Category Archives: Notícias

LOUVEIRA PASSA A TER GRÁFICA DE GRANDE PORTE A CUMPRIR O ENQUADRAMENTO SINDICAL CORRETO DOS GRÁFICOS

No começo do mês, uma grande empresa do setor de rótulo adesivo, com 110 trabalhadores em Louveira, concluiu o enquadramento sindical junto à referida entidade da categoria na região (Sindigráficos). A empresa é a Flexcoat. Atua no mesmo segmento gráfico da CCL Industries Brasil, em Vinhedo. Possui uma vasta carteira de clientes significativos, a exemplo da L’Oréal, Risk, Requeijão Danúbio e Polenguinho, Martini, Bacardi e muito mais. A documentação da empresa foi recebida e processada pelo sindicato, que passa a representar oficialmente o interesse de cada um desses gráficos.

Concluída essa etapa burocrática, o passo seguinte do sindicato é incluir a empresa na rota das visitas da entidade. “Nosso objetivo será conversar e ouvir os trabalhadores sobre as suas demandas e se há alguma dificuldade no local”, afirma Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Como a Flexcoat está enquadrada sindicalmente como gráfica, agora a empresa precisa se guiar pelo regramento de direitos da categoria contido em sua Convenção Coletiva de Trabalho. São mais de 80 cláusulas onde definem benefícios superiores à legislação trabalhistas (nova CLT). Contudo, o cumprimento prático delas vai depender da unidade dos gráficos em torno do sindicato.

A convenção define, por exemplo, o valor de um piso salarial de R$ 1. 630,20. Este montante, bem como as faixas salariais superiores, já será corrigido a partir do dia 1º do próximo mês, que é a nova data-base da classe. O piso salarial, por sua vez, é a menor remuneração que pode ser paga aos trabalhadores, independente da função que exerçam. Além de salário, a convenção ainda define cesta básica mensal com alimentos ou em dinheiro com valores pré-definidos. Outro benefício importante é a Participação nos Lucros e Resultado (PLR). E pelas regras, empresas com mais de 100 funcionários, deve pagar o maior valor de PLR a todos.

“Uma vez enquadrada sindicalmente, a Flexcoat terá de respeitar nossa convenção na integralidade, tanto no quesito dos direitos, como nos pisos salariais”, realça Leandro. A convenção é uma conquista do sindicato na última campanha salarial. Ela tem validade até agosto do próximo ano. O enquadramento foi consolidado no sistema do sindicato no último dia 6. Com isso, o cenário da indústria gráfica em Louveira só tem a ganhar. O município continha somente gráficas de pequeno e até de médio porte, como a Primos Etiquetas com 40 gráficos. A Flexcoat tem quase o triplo. Já as conquistas para os profissionais do local, dependerá de sua unidade junto ao Sindigráficos. Juntos somos sempre mais fortes. Sindicalizem-se !

PESQUISADORES DESCOBREM TRAPAÇA DO GOVERNO EM CÁLCULOS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA TIRAR SUA APOSENTADORIA

“As contas oficiais da reforma da Previdência para o regime geral foram falsificadas. Comprovamos que cálculos deturpados ampararam a principal apresentação sobre a economia a ser gerada pela reforma, feita pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho, em maio no Congresso Nacional”, resume Pedro Paulo Zahluth Bastos, professor do Instituto de Economia, doutor em Economia e pesquisador do Cecon-Unicamp, ex-professor visitante na Universidade da Califórnia em Berkeley e coordenador da equipe responsável pelo estudo, divulgado em uma nota técnica. O grupo é formado também pelos pesquisadores André Luiz Passos Santos, mestre em História Econômica pela USP e analista bancário aposentado, Ricardo Knudsen, doutor em Química pela USP, especialista em Design de Experimentos e proprietário da KnudZen Consulting, na Itália, e Henrique Sá Earp, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp, mestre em Física Teórica pela University of Cambridge e ph.D em Matemática pelo Imperial College London.

