BERCROM TEM TRABALHO AQUECIDO NA PANDEMIA, MAS TEM CHEGADO QUEIXA DA PRÁTICA DE BANCO DE HORAS PROIBIDO

A pandemia tem impactado o setor produtivo de forma diferente. O setor gráfico é um deles. Muitas empresas têm sido impactadas negativamente, mas há outras onde têm operado normalmente, e outras mais aquecidas. Os 90 gráficos da Bercrom em Valinhos, por exemplo, estão trabalhando bastante. As notícias positivas que estão chegando ao Sindicato da classe (Sindigráficos) contam que a produção no local está bem movimentada. Os empregados estão inclusive precisando fazer horas-extra para darem conta dos serviços. O problema é que, pela primeira vez, estão chegando reclamações ao sindicato de que a empresa está praticando uma espécie de banco de horas.

“Nunca tivemos este problema na empresa, pelo contrário, a Bercrom tem conosco até um acordo coletivo de trabalho há anos onde proíbe banco de horas. Mas queixas dizem que está ocorrendo. Seria estranho que isto esteja acontecendo, pois estaria contrariando o acordo, o que seria ilegal. Renovamos inclusive o acordo a menos de um ano. Logo, vamos primeiro consultar o dono da gráfica sobre a questão e acreditamos que tudo será esclarecido e resolvido”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

Uma solicitação de explicação já foi enviada oficialmente para a empresa desde a última semana. “Anexamos algumas das várias reclamações que foram encaminhadas para nós, preservando o anonimato das fontes das informações, é claro. O sigilo é sempre garantido pelo Sindigráficos”, fala Leandro. O sindicalista acredita que a Bercrom manterá a tradição e logo deve responder o pedido de esclarecimento e a normalização da questão.

O Sindigráficos, no entanto, espera contar com uma maior participação e reconhecimento dos trabalhadores do local à atuação sindical em defesa do conjunto dos gráficos da Bercrom. Sindicalizem-se. Esta iniciativa pode e vai fortalecer a categoria de modo coletivo. Juntos somos mais fortes!