sindicato na próxima terça-feira (3) para tratar do assunto.

jura“Cansados de sofrer, os gráficos, com o apoio do Sindicato, cruzaram os braços em novembro do ano passado. Já era dia 10 do mês e o salário  anterior ainda estava pendente. A data limite deveria ser dia 5”, relembra Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. O salário até que foi pago, mas a empresa não pagou a multa pelos dias do atraso, nem pagou ainda os dias de outros atrasos. Pelo Convenção, a valor da multa é de R$ 45,69. O sindicato já antecipou a empresa que ela deve apresentar o cálculo de todos os dias de atraso e como deverá ser feita o pagamento da multa.

Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, ressalta que não é mais admissível tamanho desrespeito. “Além de anunciar o valor com multas, o Diário/SP também deve mostrar na reunião como fará para pagar o FGTS de forma efetiva”, frisou o dirigente. O jornal até que vinha tratado do caso, mas parou diante da mudança da equipe jurídica da empresa. O sindicato conta que pedirá fiscalizações do Ministério do Trabalho e ainda estudará formas de acioná-la na Justiça do Trabalho, com o apoio dos gráficos, se a empresa não mostrar resoluções efetivas para o caso.

Cipa

DIARIO1A falta de uma Cipa é outra grande preocupação do Sindigráficos, já que os gráficos do jornal correm risco todo dia que vão trabalhar. “E cada um dos trabalhadores estão ameaçados porque é tarefa do Diário de SP e de toda empresa em São Paulo e no País zelar pela segurança e saúde dos seus empregados, como define varias leis, e, em especial a Norma Reguladora nº 5 – NR5”, conta Sandro Ramos, diretor do Sindicato dos Gráficos em Taubaté e Região (STIG). O Diário deve montar a Cipa com quatro membros, sendo dois efetivos e dois suplentes, como diz a NR5.

Dependendo da quantia de gráficos, toda empresa é obrigada a montar a Cipa com número definido de membros. Com até 20 funcionários, um funcionário deve ser responsável e treinado pela empresa para cuidar da saúde de todos. Precisa ter dois membros quando tiver entre 21 e 50 empregados. Com 51 a 100 profissionais, a exemplo do Diário de SP, é necessário ter quatro membros, sendo dois efetivos e dois suplentes. Se o número de gráficos for maior, crescerá o número de membros da Cipa.   Denuncie AQUI ao Sindigráficos se não houver Cipa na sua empresa.