AUTUADA POR SONEGAR FGTS, GRÁFICA GRILLO VOLTA A SER QUESTIONADA. SINDIGRÁFICOS TAMBÉM CHAMA C&T

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Ao invés de agredir o mercado, com profissionalismo e competitividade em relação aos concorrentes, há gráficas que atacam os funcionários, a exemplo do que ocorreu na empresa Grillo, em Itatiba com 10 gráficos, autuada pelo Ministério do Trabalho por sonegar por anos o FGTS dos seus trabalhadores. A fim de evitar mais prejuízos aos empregados, o Sindicato da classe (Sindigráficos) acionou o Ministério novamente para promover uma reunião entre os sindicalistas e a empresa, que negou se reunir espontaneamente com o sindicato dias atrás. Caso falte agora, será fiscalizada outra vez por fiscais do órgão público, como solicitará o sindicato, e a empresa poderá acumular mais sanções e se complicar. Há denúncias de que a primeira parcela da PLR não foi paga em abril. E os sindicalistas querem saber como está a distribuição da cesta básica mensal, bem como o recolhimento do FGTS. Outra empresa que pode ter o mesmo fim é a Camargo & Thompson – C&T – (em Vinhedo), que também acaba de fugir de dar explicações espontâneas ao sindicato, fugiu até mesmo de fiscalização do Ministério, após mudar de endereço. Porém, agora, a empresa foi convocada para esclarecer sobre o PLR, cesta básica e FGTS durante reunião na sede do Ministério em Jundiaí.

grilo2“O Sindigráficos não abre mão dos direitos dos gráficos, mesmo que a empresa tente negá-los, mas é preciso que os empregados denunciem o caso e participem junto com a entidade em favor deles mesmos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Para mudar a situação de sonegações, mesmo quando os donos das empresas insistam nelas, só a luta dos trabalhadores pode mudar o cenário.

grillo'''Assim, os gráficos da Grillo e da Camargo serão consultados sobre novos encaminhamentos depois da ida, ou não, dos patrões às reuniões marcadas no Ministério do Trabalho para tratar dos possíveis problemas em cada empresa. O sindicato não descarta entrar com a ação de cumprimento na Justiça, mas alerta que o caminho mais rápido só acontece através da unidade, organização e mobilização dos trabalhadores em torno do seu sindicato.

g3“O empresário que deixa de ir a reunião de mediação no Ministério do Trabalho poderá ser fiscalizado pelo órgão, sofrendo assim autuações ao comprovar a sonegação de direitos, e tais ocorrências servem de base para acionar a Justiça do Trabalho contra a empresa. Portanto, é aconselhável que as gráficas Camargo & Thompson e Grillo não faltem ao encontro”, fala o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo.

O advogado do sindicato aproveita para orientar aos trabalhadores para não assinarem documento que não tratam da verdade com relação aos direitos e salário recebidos. “Não produza prova contra si mesmo. Não assine, por exemplo, documento em branco, com datas retroativas, com valor ou quantidade maior do que é recebido, ou como tivesse recebido algo quando não recebe”, ressalta. Ele explica que quando isso ocorre, por pressão do patrão geralmente, dificilmente o sindicato consegue reverter isso na Justiça. Denuncie AQUI a gráfica que obriga a fazer isto.