 

“Auditamos os cálculos oficiais da Secretaria da Previdência obtidos através da Lei de Acesso à Informação e encontramos indícios de falsificação ou, no mínimo, incompetência. Os cálculos inflam o custo fiscal das aposentadorias atuais para justificar a reforma e exageram a economia fiscal e o impacto positivo da Nova Previdência sobre a desigualdade. Ao contrário, demonstramos que, para o Regime Geral de Previdência Social, as aposentadorias por tempo de contribuição obtidas nas regras atuais com idades mais novas geram superávit para o RGPS e têm impacto positivo sobre a desigualdade. Sua abolição resulta em déficit para o RGPS, o que é compensado pela Nova Previdência por um corte nas aposentadorias que prejudica principalmente os mais pobres, agravando a desigualdade”, sublinham os pesquisadores.

 

FONTE: Com informações da Carta Capital 

QUEM DECIDE É O GRÁFICO NA ASSEMBLEIA DE DOMINGO. SINDICATO CONVOCA CLASSE PARA ANALISAR A PROPOSTA SALARIAL FINAL DOS PATRÕES

Faltam menos de duas semanas para terminar setembro, mês para que as indústrias gráficas garantam o reajuste salarial dos seus trabalhadores. A data-base para referência anual do aumento passou de 1º de novembro para 1º de setembro, conforme a campanha salarial do último ano. Sendo assim, o salário agora de setembro deve vir com aumento para evitar que tenha perdas diante da inflação, mesmo 10 meses após o último reajuste. O patronal acaba de enviar sua contraproposta. E o Sindicato dos gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos) convoca a classe para decidir a questão durante uma assembleia neste domingo, a partir das 8h, na sede regional do órgão em Jundiaí. A decisão será dos gráficos e terá validade para todos os 5,5 mil trabalhadores da categoria na região.

“A palavra final é sempre dos gráficos. Vamos analisar junto com a base presente na assembleia a proposta patronal, se aceitamos ou recusamos. Aqui quem decide é o trabalhador”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos e negociador com o sindicato dos donos das gráficas. O dirigente adianta que, apesar do cenário de desemprego e de queda da produção industrial, acompanhando a crise econômica, a recomposição inflacionária estará garantida, bem como a manutenção da Participação nos Lucros e Resultados, este direito que continuará com valor congelado

Além disso, o patronal já nos reafirmou a garantia da cesta básica mensal e de todas as 84 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria até o mês de agosto do próximo ano. Cada uma das cláusulas corresponde a direitos superiores à lei trabalhista (CLT), a exemplo dos valores para o pagamento das horas-extras em dias de semana, e em domingos e feriados, mas também para os valores do adicional noturno.

Contudo, apesar do aumento de preço de quase tudo, dados oficiais do governo federal dizem que a inflação está baixa – cenário que talvez até acompanhe a baixo no consumo frente à crise econômica e desemprego.

São esses dados oficiais, como é o INPC, que balizam do tamanho do reajuste salarial. E baseado neles, a inflação acumulada nos 10 últimos é de 2,56%, sendo este índice oferecido pelas empresas para o aumento. Até aceitam garantir um pouco a mais, mas sem passar os 2,60%. Caso a categoria aceite, o atual piso salarial subiria para R$ 1.674,20 (gráfica) e para R$ 1.377,20 (empresa de reprografia). O aumento de 2,60% seria ainda aplicado para todos os salários limitados até R$ 9.779,10. Acima disso, seja qualquer valor, será garantida uma parcela fixa de R$ 391,16. A decisão final é dos trabalhadores durante a assembleia neste domingo.

FECHA PRIMEIRO JORNAL SEMANAS APÓS BOLSONARO PUBLICAR MEDIDA CONTRA A RECEITA DESSAS EMPRESAS

O DCI, jornal diário voltado a notícias de economia, fundado em 1934, publica a sua última edição na próxima segunda-feira, dia 23. Seus 29 funcionários, sendo 12 jornalistas, foram informados nesta segunda-feira (16) da decisão da controladora Sol Panamby, ligada à família do ex-governador Orestes Quércia. Eles realizam nesta terça-feira (17) uma assembleia para discutir a proposta de desligamento, na sede do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo. A decisão foi creditada pelo diretor-executivo do DCI, Raphael Müller, às dificuldades na economia do país e à ruptura no modelo de negócios do jornalismo, mas também às medidas provisórias do governo federal que suspenderam a obrigatoriedade de veiculação de balanços e editais na imprensa. LEIA MAIS 

 

FONTE: Com informações do DCM