APÓS FECHAR SEM PAGAR FGTS, INDEX LABEL É DESCOBERTA PELO SINDIGRÁFICOS EM OUTRA REGIÃO E ENFRENTARÁ A JUSTIÇA

Após o encerramento às pressas da atividade em Cajamar e sem notícia prévia, mesmo com um acordo em aberto com a Justiça do Trabalho e com o Sindicato da categoria (Sindigráficos) para realizar o pagamento do FGTS atrasado dos seus funcionários, o paradeiro da empresa Index Label acaba de ser descoberto pela entidade da classe. A gráfica fugiu para a região vizinha e já há denúncias de que demitiu todos os gráficos sem pagar devidamente os demais direitos e com a promessa de talvez recontratá-los na nova unidade. Ela instalou-se no bairro da Fazendinha no município de Santana do Parnaíba. Porém, independente da tentativa de calote, o Sindigráficos já denunciou o perfil da empresa para o órgão de classe da nova região, presidido por Álvaro Ferreira, que é parceiro do presidente do Sindigráficos à frente da Federação Paulista da classe.  E está mantida para o final do mês a audiência onde julgará a empresa por sua dívida com o FGTS dos gráficos, como aponta a ação sindical.

Para Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos, independente da confirmação da presença ou não da empresa na audiência, ela terá de ser julgada pela Vara do Trabalho em Cajamar. Se ela não aparecer, o jurista diz que será julgada da mesma forma, sendo então por revelia. E o sindicato buscará a execução desta sentença da dívida do FGTS e vai solicitar, por exemplo, confisco judicial de bens dos donos ou acionistas para o pagamento dos trabalhadores.

A intimação inclusive tem destino certo de entrega, como acaba de ser descoberto depois da investigação própria do Sindigráficos. A Index Label está localizada na Av. Tenente Marques, 546, no bairro e cidade já revelados na região de Barueri. Só não houve a 1ª audiência em maio porque propôs ao juiz do caso um acordo para efetuar o pagamento em 60 dias, coisa que não aconteceu,

No curto prazo de cinco anos em que a Index Label esteve em Cajamar o Sindicato já precisou agir outras vezes em proteção dos direitos dos trabalhadores. O vale-alimentação dos gráficos, que é um direito coletivo da categoria, estava defasado em 31%. Os funcionários não conseguiam comprar todos produtos da cesta básica nos supermercados da região.

Em 2017, o reajuste foi garantido após a intervenção sindical constante. Ainda houve reivindicações em relação ao combate à elevada jornada, sendo pleiteado o trabalho somente em sábados alternados. A luta pelo pagamento do FGTS também é antiga. Mas apesar de várias promessas da empresa, ela nunca pagou sendo necessário o ajuizamento, o qual a Index Label tenta dar um calote até na Justiça com o fechamento em um local e sua reabertura em outra, descoberta após iniciativa do sindicato.