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ALÉM DA PANDEMIA E TECNOLOGIA, MÁ GESTÃO EMPRESARIAL AMEAÇA FUTURO DO EMPREGO E DIREITOS NO SETOR GRÁFICO

A evolução tecnológica nem sempre é melhor para o trabalhador. A rápida transformação na indústria e seu impacto no setor gráfico não tem trazido mais empregos, maiores salários e/ou melhores condições de trabalho. O impacto tem sido estrutural, sendo sentido até por patrões, principalmente aqueles que não se atualizam, têm gestões deficitárias e querem manter altos lucros, pondo em risco a empresa e elevando o caos do empregado. No entanto, antes da quebradeira por essas causas, toda gráfica começa a mostra certos sintomas contra o trabalhador. Deixa de pagar salários e os direitos repetidamente. Começa o atraso do FGTS, férias, cesta básica e da PLR. Também suspende os benefícios, como convênio médico e até refeição. Por sinal, a maioria desses problemas já ocorre na Rotaplan em Valinhos. São sinais de grave crise. E, se o gráfico continuar na empresa, acreditando em dias melhores, sobretudo aqueles com décadas de casa e com muito dinheiro a receber, poderá ficar sem o emprego e sem nada.

“Se você trabalha nestas condições, como os profissionais da Rotaplan, é preciso tomar consciência do risco e adotar uma atitude urgente. Afinal, o futuro nem sempre é feliz para os trabalhadores das gráficas com tais sintomas de crise aguda, sobretudo para os gráficos com muito tempo de casa. Muitas vezes, os empregados ficam presos numa espécie de bolha psicológica, querendo acreditar na promessa do patrão de que as coisas vão melhorar, mesmo sem ter nenhuma mudança na gestão empresarial ou estrutural. Normalmente, a gráfica quebra e fecha sem pagar ninguém, mesmo após ações judiciais. O melhor é o trabalhador procurar um novo emprego enquanto a empresa continua funcionando e lutar judicialmente pelos seus direitos”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.  

Na Rotaplan, por exemplo, quase 100% dos gráficos se sindicalizaram e entraram com ação judicial coletiva para garantia do dinheiro de anos do FGTS negado. Mas a cada dia cresce mais o caos na gráfica pela péssima gestão do proprietário que não se atualiza, mesmo diante das inovações e novos desafios administrativos, mercadológicos e tecnológicos do setor.

O sintoma da má gestão recai sofre os trabalhadores da Rotaplan. Eles acumulam duas férias sem tirar, sete cestas básicas mensais pendentes, nada do PLR do ano passado, suspensão do convênio médico e risco do corte da refeição. O Sindigráficos já está levantando com os trabalhadores a real condição financeira da Rotaplan, bem como estudando as melhores ações coletivas para tentar proteger as questões trabalhistas deles todos.

GRÁFICO TEM CONHECIDO MELHOR SEU PATRÃO NA PANDEMIA E DESCOBRE A REAL: OU SE MOBILIZA OU FICARÁ NO PREJUÍZO

Há dois tipos de empresas na pandemia: as que respeitam a lei trabalhista e aquelas que, antes mesmo da covid-19, atropelam o trabalhador e seus direitos. No 2º caso, mesmo quando o sindicato atua, pouco melhora para o gráfico quando este se sujeita a tudo, como ficar sem férias por anos. Em Valinhos, por exemplo, a gráfica Hélius, mesmo ela sendo classificada pelo Sindigráficos como uma das piores da região quanto ao cumprimento da legislação, os funcionários, até agora, só reclamam que estão até cinco anos sem férias, quase um ano sem cesta básica e não se sabe quanto tempo sem o depósito do FGTS.  Mas ainda não autorizaram o sindicato a tomar atitudes mais efetivas e nem buscam um emprego em uma gráfica melhor.   

Nestes casos, o sindicato adianta que não há milagres e os trabalhadores ainda correm o risco da empresa fechar e fechando com o seu patrimônio dilapidado, não sobrando nada depois para as verbas rescisórias e FGTS. “Não há milagres. O Sindicato não tem como ajudar quem não busca sua própria melhora, quando se sujeita a tudo e não aceita nem ajuda sindical. Mas continuaremos aguardando a decisão dos gráficos da Hélius e outras empresas para podemos acionar a Justiça e para tomarmos outras ações junto do trabalhador”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A Hélius já foi denunciada várias vezes a fiscais federais do trabalho pelo Sindicato. A entidade sindical inclusive irá enviar novas reclamações para o órgão público. O Sindigráficos não abandona ninguém. Resta o gráfico se ajudar também, sobretudo se trabalha em empresas que desrespeitam a lei. Nestes tipos de gráfica só há mudanças mais efetivas se os gráficos se unificam e combatem as arbitrariedades ilegais junto com o sindicato.

