BANCOS FREIAM CRÉDITO, REDUZEM AGÊNCIAS E CORTAM POSTOS DE TRABALHO, MAS LUCROS SEGUEM ELEVADOS

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Em 2015, os cinco maiores bancos do país tiveram resultados significativos, a despeito do adverso cenário econômico, com destaque para os dois maiores bancos privados – Itaú e Bradesco -, cujos lucros alcançaram os mais elevados patamares da história do Sistema Financeiro Nacional. Esse resultado deveu-se, entre outros fatores, à expansão das receitas com operações de crédito e aplicações em Títulos e Valores Mobiliários (principalmente, títulos da dívida pública federal), em virtude das elevações da taxa Selic, dos índices de preços e da taxa de câmbio. Pelo lado do emprego, ocorreu a implementação de planos de incentivo à aposentadoria na Caixa e no Banco do Brasil, no 1º semestre de 2015. Juntamente com as demissões feitas pelo Bradesco e pelo Itaú Unibanco, esses planos resultaram na redução do número de postos de trabalho nessas instituições. Apenas o Santander apresentou saldo positivo de contratações. Esses são os principais destaques da 9ª edição do estudo “Desempenho dos Bancos” (CONFIRA AQUI), produzido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) – Rede Bancários. 

banco2Esse resultado deveu-se, entre outros fatores, à expansão das receitas com operações de crédito e aplicações em Títulos e Valores Mobiliários (principalmente, títulos da dívida pública federal), em virtude das elevações da taxa Selic, dos índices de preços e da taxa de câmbio. Entretanto, houve queda no resultado de intermediação financeira decorrente do aumento das despesas de intermediação financeira, provocada, principalmente, pela desvalorização cambial. Essa queda foi compensada com a utilização de créditos tributários.

Pelo lado do emprego, ocorreu a implementação de planos de incentivo à aposentadoria na Caixa e no Banco do Brasil, no 1º semestre de 2015. Juntamente com as demissões feitas pelo Bradesco e pelo Itaú Unibanco, esses planos resultaram na redução do número de postos de trabalho nessas instituições. Apenas o Santander apresentou saldo positivo de contratações.

Por fim, no 2º semestre de 2015, o HSBC confirmou o encerramento de suas atividades no Brasil. Mas, continua em curso o processo de aquisição do banco pelo Bradesco, que aguarda parecer final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. No dia 4 de abril, o Cade remeteu, para análise do tribunal do órgão, o ato de concentração referente à aquisição do HSBC pelo Bradesco. O parecer recomenda que a operação seja aprovada, mas condiciona a medida à celebração de um Acordo em Controle de Concentrações – ACC – entre o Bradesco e o Cade. Com essa aquisição, a concentração bancária no Brasil se elevará. A participação de mercado dos cinco maiores bancos corresponde, atualmente, a 80% dos ativos totais e 84% da carteira de crédito e, após a aquisição, será de 83% e 86%, respectivamente.

FONTE: DIEESE