ALTA FREQUÊNCIA TENTA FRUSTAR O PAGAMENTO DA PLR DOS FUNCIONÁRIOS APÓS CLASSIFICADOS COMO GRÁFICOS

Depois de anos de atuação, o Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos) conseguiu garantir aos empregados da empresa Alta Frequência, em Bom Jesus dos Perdões, o direito à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) anual, cesta básica mensal e mais de 80 outros direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe. Todos eles, apesar da até então negativa da empresa, foram considerados gráficos no último ano, sendo então beneficiários inclusive de melhores salários definidos pela CCT. O problema é que a maioria ainda não se apropriou de todos os direitos que possuem, mesmo com toda a luta do Sindigráficos favorável a eles. Ainda é tímida a organização deles em defesa de seus direitos. Foi só com muita insistência de sindicalistas que acaba de ser descoberto que a empresa não pagou a primeira PLR que eles receberiam na vida como gráficos. O pagamento deveria ter sido feito no dia 5 de abril deste ano. “Estes gráficos iriam receber a PLR pela 1ª vez após a Alta Frequência ser enquadrada sindicalmente como gráfica, mas a empresa burlou este direito e frustrou a expectativa dos empregados”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O direito é garantido ao gráfico que laborou no ano anterior na empresa – situação verificada no caso em questão.

O pagamento não é opcional, ou uma benevolência patronal, ou se tem condição de pagar, mas uma obrigação prevista em lei através da CCT. Apesar da sonegação patronal, os gráficos do local ficaram apáticos por todo esse tempo.

O dirigente alerta aos trabalhadores que precisam se acostumar e conhecer todos os novos direitos deste o enquadramento, bem como se aproximar do sindicato para evitar a perda das conquistas.

O problema de sonegações aos direitos da CCT é menor nas empresas onde os gráficos são sindicalizados. “Muitas vezes, nem ocorrem diante da unidade e da organização dos empregados no local de serviço e em torno da sua entidade classista; ou, quando ocorrem, a resolução é mais rápida e/ou eficaz”, explica Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que acompanha o caso na Alta Frequência.

Apesar dos benefícios inseridos para todos os gráficos da empresa, depois do enquadramento sindical em 2016, a disposição de organização deles ainda é reduzida. Por esta situação, infelizmente, a PLR e talvez até outros direitos podem está sendo sonegados.

O Sindicato voltará ao local para alertá-los sobre os riscos contra o cumprimento dos direitos diante da falta de participação, bem como, na medida do possível, buscará garantir a PLR de cada um.