AO INVÉS DO FIM DA PLR NA PANDEMIA, SINDICATO GARANTE É AUMENTO DE ATÉ 12%, JORNADA MENOR COM 100% DA RENDA E FERIADO DO DIA DO GRÁFICO

Desde que iniciou a pandemia em março, ainda mais nos últimos meses de campanha salarial, o Sindicato intensificou sua atuação em defesa da renda, direitos e das condições de trabalho dos gráficos nas empresas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região. Esta luta, por exemplo, evitou a desobrigação das empresas de pagarem a PLR para os 5 mil gráficos da região. Os patrões tentaram ficar livre disso, mas o sindicato resistiu e os empresários terão de pagar a 1ª parcela logo mais em fevereiro/21. Em Vinhedo, na Emepê, a luta sindical conseguiu até mais para os 200 gráficos. Manteve a PLR, que no local é chamada de PPR, mas com valores que podem até triplicar em comparação à PLR das empresas de mesmo porte. E, nesta quinta-feira (22), acaba de renovar outro acordo bem favorável para os gráficos da Emepê. Mantém jornada de trabalho reduzida e o feriado do Dia dos Gráficos por mais dois anos. E, mesmo sem existir acordo formal, mas nas tratativas com o sindicato, a empresa ainda aceitou continuar pagando 100% do plano de saúde e mantendo os descontos menores na cesta-básica, na refeição e no vale-transporte.

O acordo de PPR, negociado pelo sindicato e pela comissão de gráficos da empresa, foi aprovado pelos trabalhadores no mês passado e vale até fevereiro/21. “Enquanto uma parcela da PLR em gráficas do porte da Emepê é R$ 445,40, garantimos, mesmo na pandemia, o valor mínimo de R$ 754 na empresa, mesmo sem atingimento das metas. Além disso, o valor mais alto desta PPR, contida na 2ª faixa de metas, também foi ampliado. Subiu 12%, passando de R$ 1,5 mil a R$ 1,7 mil. E a 1ª faixa é de R$ 1.150”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Mesmo na pandemia, a luta sindical em favor dos gráficos da Emepê, onde a direção do Sindicato luta por mais benefícios desde 2005, acaba de manter também jornada laboral menor e mais direitos. Nesta quinta-feira (22), após meses de negociação com a empresa, o Sindigráficos colocou para a votação dos trabalhadores outro acordo onde manterá em 41h30 a média da jornada semanal de trabalho. E mais. Todos os 200 trabalhadores terão folgas em sábados alternados (1º e 2º turnos) e em domingos (3º turno). Se algum dos gráficos laborarem nestes dias de folgam, a empresa é obrigada a pagar hora-extra de 80% e não somente de 65% da convenção. O acordo por aprovado por uma grande maioria.

Pela jornada aprovada, os gráficos do 1º turno folgam em sábados da 2ª e 4ª semanas do mês, e os do 2º turno em sábados da 1ª e 3ª semanas. Os trabalhadores do 3º turno folgam nos domingos das 2ª e 4ª semanas. Ao todo, na média mensal, os três turnos laboram 41h30 horas semanal. O acordo também completa todos trabalhadores da portaria. Passaram a ser protegidos pelo Sindigráficos depois que a empresa os incorporou a seus quadros de profissionais. Estes trabalham na jornada 12×36. Já o pessoal do administrativo, continua no serviço de segunda à sexta-feira.

O acordo também favorece todos os 200 trabalhadores com benefícios especiais, como o feriado do Dia do Gráfico e a hora-extra maior de 80% se realizarem o trabalho em sábado e domingo de folgas programadas. O acordo já entrou em vigor ontem e seguirá até 21 de outubro de 2022.

Ademais, graças a atuação política do sindicato há anos, e a disposição e sensibilidade da empresa, mesmo sem constar em acordo, a Emepê manterá o pagamento do convênio médico dos gráficos, sem nenhum desconto. Ainda continuará mantendo um menor desconto salarial sobre o vale-transporte (só 1% quando poderia ser de 6% conforme a lei), sobre a cesta básica (somente 5% quando poderia ser de 20% conforme a convenção) e sobre a refeição (só 10%). O sindicato espera receber o reconhecimento dos gráficos que ainda não se sindicalizaram para que a entidade possa continua defendendo a classe e mantendo tais direitos.   Por sinal, o sindicato realizará uma campanha de associação na Emepê.