CASA PUBLICADORA REFAZ DEPÓSITO DE PLR DE UM GRÁFICO DEMITIDO APÓS O SINDICATO FAZER A CHECAGEM DA RESCISÃO

Embora a nova lei trabalhista completou dois anos no mês de novembro, mantendo milhões desempregados e retirando um conjunto de direitos dos que trabalham, toda empresa continua obrigada a quitar em 10 dias todas as verbas rescisórias dos gráficos demitidos. Nem sentido, após o Sindicato da classe (Sindigráficos) conferir a rescisão contratual de um profissional da Casa Publicadora, em Várzea Paulista, verificou-se o não depósito de uma parcela da Participação nos Lucros e Resultado (PLR) – um direito posto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe.

O problema foi resolvido imediatamente após conferência e sinalização do Sindigráficos. A nova CLT (lei trabalhista) desobrigou a empresa de fazer a homologação da rescisão contratual no sindicato. Só as gráficas que não têm o que escolher e zelam pela transparência do pagamento do trabalhador na hora do desligamento, que continuam homologando. A Casa Publicadora é uma das gráficas que continuam transparentes. E, só por conta disso, que o sindicato pode comprovar a falha no deposito bancário pendente da PLR do trabalhador e corrigi-lo adequadamente.

“Na homologação foi pedido o comprovante bancário do depósito, sendo então apresentado pela empresa. Contudo, o dinheiro não havia entrado na conta do trabalhador. Havia ocorrido um estorno – quando o dinheiro volta”, explica Marcela Barbieri, assessora do Sindigráficos. A entidade pediu então para a Casa Publicadora refazer o depósito, o que ocorreu. Sem o envolvimento e o compromisso do Sindigráficos nesta questão, a assessora da entidade avalia que possivelmente o gráfico ficaria sem o dinheiro da PLR, visto que o trabalhador jamais tomaria conhecimento.

Apesar dessa resolução, o Sindigráficos está atento a outro problema na Casa Publicadora. “A empresa passar a fazer uma política antissindical”, denuncia Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.  A entidade tem recebido reclamações de que a gráfica tem orientado os trabalhadores a não mais contribuírem financeiramente com o órgão sindical, fragilizando a defesa dos próprios trabalhadores e da categoria em geral. Leandro adianta que o sindicato notificará os donos da empresa (Wagner e Adilson Rosa) para se explicarem sobre a ação antissindical .