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GRÁFICAS ADIANTAM 13º SALÁRIO, CESTA BÁSICA E GARANTEM A PROTEÇÃO DA VIDA DOS GRÁFICOS DIANTE DO CORONAVÍRUS  

 

A vida em primeiro lugar. Só vivo e saudável o trabalhador gráfico poderá manter o emprego e salário através da sua força de trabalho para manter o lucro da empresa. Portanto, o isolamento domiciliar do funcionário é vital para todos ao evitar a transmissão e mortes diante do Covid-19. Esta tem sido a luta diária do gabinete de crise montado pelo Sindicato da classe em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região. Na última semana, várias gráficas atenderam a orientação do órgão para concederem licença remunerada, férias vencidas ou a antecipação delas a todos funcionários ou à maioria, ou uma parcela deles. Dois em cada três gráficos da H Rosa em Cajamar, por exemplo, acabam de receber férias antecipadas. A ação adotada busca evitar aglomerações. Mesmo sem ter obrigação, a empresa também antecipou o 13º salário de todos, garantindo-lhes um certo suporte financeiro que será crucial nesta hora.

Nestes momentos extremos, aonde a morte é uma realidade inclusive aos mais jovens, já que um homem de 33 anos morreu por esse vírus em SP, atitudes como a da H Rosa e de várias outras gráficas, inclusive de micros e pequenas empresas, como da SmartPick em Atibaia que acaba de dar  férias a todos por 15 dias, mostra o compromisso delas com seus gráficos.  A gráfica Jandaia, em Caieiras, também fez sua parte. Concedeu licença remunerada e férias coletivas a dezenas de trabalhadores jovens, idosos e aqueles com doenças crônicas, estes que são mais vulnerárias ao novo coronavírus. Ainda fez um pouco mais pelos trabalhadores. Já antecipou a cesta básica de abril para todos.

Outra boa experiência em tempo de crise vem da Litografia Bandeirantes, em Jundiaí. Ao invés de adotar métodos penosos contra os trabalhadores, como as defendidas pelo governo federal através da medida provisória onde permite que a empresa abandone o empregado de várias maneiras, a LitoBand dobrou o tempo de tolerância da chegada daqueles gráficos que ainda precisam continuar indo ao serviço. A empresa concedeu férias antecipadas aos empregados considerados do grupo de risco ao vírus. E elevou a 30 minutos a tolerância da entrada dos empregados no serviço por conta da radical diminuição do transporte público na cidade e região.

O gabinete de crise do Sindigráficos parabeniza a responsabilidade social das empresas com os seus trabalhadores, estes que mantém os negócios através da sua mão de obra. “Solicitamos para que todas as gráficas de nossa região demonstrem o mínimo de empatia com os seus profissionais nestes momentos de crise sanitária mundial”, apela Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região.

FIQUE EM CASA: ABIN PREVÊ 5,5 MIL MORTES EM 10 DIAS PELO CORONAVÍRUS E 26 GOVERNADORES COBRAM DE BOLSONARO A APLICAÇÃO DE LEI QUE GARANTE RENDA PARA TODAS FAMÍLIAS

Um relatório produzido na última segunda-feira (23) pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta que o Brasil pode ter 207.435 casos de covid-19 e 5.571 mortes até 6 de abril. Ao invés de agir para evitar este mal, Jair Bolsonaro voltou a dizer em rede nacional que é só uma “gripezinha” e mandou as escolas e o comércio voltarem a funcionar nos estado. Em resposta a este absurdo,  26 dos 27 governadores de estados brasileiros se reuniram onde (25) em videoconferência e aprovaram uma carta onde reivindicam do governo federal uma série de medidas para enfrentar a crise causada pelo coronavírus no Brasil. Entre essas reivindicações, está a aplicação da lei que institui uma renda básica de cidadania para todos os brasileiros.  Sancionada em 2005 pelo então presidente Lula, a lei da renda prevê o “direito de todos os brasileiros residentes no País e estrangeiros residentes há pelo menos 5 (cinco) anos no Brasil, não importando sua condição socioeconômica, receberem, anualmente, um benefício monetário”.

