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BOLSONARO VAI CONFISCAR SEU FGTS. INDEPENDENTE DO VALOR QUE TIVER, SAQUE MÁXIMO SERÁ SÓ DE R$ 500 EM 2019

O limite foi discutido nesta segunda-feira em uma reunião no Ministério da Economia. O governo Bolsonaro estuda limitar os saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em R$ 500 neste ano. O valor máximo seria para contas ativas (dos contratos atuais) e inativas (de contratos inativos). Independentemente de quantas contas tiver, o trabalhador só poderia sacar no máximo esse valor para cada conta que tiver. “Acharam que iriam meter mão na grana né, mais uma pegadinha do malandro miliciano!!!!! RSRS…Agora se preparem, pois, o que ele realmente quer é acabar com a multa de 40% do FGTS. Lembrem o que ele falou abro aspas para o Maldito “mais emprego e menos direitos” abro aspas de novo “os patrões sofrem muito no Brasil” Eu te avisei, agora aguenta. E, se não quiser perder mais e mais, abre os olhos, muda a cabeça, aceita que foi enganado ou se auto-enganou e entra na luta conosco para evitar o mal maior”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.
 
Fonte: Com informações do Infomoney

GRÁFICOS DEFENDEM VOLTA DO GANHO REAL E REAJUSTE DA PLR. GOVERNO QUER SERVIÇO NO DOMINGO E SEM PAGAR HORA-EXTRA

Começou a campanha salarial dos gráficos. A categoria defende a volta do reajuste acima da inflação e descongelamento do valor da PLR, como ocorriam em todos os anos do governo Lula e Dilma – situação paralisada no governo Temer. O patronal tem até 1º de setembro para dar a resposta final. Quanto aos demais direitos da classe, como o pagamento da hora-extra, todos continuam até agosto de 2020 devido à validade estendida da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Gráficos. Mas Bolsonaro decidiu interferir nisso e mudar a lei em favor dos donos das empresas. E acaba de fazer uma Medida Provisória (881/19) neutralizando os efeitos da CCT e dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) para permitir o gráfico laborar sábados, domingos e feriados e, sem ganhar mais sua hora-extra.

Se esta medida virar lei, o prejuízo será radical para todos gráficos, pois a empresa passa a ser o rei, ou seja, sozinha é quem decide o que quiser sobre este assunto. O prejuízo é garantido nas finanças e sobre a jornada de trabalho dos gráficos – bandeira de luta antiga e constante do Sindicato de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos). A entidade garantiu diversos acordos (ACTs) neste sentido onde reduz a jornada, garante as folgas em sábado e domingo. É o único inclusive do estado de São Paulo onde transformou o dia do Gráfico (7/02) enquanto feriado e remunerado.

Tais ACTs garantem a melhoria da jornada e o CCT garante o pagamento da hora-extra de 65% feito em dia de semana e de 100% em domingos e feriados. A obrigação pesa no caixa da gráfica e evita a jornada excessiva. Todavia, se a MP 881 de Bolsonaro, batizada de minirreforma trabalhista diante dos malefícios contra a classe trabalhador em favor dos patrões, o esforço do Sindigráficos na conquista da CCT e ACTs será neutralizado.

O prejuízo pode recair sobre os 490 gráficos da Jandaia e 250 da Emepê e em outras empresas onde existem ACTs de jornada laboral firmados há anos. Na Jandaia, por exemplo, não se trabalha no domingo como quer a MP de Bolsonaro. E, se trabalhar eventualmente, o gráfico recebe 100% por cada hora-extra que fizer, diferente do que defende o governo. Pelo ACT, os gráficos do 2º turno da Jandaia ainda têm uma folga no sábado por mês. Os gráficos da Emepê também podem perder muito com a MP. O ACT garante jornada semanal de 41,5 horas, quando a CLT é de 44h. Lá todos os gráficos folgam nos sábados alternadamente. E, se trabalhar no sábado da folga, recebe 85% por cada hora-extra. Tudo está em risco.

