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SEGMENTO DE EMBALAGENS DA INDÚSTRIA GRÁFICA PASSA IMUNE À PANDEMIA E PRODUÇÃO CRESCERÁ AINDA MAIS ESTE ANO

A indústria gráfica sofreu em 2020 com a chegada da pandemia e viu sua produção física cair 17,3% ao longo do ano, a maior queda da história segundo o IBGE. Entretanto, um setor resistiu e até mesmo cresceu 1% durante este período desafiador – o de embalagens, segmento que responde por 49% da produção gráfica, conforme dados da Abigraf. Para este ano, em função do crescimento de 45% no uso de aplicativos de entrega de comida durante a pandemia e aumento na abertura de pequenas e microempresas (PMEs), a Associação Brasileira de Embalagem acredita que a produção de embalagens cresça entre 4,4% e 5,9% sobre 2020. Em Cajamar, Jundiaí, Valinhos e região têm importantes empresas desse segmento. Os trabalhadores inclusive estão em campanha salarial, não somente o das embalagens, mas todos das gráficas tradicionais e dos jornais LEIA MAIS

FONTE: Com informações da Terra

APÓS CHECAGEM DA RESCISÃO PELO SINDIGRÁFICOS, ESDEVA PAGA SALÁRIOS EXTRAS A EX-TRABALHADORA PELA PERDA DO FILHO

A campanha salarial dos gráficos iniciou na última semana. Decidiram sua pauta de reivindicação durante assembleias no Sindigráficos em Jundiaí. Querem suprir a defasagem na renda diante da alta inflação. E a garantia da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por mais dois anos. Muitos não sabem, mas esse segundo ponto é tão ou mais importante que o aumento salarial porque garante 86 direitos acima da Lei Geral do Trabalho (CLT). Entre eles, dois salários nominais extras para trabalhadora que sofra um abordo e venha a ser demitida, como acaba de ser garantido na Esdeva em Cajamar, depois da homologação da rescisão feita pelo Sindigráficos.

“É preciso lutar para a manutenção dos 86 direitos da CCT nesta campanha salarial. Esse é o primeiro passo. Mas não basta renová-los e sim saber que eles existem para que sejam garantidos efetivamente”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. No caso da trabalhadora demitida pela Esdeva, felizmente, a própria empresa reconhece a necessidade de fazer a homologação da rescisão de todos os empregados desligados no sindicato – entidade que conhece bem qual um desses direitos e confere. Há até um Acordo Coletivo de Trabalho para que ocorra a homologação.

A homologação protege os direitos trabalhistas, mas também a empresa porque evita futuro processo judicial pela supressão dos direitos negados seja por má-fé ou desconhecimento. “Quando demitimos a trabalhadora, no último dia 13, nem sabíamos que ela estava grávida, e só soubemos do abordo espontâneo no último dia 23, quando recebemos seu atestado”, disse Roberta Cardoso, responsável pelo Recursos Humanos da Esdeva. Porém, ao saber da situação e ser comunicado deste fato pelo sindicato, a empresa logo se comprometeu em pagar os salários adicionais da CCT.  

Este episódio mostra a importância da luta pela manutenção da CCT não apenas para preservação deste direito da trabalhadora, mas para toda a classe, já que a convenção garante cesta básica mensal, PLR, hora-extra e adicionais noturnos acima da CLT e outros 82 direitos acima da CLT. O fato da trabalhadora ainda mostra relevância do acordo da homologação sindical da rescisão do contrato de trabalho. “Sem estas garantias da CCT e desse acordo com a Esdeva que garantiu a nossa atuação, a empresa e nem a trabalhadora saberia do direito e ela não estaria recebendo mais salários”, diz Leandro e aproveita para alertar todos gráficos associados a buscar o sindicato se as empresas se recusarem a homologar conosco. 


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DEMISSÃO POR WHATSAPP PODE GERAR INDENIZAÇÃO. GRÁFICOS LUTAM CONTRA ESSA BARBÁRIE

A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) indenizou uma empregada que foi dispensada por meio do aplicativo de mensagens. A justiça alegou “ofensa à dignidade” e o patrão terá de indenizá-la em R$ 5 mil. Em outro caso, o STIG-SP acionou o Poder Judicial pedindo a reintegração empregatícia e indenização por danos morais aos gráficos da Imprensa Oficial (Imesp) demitidos através de WhatsApp. Este processo ainda não foi concluído. LEIA MAIS

 
FONTE: Com informações do DN e da Conatig 

COVID MATA GRÁFICO DOTADO DE CONSCIÊNCIA DE CLASSE E QUE SONHAVA EM DAR AULA AOS FILHOS DE TRABALHADORES SINDICALIZADOS

Triste coincidências à parte, faltando um mês exato para a perda de sua vida para a covid-19 com apenas 44 anos, morto na última quarta-feira, deixando de forma muito precoce a sua esposa (Janaína) e os três filhos (João Pedro, Vitória e Maria Eduarda), um competente impressor da Plaxis Color (Valinhos) e consciente trabalhador do seu papel político na sociedade, vinha alertando todos os gráficos para que se unissem com o objetivo de evitar a piora do atual cenário exploratório no qual a classe trabalhadora tem sido submetida nestes últimos anos. A mensagem foi de Carlos Andreigue no Facebook do Sindigráficos em 28 de junho, não sabia que em exatos 30 dias (28 de julho) ele seria a nova vítima desse desgoverno diante da falta de vacinas durante a pandemia. O Sindicato, entidade na qual Carlão sempre foi associado e atuante, participando das assembleias e dando os conselhos para a melhor atuação sindical, avalia que a morte de Carlão é uma perda também para a sua categoria.    

“Nossa maior homenagem que podemos fazer para Carlão, oriundo de uma família de gráficos, a exemplo do seu pai (Reinado) e irmão (Danilo), é manter essa sede e fome por justiça social que ele apresentou ao longo de toda vida. Vamos atender um dos seus últimos pedidos através da continua busca da organização dos gráficos para que juntos consigamos viver por meio da nossa luta contra a exploração. Esperamos contar com os gráficos da região para evitarmos que falte comida no prato dos trabalhadores. Para isso, em cada luta da campanha salarial que começou um dia após sua morte, estaremos homenageando você, guerreiro”, fala emocionado Leandro Rodrigues, que é presidente do Sindigráficos e era seu amigo.

Carlão, que também era esportista, sonhava com o fim desta pandemia. Queria pôr em prática o projeto com o sindicato para dar aulas gratuitas de karatê e futebol aos filhos de trabalhadores associados. Infelizmente, a covid-19 e esse desgoverno impediram que isso acontecesse. Carlos Andreigue era diferenciado. Ele sabia o seu papel na sociedade. Tinha sempre muita disposição em participar e contribuir. Era sempre presente nas assembleias de campanha salarial. Fez questão até de acompanhar a apuração da eleição sindical recentemente. Era presente. “Fará muita falta para família, para os colegas e para toda a categoria”, diz Leandro.

Por tudo isto e muito mais, o Sindigráficos está de luto por sua partida e se coloca à disposição de sua família, sobretudo da sua esposa e filhos.  “Desde já, Leandro entrará em contato com a Plaxis Color, gráfica onda Carlão trabalhava e também fez muito amigos, para saber como estão os trâmites em relação aos direitos dos quais a sua esposa e os filhos tenham direito com base na lei trabalhista e na Convenção da categoria.

DESCANSE EM PAZ, GRANDE CARLÃO

SEUS IRMÃOS GRÁFICOS HONRARÃO A SUA LUTA

SALVE A CLASSE TRABALHADORA

VIVA JUSTIÇA SOCIAL