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EM NOVO OFÍCIO, PATRONAL RECONFIRMA DESEJO DE CONGELAR E BAIXAR PISO, PLR E OUTROS MALES AOS GRÁFICOS

Apesar de hoje estar marcada a 4ª rodada de negociação salarial dos 80 mil gráficos paulistas, os donos das empresas reafirmam que não estão de brincadeira no quesito radicalização. Continuam apostando em transferir seus custos empresariais na pandemia e com a alta inflação nas costas dos trabalhadores. Tanto que na última segunda-feira (30), o presidente do patronal, Levi Ceregato, em nome das gráficas paulistas, enviou um segundo ofício para a Federação Estadual dos Gráficos (Ftigesp) reafirmando o seu pacote cheio de maldades escrito com palavras bonitas para dizer que além de querer congelar o piso e rebaixá-lo para os novos contratados, não querem recompor todas as perdas salariais pela inflação de quem ganha acima do piso. Querem congelar o teto salarial, pagar o salário só após dia 5, pagar 50% da PLR e reduzir o valor da hora-extra e do adicional noturno. A Ftigesp e o Sindigráficos reagiram e disconcordam disso. E você, GRÁFICO: ACEITARÁ CALADO E FICARÁ COM FOME OU VAI ENTRAR NA LUTA?

SINDICATO PEDE ÀS GRÁFICAS COBRANÇA MENOR PELA CESTA BÁSICA. NOVA PÁGINA ZEROU DESCONTO. SÓ FALTA ATUALIZAR VALE-COMPRAS

Nesta quinta-feira (16), pela 4ª vez em poucas semanas, o Sindigráficos volta a se reunir com a entidade dos representantes dos donos de gráficas paulistas. Na pauta, além da tentativa de fazer com que o patronal pare seu ataque à renda e aos direitos dos trabalhadores, o sindicato quer dos patrões a redução pela metade do desconto no salário dos trabalhadores beneficiados pela cesta básica ou vale-compras definido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na Nova Página, em Cajamar, nenhum dos seus 135 empregados efetivos e nem os 18 temporários pagam nada por este direito, o que ajuda muito neste período de alta no preço da comida.  Os trabalhadores, porém, reclamam que o vale mensal não é corrigido de valor há anos. O Sindicato já busca equalizar esta questão junto à gráfica.

Em agosto, por exemplo, houve a maior inflação deste mês em 21 anos, o que fez com que a inflação anual acumulada atingisse 10,42% – índice que o Sindigráficos pleiteia de reajuste salarial para os trabalhadores. Em relação ao preço da comida, uma pesquisa no início do mês passado feita nos supermercados pelo Sindicato demonstrou a alta maior dos alimentos que integram a cesta básica contida na convenção. “Já não se comprava por menos de R$ 148”, constatou Jurandir Franco, sindicalista e autor do levantamento na ocasião. O vale-compras da Nova Página é de R$ 110.  

A defasagem é significativa. Algo de quase 30% em função da elevada inflação causada pelo desgoverno federal na pandemia. O presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues, já comunicou a empresa sobre a situação. A convenção inclusive permite que seja substituída a cesta de alimentos pelo vale-compras. Mas especifica que seu valor deve ser correspondente ao somatório dos preços dos alimentos e quantidades definidas na cesta.    

“A Nova Página sempre manteve um bom relacionamento conosco, como todos já se veem pela não cobrança do desconto salarial por este benefício. Portanto, acredito que também será verificada a necessidade da correção do valor do vale-compras de modo a atualizá-lo em conformidade com a alta inflação e elevação do preço dos alimentos”, fala Leandro. Ele aguarda da gráfica a resposta do ofício já enviado para tratar do caso. Quanto à campanha salarial, o Sindigráficos também insistirá na pauta da classe que reivindica a ampliação da quantidade dos produtos da cesta.

TRABALHADOR(A) GRÁFICO(A): JÁ OUVIU FALAR EM REDUFLAÇÃO

O fenômeno é conhecido em inglês como “shrinkflation” e pode ser traduzido como “reduflação”. A inflação nem sempre aparece para o consumidor pelo aumento dos preços. Em alguns casos, o produto não fica mais caro, mas a embalagem passa a trazer menos unidades ou vem com pesos e medidas menores do que antes. Não por acaso, nesta campanha salarial, o Sindigráficos tem lutado junto ao patronal para que seja ampliado a quantidade de produtos da cesta básica mensal e que o desconto salarial seja reduzido pela metade. Nesta quinta-feira (16), o sindicato participa da 4ª rodada de negociação com o representante dos donos das gráficas paulistas. 

D’ARTH SEGUE SINDIGRÁFICOS E EVITA DEFASAGEM DA CESTA BÁSICA, MAS BANCO DE HORAS TEM INCOMODADO TRABALHADORES

O Brasil teve a maior inflação de agosto em 21 anos. O acumulado anual chegou a 10,42%. Isso defasa o salário e o poder do gráfico para compra até da cesta básica de alimentos. Felizmente, uma proposta do sindicato seguida pela gráfica D’arthy tem evitado a defasagem da alimentação dos 130 trabalhadores, mesmo a cesta sendo garantida pelo vale-compras a cada mês. O vale é reajustado todo começo do ano com base no IGPM desde 2015. A luta pela comida no prato tem sido prioridade na campanha salarial deste ano. Em visita recente do sindicato na empresa, no entanto, os trabalhadores criticaram o banco de horas individual que estão sendo submetidos a trabalharem além da sua jornada e sem receberem por isso.  

O Sindigráficos, que tem um número relativo de sindicalizados na D’arth, já se comunicou com a empresa através de ofício solicitando uma reunião para debater sobre o problema apontado pelos trabalhadores há poucos dias. “Pelas reclamações recebidas, estão insatisfeitos pelo acordo que a gráfica propôs diretamente a eles para deixarem de ganhar 65% ou 100% pela hora-extra através de banco de horas individual. E, a partir disso, nos relataram, ainda, que estão tendo de trabalhar até 12 horas por dia, o que é bastante tempo” realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.  

O sindicato já recebeu a resposta da empresa. A entidade vai sugerir duas datas para que o próprio proprietário trate da questão de modo que possa ser esclarecida e resolvida. A D’arthy tem mantido uma relação respeitosa com a entidade sindical. Há seis anos consecutivos, por exemplo, desde quando a empresa aceitou a proposta em relação ao reajuste automático do vale-alimentação, a regra tem sido seguida. “Por isso, o problema atual da alta inflação será menos sentida sobre este direito convencionado pelo fato de ser reajustado pelo IGPM anual todo mês de janeiro”, diz Leandro.

Além do mais, a empresa só desconta R$ 1 de forma simbólica pelo vale-alimentação de R$ 136,67 – valor que já será reajustado em janeiro outra vez. Pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, qualquer gráfica é obrigada a distribuir a cesta básica mensal, podendo, a partir de sua preferência em concordância dos trabalhadores, substituir pelo vale-alimentação, este que deve ser do valor equivalente ao somatório dos preços dos respectivos gêneros alimentícios contido na referida cesta. A empresa pode descontar no salário do gráfico até 20% do valor da cesta.

“Nossa campanha salarial 2021 quer baixar para 10% e elevar o número de alimentos. O patronal, por sua vez, não tratou do assunto, mesmo ainda já indo para a 4ª rodada de negociação na próxima quinta-feira (16). Nossa luta é pela vida, emprego, renda e comida no prato dos gráficos. Associe-se e fortaleça o Sindicato para continuar neste objetivo”, ressalta Leandro.