Outra forma é o trabalhador buscar o emprego nas gráficas responsáveis, diferente da Hélius que tem gráficos cumprindo horário e subordinado às chefias, como todos de CPTS assinada, mas estão contratados como PJ. O sindicato não faz milagres. O trabalhador precisa se ajudar para haver melhorias. “Mas, por enquanto, sujeitam-se a tais contratos fraudulentos e se sujeitam à decisão do patrão sobre se podem se sindicalizar, mesmo sem férias e nem FGTS por vários anos, mesmo sem cesta básica desde o início da pandemia. A situação demonstra que nada melhora enquanto o trabalhador continuar com medo de buscar mudança”, conclui Leandro.

POR MINAR DIREITOS TRABALHISTAS NA PANDEMIA, BRASIL É CHAMADO ATENÇÃO POR ORGANISMO DA ONU

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) cobra do governo de Jair Bolsonaro explicações sobre mudanças legislativas ocorridas durante a pandemia da covid-19 e que, na visão dos trabalhadores, violaram convenções internacionais.  No centro do debate estão as medidas provisórias 927 e 936, estabelecidas pelo governo nos primeiros meses da pandemia, em 2020. A pressão sobre o governo deve dominar a participação do país na reunião anual da agência, marcada para maio. LEIA MAIS


FONTE: Com informações da UOL

ESDEVA MUDA GESTÃO E ESTUDA MELHORIA NA JORNADA DOS GRÁFICOS. COMEÇA PAGAMENTO DO FGTS E BANCO DE HORAS

Na próxima terça-feira (23), dias após a gerente geral de RH do grupo Esdeva (Elisa) sair de Minas Gerais onde fica a unidade matriz e se reunir no Sindigráficos em Jundiaí/SP devido algumas pendências em direitos e condições de trabalho dos gráficos das filiais nos dois galpões em Cajamar/SP, pode haver melhorias para os trabalhadores na já alterada jornada de trabalho. Ao invés de uma folga no sábado por mês, conforme o acordo vigente há alguns meses no galpão 1, e que já estava acertado para ocorrer no galpão 2 desde o mês passado, o que não ocorreu por dificuldades na gestão empresarial local, o Sindicato voltou a defender a folga no sábado por quinzena. A Esdeva inclusive trocou alguns gestores e autorizou os novos coordenadores dos dois galpões a estudar o pleito e já iniciar as negociações no próximo dia 23.

“Os dois gestores também foram contratados, segundo disse Elisa, para reorganizar a produção e colaborar no bom diálogo da empresa como o sindicato. Portanto, além da nossa reivindicação da jornada, também terão de tratar da saúde e segurança dos gráficos, e encontrar soluções para evitar o excesso de horas-extras e o calor nas instalações, além da garantia do debate para a liberação da refeição, do convênio médico e demais pautas”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.  

Em respeito ao sindicato e aos próprios valores da Esdeva, como frisou a gerente geral de RH durante a reunião no sindicato na terça-feira (9), acompanhada do coordenador de RH (Rafael), a empresa informou que mesmo com as dificuldades impostas pela pandemia, manteve o quadro de funcionários. Ainda revelou sobre os desafios diante desta conjuntura de recessão e das dificuldades de fazer a gestão à distância das plantas em Cajamar, provocando falhas em questões trabalhistas dos gráficos.

Elisa não se limitou em reconhecer as falhas no atraso do recolhimento do FGTS, férias, horas-extras, mas já apresentou uma rápida solução. Quitou o pagamento das férias no 5º dia após o início. Atribuiu tal atraso as dificuldades impostas pela pandemia e garantiu que isso não vai se repetir. Lembrou que foi a 1ª vez que aconteceu em 40 anos de história. A Esdeva garantiu a quitação das horas-extras pendentes na folha de pagamento atual, sendo pago até o próximo dia 5. E já está corrigindo o FGTS. A cada mês deposita a competência atual e mais uma pendente, até regularizar tudo. E tem pago todo o FGTS do gráfico que for demitido.