APESAR DA CRISE ATUAL, GRÁFICAS BUSCAM PROFISSIONAIS. SINDICATO DIVULGA VAGAS ABERTAS. ENVIE SEU CURRÍCULO

A crise econômica continua acentuada. O desemprego também continua recorde. São cerca de 14 milhões de profissionais sem emprego, cenário diferente de 2014, quando o País registrava recorde no número baixo de desempregados, próximo a 4 milhões. De lá pra cá, a indústria gráfica já encolheu em 50 mil postos de trabalho. E, com a medida do atual governo em reduzir recursos para a impressão de livros didáticos, a coisa só piora. Não à toa, apesar de o setor está na tradicional época de alta produção, período onde deveriam haver muitas contratações, isso não ocorre ou se faz reduzidamente. Na Emepê, por exemplo, foi reduzido o turno da noite. A Log&Print parou de contratar. Mais gráficas dão férias para não demitir, como na Vinhedense e na Rami. Todavia, tem havido parte da reposição da mão de obra demitida. E, como o sindicato também representa o interesse dos gráficos sem empregos, a entidade desenvolveu uma ação continuada em busca dos processos seletivos, recebe currículos dos candidatos às vagas e envia às gráficas.

Uma nova remessa de vagas foi catalogada e será divulgada agora.  Os interessados devem enviar o currículo para contato@sindigraficos.org. A gráfica HRosa, em Cajamar, está à procura de trabalhadores para seis funções. São elas: motorista, ajudante geral, dobrador de folha inteira, bloquista, designer gráfico e encarregada de Acabamento. Também em Cajamar, a Esdeva, que já fez 20 contratações recentemente, seleciona agora um operador Rotatec/termo encolhível. E há poucos dias contratou seguranças. A Jandaia, em Caieira, está atrás de arte-finalista/operador de pré-impressão. Em Jundiaí, a gráfica Visão está procurando cortador.

Informe seu nome, a vaga e a empresa no título do e-mail que você enviar. O currículo será enviado ao RH da gráfica, que é o único responsável pela seleção. “Não é porque está desempregado que o gráfico deixa de ser um gráfico. Precisa de nós nesta hora. Nosso sindicato jamais o abandonará. Por esta razão, criamos esta missão de buscarmos junto às gráficas os processos seletivos em aberto e os divulgamos. Também recebemos os currículos e os enviamos para empresa. Tem dado certo. Na Esdeva, por exemplo, 50% dos profissionais recém contratados, enviaram antes o seu currículo para nós. Enviem também”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos).

As contratações continuam, apesar da estagnação geral no setor, mesmo depois de dois anos da lei da reforma trabalhista de Temer, que havia prometido mais emprego, quando na verdade, ela ampliou o desemprego e ainda retirou dezenas de direitos, precarizando a vida até de quem está trabalhando. “Enganaram o povo e continuam enrolando com a reforma da Previdência. Emprego não é gerado com retirada de direitos, mas com políticas da retomada de crescimento econômico e distribuição de renda através de justos salários. Isso estimula a produção e consumo do que se fabrica. Tem sido a falta disso que tem evoluído no desemprego”, afirma.

Quanto às contratações, elas continuam ocorrendo, mas, no geral, é para reposição das demissões. Mas existem algumas exceções. Há expansão em algumas empresas, como na Bercrom que abriu o turno da noite. Foi preenchido ainda nova vaga de operador de Guilhotina na última semana. E feitas contratações extras de temporários na Jandaia e na Nova Página, empregos que, a depender da evolução da economia, podem se efetivar. “Contudo, não é defender emprego sem direito, que manterá o emprego. O cenário atual mostra isso. E o novo governo precisa parar de defender mais ataques ao trabalhador e fazer o emprego voltar. Creio que nenhum gráfico que votou nele, votou para perder o emprego ou direito”, destaca.