CÂMARA APROVA EXTERMINO DE DIREITOS TRABALHISTAS. ALGUM GRÁFICO AINDA FICARÁ DE FORA DA GREVE GERAL?

Só resta agora o Senado aprovar o Projeto de Lei (PL 6787/16) que decreta o fim da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e excluir trabalhadores dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria profissional. Isto porque ontem, por 296 votos a favor e 177 contra, a Câmara dos Deputados aprovou o referido Projeto de Lei. “A maioria dos deputados federais, inclusive Miguel Haddad da região de Jundiaí/SP, votaram ontem pelo fim dos nossos direitos. Gráficos, resta agora mais alguma dúvida de suas participações na greve geral de amanhã? Somente a forte participação da classe trabalhadora poderá pressionar os senadores para não fazerem o mesmo que a maioria dos deputados!”, convoca Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região.  
A partir de agora o PL 6787/16 seguirá para apreciação do Senado Federal, que poderá acabar de vez com uma conquista de mais de 60 anos de lutas da classe trabalhadora. Para o presidente nacional da CUT Vagner Freitas, as últimas manobras da base parlamentar governista, que culminaram na extinção dos direitos da classe trabalhadora, incentivam ainda mais a Greve Geral desta sexta-feira (28), que já conta com a adesão de todos os ramos e categorias da Central Única dos Trabalhadores. “O que aconteceu hoje, aqui neste Congresso Nacional, deve potencializar a Greve Geral na luta contra a retirada dos direitos conquistados. A partir de agora a CUT intensificará suas ações em todos os cantos do país e continuará denunciando cada parlamentar que votou pela extinção do emprego formal no país”.
Segundo Freitas, a orientação é dar continuidade às ações de denúncia dos deputados e deputadas “que foram favoráveis a esse verdadeiro massacre” junto às suas bases eleitorais nos municípios de seus estados, estampando o rosto de cada um deles em locais de visibilidade e nas redes sociais.
De acordo com o dirigente, o 1º de Maio servirá como data de partida para massificação das agendas estaduais que irão mostrar à sociedade quem são e o que cada parlamentar representa para o mercado que financiou o Golpe de Estado jurídico-parlamentar no Brasil. “As pessoas precisam saber quais são os interesses que motivaram cada voto”, enfatiza Freitas.
Vagner Freitas avalia que o governo de Michel Temer perdeu o rumo e “é preciso intensificar a mobilização para derrotar a reforma trabalhista no Senado e a previdência que ainda será votada na Câmara”.
FONTE: Com informações da CUT