APÓS AÇÃO SINDICAL CONTRA ASSÉDIO MORAL NA D’ARTHY, DONO DA GRÁFICA CONFIRMA CASO E TROCA PROFISSIONAL

Na última semana, semanas após receber e constatar práticas de assédio moral por um técnico de Segurança de Trabalho da D’arthy em Cajamar, o Sindicato da classe (Sindigráficos) voltou a tratar do assunto. E abordou diretamente com o dono da empresa (Eduardo). Na ocasião, o proprietário confirmou que tomou conhecimento do caso recentemente. Ele informou que tem fundamento as críticas da entidade sindical. E que trocou o profissional envolvido nas denúncias. Além disso, independente do caso de assédio, ele contou que trocou toda a equipe que cuida dos laudos técnicos de saúde, higiene e segurança. O Sindigráficos ainda falou do valor do vale-alimentação, que pode está defasado, mesmo com um reajuste anual baseado no IGPM, como posto em acordo coletivo. 

Eduardo contou a Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato, que várias informações chegaram ao seu conhecimento após a demissão do referido técnico. Reiterou ainda que não tolera nenhum tipo de assédio dentro de sua empresa; e que a sua diretoria também não aceita tal comportamento. Durante a reunião ocorrida na sede regional do Sindigráficos em Cajamar, a entidade e a D’arthy renovaram o compromisso de combater assédios. Leandro ratificou a postura adotada pela empresa para sanar o problema.

Outro assunto abordado foi sobre o reajuste adicional da cesta básica. O benefício convencionado na D’arthy é pago através de vale-alimento. Em função de um excelente acordo coletivo entre a empresa e o sindicato, ele é reajustado todo ano no mês de janeiro com base no IGPM. Desde que o acordo foi firmado, o vale alimentação já aumento 28,8%. Contudo, nos últimos anos, devido grande descontrole e altas nos preços dos alimentos, o Sindigráficos garante que o reajuste do benefício não foi suficiente para que os gráficos comprem todos itens da cesta básica no varejo da região.

O atual valor do vale pago na gráfica é de R$ 96,16 – considerado pelo Sindigráficos como abaixo do somatório de todos os produtos da cesta básica. Todavia, como tal direito está contido na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, só é permitido pagar a cesta em vale-alimentação quando o valor é o suficiente para compra de todos os produtos no varejo da região onde a empresa se localiza. E, segundo o sindicato, R$ 96,16 não compra todos.

Assim, mediante negociação preliminar, ficou acertado que o órgão pesquisará o valor dos itens nos supermercados de Cajamar de modo a dirimir dúvidas. O dono da D’arthy se comprometeu em voltar a tratar do assunto depois que a pesquisa for finalizada. “Sempre vamos lutar em defesa do gráfico”, diz Leandro. Ele aproveita e convoca a todos para se sindicalizarem e protegerem seus direitos através do Sindicato.