BLITZ DO SINDIGRÁFICOS EM GRÁFICAS DE ITATIBA MAPEIA POSSÍVEIS SONEGAÇÕES NA PLR E SALÁRIOS DEFASADOS

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Muitas empresas reduziram o quadro profissional e mantêm a produção igual ou parecida, sobrecarregando os trabalhadores que permanecem e ainda sonegam direitos utilizando-se da desculpa da crise econômica. A fim de não permitir que isso avance no setor, o Sindicato dos Gráficos  em Jundiaí  (Sindigráficos) decidiu fazer blitz preventivas em diversas gráficas por cidade na Região. A ação ocorreu esta semana em Itatiba. E duas empresas logo foram identificadas com suspeitas de problemas, conforme apontam denúncias dos próprios funcionários. A primeira foi a  Gráfica Grillo, com 10 funcionários. Ela não pagou a parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR). O prazo venceu há mais de dois meses. A segunda empresa identificada foi a TotalGraf, com cerca de 12 empregados. Há queixas de que não foi reajustado o salário por lá. O problema é que, se confirmado, a empresa vem sonegando o aumento desde novembro de 2015 – período quando houve a 1ª parte do reajuste (7%). A outra parcela do aumento salarial foi de 3,11% agora em março. Também há denúncias do não pagamento da PLR nesta gráfica. No caso da Grillo, o Sindicato já verificou que ela é reincidente. O órgão convocou a empresa para uma reunião e conversará também com os gráficos. A TotalGraf também será chamada para explicar sobre o caso na sede da entidade de classe. A solicitação já foi realizada.

grilo2“As denúncias foram enfáticas: A gráfica Grillo não pagou a PLR. E ela precisa nos dizer rapidamente quando irá efetuar o pagamento durante a reunião que solicitamos este semana”,  diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. A entidade também apresentou aos trabalhadores uma cópia do ofício que requere o encontro e as explicações da empresa. O órgão de classe lembra que a PLR é um direito contido na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, portanto, não há mais o que discutir. É uma lei. E lei não se discute, se cumpre, sob pena de sanções legais. Neste mesmo sentido, o Sindicato pedirá provas de que a cesta básica mensal dos gráficos, outro direito convencionado, está sendo distribuída.

Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos, alertou ao empresário que por se tratar de benefícios dos gráficos já convencionados, o órgão pode entrar com uma simples ação de cumprimento da lei na Justiça, cuja sempre acolhe, além de recair para a gráfica os ônus advocatícios. Além disso, ele lembrou que a empresa perde de outra maneira quando não cumpre com suas obrigações legais. “O trabalhador não tem ânimo ao se sentir desrespeitado e desvalorizado com o não pagamento dos benefícios de direito, afetando assim o desempenho do profissional”, diz.

grilo3“Em relação à TotalGraf, o caso é ainda mais grave, se confirmar. Mas, ao fim de tudo, quando for resolvido, a empresa verá que não compensa tentar sonegar nenhum direito, sobretudo quando se trata do reajuste salarial”, frisou Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que recebeu a denuncia em questão. O patrão terá de pagar toda a diferença do salário correto e ainda sobre as diferenças nos demais benefícios pertinentes, a exemplo de 13º e das férias. É oportuno lembrar que o piso salarial dos gráficos era de R$ 1.280,40 até outubro/2015. E subiu para R$ 1.370,60 a partir de 1º de novembro/15 e para R$ 1,414,60 em 1º de março/2016. A data-base de reajuste salarial é um dos direitos básico do trabalhador.

grilo4A blitz sindical continuará em prol dos direitos e salários da classe neste tempo adverso em que o empresariado tem usada da crise para sonega-los. Os sindicalistas monitorarão mais gráficas em Itatiba, a exemplo da Fuzussi; Hermes, Santana, Santa Terezinha, Brauch, Prado Etiquetas, Centro Gráfica e Serimax.  Esta último inclusive será julgada pela Justiça por muitas irregularidades cometidas e identificas pelo Sindigráficos, acionando o Poder Judiciário.