Os gráficos de empresas que não têm ACT, como os 490 da Gonçalves, protegidos pela CCT, também serão muitos prejudicados. Na Gonçalves, por exemplo, a jornada é de segunda à sexta-feira. Ninguém trabalha no sábado e domingo, como a medida de Bolsonaro permite alterar tudo isso.

A MP 881 ainda prejudica a saúde e a segurança da maioria dos gráficos da região, do estado e de todo o Brasil. Atinge em cheio as empresas com até 20 funcionários, que representam mais de 85% da indústria gráfica. Bolsonaro simplesmente extingue a obrigatoriedade da empresa manter as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas), formada por trabalhadores e empresa para fiscalizar o local e as máquinas no serviço.

DEMISSÃO DE GRÁFICO DA VALID DOENTE E EM TRATAMENTO É QUESTIONADA PELO SINDICATO. ÓRGÃO RECUSA HOMOLOGAR

A rescisão contratual de um dos atuais 75 gráficos da Valid na região de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo, empresa que presta serviço em Poupa Tempo e unidades do Detran no estado de São Paulo, não foi homologada pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos). A entidade se recusou a homologar a demissão de um funcionário que trabalha no Poupa Tempo de Bragança Paulista porque ele está em posse de atestado médico por enfermidades, as quais continua em tratamento. Além de que não era a primeira vez em que a empresa havia tentado demiti-lo, sendo reintegrado na sequência.

O Sindigráficos só descobriu a situação por conta da força de um inédito e pioneiro Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado com a Valid, onde a empresa continua obrigada a só demitir qualquer trabalhador depois de homologar a rescisão contratual no sindicato. Esta obrigação constava na antiga CLT, mas ela foi flexibilizada com a reforma trabalhista desde 2017. Portanto, o ACT, que tem força de lei superior à nova CLT, mantém essa obrigação, garantido com que a entidade continue fiscalizando se todos os direitos dos demitidos foram incluídos e pagos, bem como se o gráfico está saudável ou doente. Com a saúde debilitada, não pode ser demitido.

“Da última vez em que a Valid tentou demiti-lo doente, ele foi reintegrado. E já alertamos a empresa que com atestado médico e em tratamento de várias doenças, não ocorrerá a homologação da rescisão pelo sindicato”, realçou Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, durante reunião com o setor responsável da empresa e trabalhador da unidade de Bragança. O advogado do sindicato, Luís Carlos Laurindo, participou, dando a assistência na ocasião. O jurista lembrou dos efeitos legais do ACT. O acordo protege este ou outro gráfico doente ou não. E, no caso da Valid, resguarda também a empresa de problemas judiciais futuros, somente quando ocorre a homologação realizada pelo sindicato.

Que o exemplo da importância da proteção sindical sirva de lição a todos os gráficos da Valid, grande parte ainda não sindicalizados. Mas também que seja exemplo para todos os gráficos da região e que atuam em outras empresas. Muitas delas que fogem da transparência da homologação da rescisão contratual, prejudicando as verbas rescisórias e a própria saúde do trabalhador, demitido às vezes mesmo estando doente. Sindicalize-se AQUI. É rápido, fácil e barato. Juntem-se ao Sindigráficos e se protejam!

GRÁFICOS DA NOVA PÁGINA E JANDAIA VENCEM TORNEIO DE TRUCO E DOMINÓ DA CLASSE COM O SHOW DE GRÁFICOS DA REDOMA E GONÇALVES

Os profissionais gráficos campeões da nova edição do Torneio Anual de Truco e Dominó da categoria em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região foi Paulo Araújo e Rivaldo dos Santos (Dominó), ambos da Jandaia; e os trabalhadores André Teixeira e André Junior (Truco) ambos da empresa Nova Página. A atividade de lazer ocorre todo ano após a assembleia de abertura da Campanha Salarial da classe, ocorrida no último domingo. O evento se estendeu depois com a atração musical formada pelo gráfico Cicinho (da gráfica Gonçalves) e Mané (da empresa Redoma). Obrigado!