ARTPRESS DEVE AOS SEUS GRÁFICOS R$ 2,7 MIL EM CESTA BÁSICA E DISCOPEL NÃO RECOLHE O FGTS DESDE NOV/2015

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Uma nova blitz do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos (Sindigráficos) em empresas do setor na cidade de Valinhos identificou problemas na Artpress e na Discopel. A primeira foi autuada e multada recentemente por fiscais do Trabalho por sonegar o FGTS dos seus funcionários. Não bastasse o problema, os empregados passaram 20 meses sem denunciar que não vêm recebendo a cesta básica. Cada cesta custa hoje cerca de R$ 135 nos supermercados do município. Portanto, se multiplicar o número de cesta pelos meses pendentes, o débito da empresa chega a R$ 2,7 mil por trabalhador. A Discopel, por sua vez, respeita o pagamento do vale-alimentação. Ela inclusive quase dobrou o valor do benefício após denúncia dos gráficos e atuação dos sindicalistas. Porém, desde novembro de 2015, deixou de recolher o FGTS mensal dos funcionários. O valor deve ser equivalente a 8% do valor dos rendimentos salariais do gráfico. O Sindicato acionou ambas as empresas para tratar das questões.

press2“Já solicitamos uma reunião com cada gráfica na sede do Sindicato”, diz Valdir Ramos, dirigente sindical. O sindicalista, no entanto, não esconde o espanto quando soube que a Artpress deve 20 meses de cesta aos seus trabalhadores e nenhum trabalhador reclamou antes durante todo este tempo.

Ele conta que só descobriu o triste episódio porque foi até a empresa comunicar os funcionários que a Artpress foi autuada e multada por sonegar o FGTS de cada um.

Na ocasião, ele explicou da necessidade dos empregados procurarem o sindicato para acionar a Justiça, a fim de que eles não percam efetivamente o dinheiro do FGTS, caso a gráfica continue irregular. Foi quando recebeu denúncias de que a cesta não é paga há 1,5 ano.

‘O direito não socorre quem dorme’. Este é jargão conhecido no mundo jurídico e o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo, referencia tal jargão neste caso de omissão dos trabalhadores mesmo diante da sonegação de seus direitos.

press3Ele explica que sem denunciar nada muda. O problema é que sem mudança, o trabalhador continua sendo lesado. Neste caso específico, cada gráfico acumula um prejuízo de R$ 2,7 mil só de cesta básica, sem contar o dinheiro do FGTS em aberto.

“Em relação à Discopel, enquanto tivemos uma alegria por um lado com o reajuste do vale-alimentação, ficamos triste com a descoberta do não recolhimento mensal do FGTS dos seus funcionários desde novembro do ano passado”, diz Jurandir Francos, diretor sindical.

A entidade está aguardando o retorno da Discopel e da Artpress sobre a solicitação de reunião para tratar de cada questão, podendo acionar o Ministério do Trabalho em caso de negativa ou omissão das empresas.