A lei diz que caberá ao Poder Executivo estipular o valor do benefício e prevê o pagamento de parcelas mensais, de mesmo valor, para todos os cidadãos, a fim de atender “às despesas mínimas de cada pessoa com alimentação, educação e saúde, considerando para isso o grau de desenvolvimento do País e as possibilidades orçamentárias”. Os governadores também querem a suspensão por 12 meses do pagamento das dívidas dos estados com a União e bancos públicos.

“A medida protege os mais vulnerárias diante da pandemia, que são os trabalhadores – vai na contramão das medidas do governo que só pensam em preservar as empresas. Portanto, através da renda distribuída, os governadores protegem a vida das pessoas em primeiro lugar, mas também o comércio, a agricultura e a indústria, uma vez que as famílias terá como continuar consumindo e sobrevivendo”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos).

FONTE: Com informações do UOL, IstoÉ e MídiaNinja

A PEDIDO DO SINDICATO, NOVA PÁGINA E REDOMA CONCEDEM LICENÇA REMUNERADA A 35% DOS GRÁFICOS DIANTE DO COVID-19

O gabinete de crise montado pelo Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) diante do coronavírus e voltado à proteção dos trabalhadores através do monitoramento da situação nas gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região começou esta semana com muito trabalho e bons resultados para uma parcela da classe. Em sintonia com a recomendação sindical, várias gráficas, a exemplo da Oceano e Jandaia, já autorizaram férias vencidas e/ou concederam férias coletivas remuneradas para permitirem o isolamento domiciliar dos profissionais com o objetivo da redução da transmissão do vírus. Teve empresas que já fecharam(rão) temporariamente, como a Ivani e Barletta, liberando os seus trabalhadores também através das férias remuneradas. Outras gráficas seguiram a orientação sindical para concessão de licença remunerada, sobretudo para funcionários idosos e com doenças crônicas.

Duas gráficas se destacam pela adoção da licença remunerada em larga escala e por tempo indeterminado. A Nova Página e a Redoma, ambas em Cajamar. Elas aplicaram a medida para cerca de 35% do quantitativo total de trabalhadores.  “As empresas priorizaram a dispensa dos gráficos que apresentavam um grau de risco maior diante dos efeitos do Covid-19, como os trabalhadores com mais de 60 anos de idade, ou aqueles com doença crônica”, revela Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A Nova Página tem 140 funcionários. Portanto, a medida foi benéfica para grande número de gráficos que já puderam iniciar a quarentena domiciliar, protegendo a sua saúde e a de seus familiares, sem prejuízo salarial por meio da licença remunerada. Dos 35% de empregados liberadas, apenas seis deles foram dispensados através das suas férias programadas antes da pandemia”, contou o gerente de RH da empresa, Maquesuel da Silva.

A Redoma possui cerca de 80 gráficos. Preparava-se até para contratar mais trabalhadores, mas adiou por conta da crise gerada pelo Covid-19.  Apesar disso, a gráfica não se esquivou de sua responsabilidade com os funcionários. Garantiu licença remunerada para os seis mais vulneráveis pela idade e quadro de saúde, mas também liberou outros 20 gráficos que corriam risco de contrair a doença no transporte público diário. Todos que pegavam ônibus coletivo tiveram o benefício da licença. Somente dois deles nesta condição continuaram, mas a gráfica fornece carro particular. A empresa Esdeva garantiu que também deu licença para alguns gráficos.

Outras gráficas tomaram medidas também em sintonia com a sinalização do sindicato referente à necessidade da concessão das férias já vencidas ou através de férias antecipadas coletivas e remuneradas. “Já na semana passada, a Oceano começou a botar de férias aqueles funcionários que já tinham o direito as férias e que são mais vulneráveis ao coronavírus. Já liberaram cerca de 25% do quadro profissional da gráfica”, conta Leandro.

