ATÉ A APOSENTADORIA DAS GRÁFICAS, APÓS OS 100 ANOS DO 1º DIA DA MULHER E TODO AVANÇO, CORRE RISCO COM TEMER

Nesta semana, mais especificamente na quinta-feira (8), comemora-se em todo mundo o Dia da Mulher. Este ano, por sinal, completa 100 anos desde quando as primeiras mulheres operárias promoveram nos EUA o 1º dia da mulher em prol da igualdade econômica e política delas. E três anos depois, 130 trabalhadoras foram queimadas em uma fábrica onde protestavam na cidade de Nova Yorque. Porém, a luta feminina iniciou ainda antes, desde o final do século 19, na Europa e Estados Unidos, seguindo depois para outros continentes, chegando até no Brasil, a qual foi e continua sendo a responsável pela busca da igualdade de gênero em todos segmentos da sociedade. Neste sentido, pelo Dia da Mulher que se mantenha nessa luta em todos locais, o Sindigráficos parabeniza as 2 mil trabalhadoras gráficas em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região.

No Brasil, as mulheres também não fugiram dessa luta. O primeiro voto feminino foi uma das conquistas, que ocorreu em 1932. A mulher ainda  passou a conquistar o mercado profissional, apesar das desigualdades ainda vigentes. Contudo, após essas conquistas, o governo Temer tem aplicado vários retrocessos para a vida das trabalhadoras, sobretudo com o fim de direitos através da lei da reforma trabalhista e quer limitar  a aposentadoria por meio do projeto de reforma da Previdência Social. As reformas afetam mulheres e homens, mas as mulheres sofrem mais, porque, não esqueçam, já penam com a dupla/tripla jornada de trabalho.

Desse modo, o Sindigráficos priorizará no tradicional evento voltado às mulheres gráficas da região, em menção ao Dia Mundial da Mulher, o combate à reforma da Previdência. Este ano ocorrerá no próximo dia 25. Valéria Simionatto, diretora sindical e profissional da Log&Print, alerta as trabalhadoras que a reforma ampliará o tempo de contribuição para se aposentar. E, injustamente, ainda estabelece uma idade mínima desde que tenha completado um tempo de contribuições ao INSS, com chance real de reduzir bastante o valor do benefício, caso consiga se aposentar.

A reforma previdenciária, diferente do que muitos pensam, foi suspensa, mas tudo indica que após a eleição, ou em 2018, deva ser votada, se as mulheres e homens trabalhadores mantiverem os políticos aliados do Temer no Congresso Nacional. Portanto, é preciso votar só em políticos que são contra a reforma da Previdência e que lutarão para a revogação da lei da reforma trabalhista, a qual obriga até a mulher gráfica a laborar em local insalubre. Assim, o evento das mulheres gráficas desse ano vai destacar o debate da reforma previdenciária, bem como homenageará alguns trabalhadoras que já conseguiram se aposentar – situação hoje incerta para as atuais gráficas, caso a reforma do Temer seja aprovada.