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GRÁFICOS DA EMEPÊ FICAM SEM PPR A PARTIR DE SEGUNDA E EMPRESA JÁ APLICA BANCO DE HORAS E QUER JORNADA 12X36

O acordo da Emepê com o Sindigráficos que vinha garantindo o Programa de Participação nos Resultados (PPR) para os trabalhadores acaba neste domingo (28). A empresa não procurou o sindicato para dar continuidade. Isso é só um dos problemas que os profissionais deverão enfrentar neste ano. Pois, enquanto os 183 dos 200 gráficos se mantêm distante do seu sindicato, mesmo a entidade garantindo a todos por décadas uma jornada semanal de trabalho menor que em outras empresas e uma PLR maior, a Emepê começa a apostar na flexibilização dessas conquistas. A empresa vem imprimindo banco de horas individual sobre cada gráfico ao invés do pagamento da hora-extra e gerando prejuízo sobre a jornada reduzida. E, achando pouco, a gráfica agora quer implantar até uma jornada de 12×36.

O gráfico sozinho não consegue resistir. Um por um têm sido convocados para aceitar banco de horas. Tanto é que 99% já aceitaram perder, após reunião individual no RH. Se comprovado, isso pode ser considerado uma forma de pressão. O trabalhador sabe tanto que não consegue resistir sozinho que passou a denunciar para o sindicato tudo de novo que está acontecendo na Emepê. Dentre as várias reclamações, até a qualidade da refeição tem caído, bem como o corte até de produtos de limpeza das cestas básicas.

Não para de chegar denúncias, em destaque à ameaça da jornada 12×36 e o banco de horas. Isso porque não perceberam que o acordo do PPR acaba domingo e a empresa sequer tocou no assunto da renovação. Mas, o sindicato não consegue resistir só, mesmo após anos lutando sem a sindicalização da maioria. É hora de mudar. “É hora de se organizar, se sindicalizar e evitar a materialidade desses males reais. É hora dos 183 gráficos se sindicalizarem e fortalecerem o Sindicato. Assim, é possível lutar pela PPR e jornadas melhores. É hora de se sindicalizarem para que todos os 200 trabalhadores organizados possam manter jornada reduzida e sem banco de horas”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

É preciso que os 183 gráficos ainda não-sócio se sindicalizem. É hora de acordar e perceber que tudo de ruim já está acontecendo contra os 200 trabalhadores da Emepê. Não se iludam. A empresa já percebeu que tem mais força para implantação das mudanças devido ao distanciamento do trabalhador com o seu sindicato. Cada dia a coisa vai ficar pior porque o Sindigráficos tem ficado mais fragilizado pela falta do trabalhador perto.

“Não é por falta de aviso. A coisa só não está pior porque ainda temos brigado no que é possível:  como na quitação da PPR no último semestre, como na renovação do acordo de jornada e outras coisas”, relembra Leandro. Mas tudo tem limite. Os gráficos precisam chegar junto do sindicato. A Emepê já tem mostrado a nova realidade para o trabalhador quando não se sindicaliza: banco de horas, jornada louca, sem PPR e etc

GRÁFICOS, TUA CONTA DE LUZ SERÁ 17 % MAIOR COM VENDA DA ELETROBRAS, ALERTAM ELETRICITÁRIOS

Bolsonaro mente ao dizer que a venda da Eletrobras vai baratear contas de luz. Anael prevê reajustes de 16,7%, ao custo de R$ 460 bi. Oito estados com energia privatizada sofrem com contas altas e serviços ruins LEIA MAIS

FONTE: Com informações da CUT

SOLIDÁRIO E COM CONSCIÊNCIA DE CLASSE, SINDIGRÁFICOS AGE PARA DESCONGELAR A RENDA DA CATEGORIA TAMBÉM NO LITORAL

Na próxima quarta-feira (03), depois de quatro meses de atuação solidária do Sindigráficos junto ao STIG Santos em defesa dos gráficos da Baixada, os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho de SP (TRT2ª) decidirão sobre o descongelamento do salário dos trabalhadores. Apesar da incerteza sobre o resultado do julgamento, o fato é que os profissionais estão sem aumento desde setembro do ano passado. O patronal daquela região insiste em não negociar o reajuste anual da categoria. Mas, agora, há uma chance real dessa injustiça mudar devido à atitude e desempenho do Jurídico do Sindigráficos, liderado pelo advogado Luís Carlos Laurindo, em parceria com a posição política das direções de ambos os sindicatos.  

O Ministério Público do Trabalho (MPT), por duas ocasiões, posicionou-se favorável à tese de Laurindo de que, além de ser procedente que haja o julgamento, o resultado deste também precisa garantir a recomposição da renda dos gráficos frente à inflação correspondente. O vice-presidente do TRT, o desembargador Valdir Floriano, já inclusive se posicionou a favor de uma recuperação salarial aproximada, durante audiência inicial. Apesar disso, serão outros desembargadores que decidirão esta questão. “Fizemos o nosso melhor. Estaremos do lado do gráfico onde ele estiver, seja aqui em Jundiaí, em Santos ou em outro lugar”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, que é um parceiro histórico do STIG Santos.  

O Sindigráficos não está medindo esforços nesta batalha judicial porque a entidade considera que a luta sindical extrapola as fronteiras e vai além de categorias profissionais. “A luta do STIG Santos pelos gráficos da sua região é uma luta da classe trabalhadora como um todo, sendo, portanto, a luta dos gráficos e todas categorias pelo Brasil e no mundo” diz Leandro.

O sindicalista reforça a acertada posição de ter colocado o Departamento Jurídico à disposição dos gráficos da Baixada Santista e que, felizmente, conduzido pelo experiente advogado Laurindo, tem alcançado resultado positivo até aqui, restando agora a decisão final. “Se for favorável, mesmo que parcial, será uma vitória de toda a categoria gráfica do Brasil”, avalia.  

ENQUANTO “STF” BRITÂNICO RECONHECE DIREITOS DE QUEM DIRIGE UBER, TEM GRÁFICA NO BRASIL AINDA PEJOTIZANDO TRABALHADOR

O principal tribunal do Reino Unido (como se fosse o STF no Brasil) concedeu, por unanimidade, o status de trabalhador a um grupo de motoristas que moveu uma ação contra o Uber em 2016. A decisão significa, por exemplo, que os motoristas até agora considerados autônomos terão direito a férias remuneradas e etc. No maior estado brasileiro, por sua vez, tem empresas gráficas, a exemplo da Helius em Valinhos, que tem trabalhadores cumprindo horário e subordinado às chefias, como todos que tem CPTS assinada, mas vários estão contratados como PJ de forma ilegal, ou seja, sem direitos trabalhistas. A situação demonstra que nada melhora enquanto o trabalhador continuar com medo de buscar mudança. Nestes tipos de gráfica só há mudanças mais efetivas se os gráficos se unificam e combatem as arbitrariedades ilegais junto com o sindicato. O STIG local está aguardando os gráficos da Hélius e de outras empresas para também acionar a Justiça e para tomarmos outras ações”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. LEIA MAIS


FONTE: Com informações da Carta Capital e Sindigráficos