A Jandaia também concedeu férias a dezenas de gráficos, além de dar licenças remuneradas, beneficiando 45 trabalhadores respectivamente. Ontem a Decalcomania Ivani, em Pedreiras, suspendeu as atividades e, em atendimento ao sindicato, garantiu as férias de todos os profissionais. Em Bragança Paulista, a Barletta seguirá o exemplo. Paralisa a produção nesta sexta-feira, concedendo férias coletivas pelo bem da saúde de todos. Em Cajamar, a gráfica D’arthy também revelou que concederá férias vencidas para grande quantidade de empregados.

CORONAVÍRUS: CONATIG ALERTA STIGS PARA DEFESA DA VIDA, EMPREGO E SALÁRIO DOS GRÁFICOS

Neste domingo (22), diante do temor dos patrões e trabalhadores quanto à saúde frente à pandemia do covid-19 e das incertezas sobre os setores produtivos, bem como no emprego, salário e direitos trabalhistas dada a necessidade da paralisação ou redução das atividades para a contenção do vírus, o Ministério Público do Trabalho (MPT) reforçou a primazia legal dos sindicatos como representante do direito e interesses do trabalhador (art 8. III CF). O órgão também chamou atenção para a autonomia e poder constitucional da negociação entre sindicato e entidade patronal (CCT) e empresas (ACT) em busca de medidas emergenciais e temporárias frente ao cenário atual. E ressaltou as restrições à redução salarial (art. 7 VI CF).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (Conatig), entidade que representa a maioria dos sindicatos da categoria (STIGs) no Brasil e todas as federações da classe, solidariza-se com todos os trabalhadores que hoje enfrentam grandes riscos à saúde trazidos pela pandemia, mas também das ameaças ao emprego e salário em função disto. “Estamos preocupados com a situação e acreditamos que a posição do MPT é vital para nortear e proteger os STIGs na tomada de ações juntos ao patronal e/ou à empresa diretamente para a adequação das condições de trabalho diante do coronavírus, bem como para a sobrevivência das empresas e do emprego e salário, ressalta Leonardo Del Roy, presidente da Conatig.

A Conatig se coloca à disposição dos STIGs e o MPT se coloca como mediador diante de conflitos, conforme descrito na nota técnica nº 6, de autoria da Procuradoria Geral do Trabalho (PGT) e da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade sindical (Conalis). A nota direciona à necessidade da construção negociada de políticas e medidas para que sejam garantidos o emprego e salário dos trabalhadores neste tempo em que durar a pandemia, mesmo diante da paralisação ou redução produtiva nas empresas. Ao invés da adoção de plano de demissão incentivada, o órgão recomenda a implementação de um conjunto de medidas possíveis.

Dentre as medidas sugeridas pelo MPT, a exemplo das orientadas pelos STIGs Jundiaí/SP e Pernambuco desde a última semana, as indústrias gráficas devem conceder férias coletivas e licenças remuneradas para os seus trabalhadores. “Os profissionais da maior gráfica do Norte/NE em número de gráficos, a Multimarcas no Recife, começam férias coletivas a partir de hoje. Outras gráficas em PE seguem o mesmo exemplo a pedido do nosso sindicato”, informa Iraquitan da Silva, presidente do STIG-PE e também diretor de Relações Sindicais e Previdência Social da Conatig.

Desde quinta-feira (19), para contenção do vírus, o STIG Jundiaí notificou todas gráficas da sua região de atuação, no interior paulista, para pararem a produção e concederem licença remunerada nos termos do artigo 133, inciso II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e/ou férias coletivas nos termos do artigo 139 da CLT, liberando todos sem ônus para ninguém. Leandro Rodrigues, que preside o STIG e lidera a Comunicação da Conatig, chama atenção para gravidade do vírus para a vida de todos, sendo os STIGs do Brasil ainda mais indispensáveis neste momento onde os trabalhadores estão mais vulneráveis dada a excepcionalidade do caso.