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STF ACEITA AUXÍLIO-DOENÇA NA APOSENTADORIA ESPECIAL DO INSS

Trabalhadores de áreas insalubres (com risco à saúde) têm o direito de utilizar períodos de afastamentos por doenças, mesmo aquelas sem relação com a profissão, como tempo especial para antecipar a aposentadoria do INSS.  A posição favorável aos segurados da Previdência foi consolidada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (26), quando o plenário virtual rejeitou um recurso do INSS que contestava o julgamento realizado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em 2019. A partir de agora, juízes de todas as instâncias devem considerar a orientação do STJ: se um trabalhador passou a receber um benefício por incapacidade enquanto exercia uma atividade reconhecida como especial, o tempo em que ele recebeu o auxílio-doença também será contado como especial. LEIA MAIS

 
FONTE: Com informações da FolhaPE

COBRADA POR FALHA NO ACORDO DE JORNADA DOS GRÁFICOS, NOVA DIREÇÃO DA LOG&PRINT MARCA REUNIÃO COM SINDICATO

Na próxima semana, dia 6, em atendimento à solicitação do Sindigráficos,  Caio Graco, que se apresentou como o novo responsável pela Log&Print, em Vinhedo, aceitou se reunir pessoalmente com sindicalistas para tratar de queixas de gráficos sobre o descumprimento de um acordo de jornada de trabalho em vigor, especificamente sobre o não pagamento das horas-extras realizadas nos primeiros seis meses do referido acordo. Uma das regras descumpridas, segundo denúncias apontadas, é de que a gráfica vem deixando de pagar as horas-extras realizadas entre 16 de fevereiro a 15 de agosto, mesmo depois do prazo limite de compensá-las com folgas.

Na reunião, a empresa precisará inclusive apresentar para o Sindigráficos o saldo das referidas horas negativas e positivas existentes dos gráficos. “É dever da empresa apresentar o saldo de quitação com define o acordo assinado pelo sindicato e pela antiga direção da gráfica com validade até 15 de fevereiro de 2021”, diz Leandro Rodrigues, presidente da entidade. Além da previsão desse pagamento de horas-extra não compensadas nos períodos semestrais, o acordo ainda garante para os mais de 500 gráficos a folga mensal no sábado (para 1º e 2º turnos) e no domingo (3º turno).

Leandro conta que o novo gestor da Log&Print não só confirmou a reunião para o próximo dia 6, como também garantiu abordar sobre este assunto. Além disso, em contato telefônico com o sindicalista, fez questão de dizer que em sua trajetória profissional o respeito à representação sindical dos trabalhadores é uma de suas características. “Nesta ligação, Caio Graco se apresentou como o novo responsável pela empresa e, se for possível, levará outro assunto para debater com o sindicato”, informa o sindicalista.

Embora não detalhou o assunto, Leandro revela que o novo gestor dessa gigante do setor gráfico brasileiro, que vem trocando de direção com certa constância, introduziu o seu interesse de abordar sobre a reestruturação da Log&Print. Na última reestruturação que a empresa aplicou, apesar de Caio Graco não compor a direção da época, esta que foi toda desligada este ano, houve ataques a direitos históricos dos trabalhadores do local.

O Sindigráficos adianta que espera que a reestruturação prevista por Caio seja para o desenvolvimento da empresa e também daqueles que fazem este progresso acontecer, que são seus trabalhadores indiscutivelmente. A reunião será realizada na sexta-feira da próxima semana no sindicato.

EDITORA ABRIL ATACA CATEGORIA CO-IRMÃ DOS GRÁFICOS AO CASSAR LIBERAÇÃO DO PRESIDENTE DO SINDICATO DOS JORNALISTAS PAULISTAS

A editora Abril convocou o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), Paulo Zocchi, a voltar ao trabalho na empresa a partir de sexta-feira (30), encerrando cinco anos de liberação sindical sem prejuízo de vencimentos, iniciada em 2015. Essa atitude da empresa ataca o exercício do mandato sindical, pois o cumprimento da jornada normal de trabalho impede o desempenho pleno das atividades ligadas à Presidência da entidade. Zocchi é também vice-presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Em solidariedade ao sindicalista e ao SJSP, categoria co-irmã dos trabalhadores gráficos, o Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região participará e apoiará um protesto na frente da Abril nesta sexta-feira (30). LEIA MAIS 


FONTE: Com informações da CUT

RAMI É VENDIDA. EX-DONOS DIZEM SER MELHOR PARA GRÁFICA. E COMO FICARÃO OS CONTRATOS DE TRABALHO DOS GRÁFICOS? SINDICATO BUSCA SABER

Nesta segunda-feira (26), dias após os donos da tradicional gráfica Rami informarem a venda da empresa depois de 41 anos em operação em Jundiaí, revelando que o novo proprietário fortalecerá os negócios, o Sindicato dos Trabalhadores (Sindigráficos) mostra preocupação relativa ao direito dos mais de 100 empregados do local. Mesmo havendo poucos sindicalizados na Rami, agora vendida ao Grupo baiano Bomix, como ficará o emprego, o contrato de trabalho e o cumprimento de um acordo de jornada firmado com o sindicato em favor dos profissionais? O sindicato acionou a gráfica.

O acordo firmado com a Rami garante para todos os seus trabalhadores o revezamento entre os três turnos de serviço de modo que todos possam se beneficiar do trabalho somente de segunda a sexta-feira em um desses turnos. Também garante que a empresa forneça o café da manhã na entrada do turno e, a depender da situação, até na saída do referido expediente. A ação sindical também garante o feriado do Dia do Gráfico para todos. E, caso trabalhe neste dia, a empresa tem de pagar 150% de hora-extra.

“O acordo coletivo está em vigor até o mês de julho do próximo ano. Como ficarão estes direitos com a venda da Rami para a Bomix? Como ficarão os demais direitos contidos nos contratos de trabalho desses gráficos? E em relação ao emprego deles?  A diretoria da Rami não falou nada disso no comunicado enviado ao Sindigráficos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do sindicato da classe.  

O dirigente, por sua vez, entende que os direitos devem ser respeitados. O sindicato inclusive notificou a empresa solicitando uma reunião para se tratar dessas questões. Leandro alerta os trabalhadores para a situação e acrescenta: é fundamental que se unam e se fortaleçam neste momento junto ao Sindigráficos. SINDICALIZEM-SE coletivamente e o mais rápido.  

O Sindigráficos estava inclusive buscando negociar com a empresa uma melhoria no salário dos gráficos ainda para este ano quando descobriu a situação da venda da Rami para o grupo baiano que agora passa a ter 4 unidades industrias em Simões Filho (BA) e Jundiaí (BA), empregando mil trabalhadores.

“Só não entendi por que quando eu falei sobre o reajuste salarial dos gráficos com um membro da diretoria, na última quarta-feira (22), ele não falou nada sobre a venda. Descobri só um dia depois, através de um e-mail enviado pela empresa”, fala Leandro. De todo modo, reforça a urgência para que os trabalhadores saibam como ficarão seus contratos de trabalho, se serão mantidos pelo novo grupo a frente da Rami. Logo, o sindicalista destaca, ainda mais agora, a importância dos empregados se sindicalizarem. SINDICALIZEM-SE!