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CHEGA POUCO CRÉDITO DO GOVERNO PARA MICRO E PEQUENAS GRÁFICAS E DEMAIS SETORES; SE ISSO NAO MUDAR, QUEDA DO PIB SERÁ BEM MAIOR NO BRASIL, DIZ MAIA

O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ontem que se o crédito não chegar às micro, pequenas e médias empresas, a queda da economia brasileira vai ser pior do que a projetada para este ano. No setor gráfico brasileiro, 97,1% são de micro e pequeno porte. O Banco Central prevê queda de 6,4% da economia em 2020, devido aos efeitos da pandemia da covid-19. “Os bancos têm renovado o crédito, sem dúvida nenhuma, mas para a pequena, média e microempresa tem chegado pouco dinheiro, e se não chegar, vai representar uma queda na economia maior do que a projetada hoje pelos economistas e vai gerar um volume maior de demandas no Judiciário num segundo momento”, afirmou Maia em Durante evento online promovido pelo jornal O Globo e pelo Instituto Justiça e Cidadania sobre a importância do Judiciário na retomada da economia, Maia disse que é preciso encontrar uma solução para que os recursos cheguem às empresas. LEIA MAIS

FONTE: Com informações do UOL

STIG Jundiaí exercita o legado dos bravos gráficos do 7 de Fevereiro, diz Conatig

No dia em que o STIG Jundiaí, órgão que representa 6 mil trabalhadores gráficos em 29 cidades da região, completava 60 anos de fundação oficial, o Brasil registrava 374.898 contaminados e 23.473 mortes pela covid-19. Infelizmente, hoje, em apenas poucas semanas depois, quase quadruplicou o número de doentes (1,3 milhão) e logo mais triplica o de óbitos (57.658). O cenário também tem impactado a vida, emprego e a renda dos empregados, já que houve milhares de demissões e lei onde permitiu milhões de reduções de jornada e salário e a suspensão contratual temporária. Desde março, ao invés de fechar o sindicato, a entidade criou uma comissão para atuar nas empresas em defesa de medidas protetivas e preventivas de higiene e proteção individual, como também solicitação de licenças remuneradas e férias coletivas dos profissionais. Também atuou para reduzir o prejuízo de acordos das gráficas para restrição de jornada e suspensão contratual.

“O comprometimento do STIG Jundiaí é uma característica desta entidade há muito tempo, como a luta deles em várias campanhas salariais anuais e contra a reforma trabalhista e a previdenciária”, fala Leonardo Del Roy, presidente da Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig). O dirigente fala com conhecimento de causa, afinal, sua origem sindical vem do STIG Jundiaí, órgão que ele foi um dos primeiros associados na década de 1960, ano em que o sindicato foi fundado em 25 de maio, dois anos após a primeira organização através Associação dos Trabalhadores Gráficos. Desde 1974, Del Roy faz parte da direção do sindicato, já foi presidente, depois vice-presidente e, desde a última década, é conselheiro.

O experiente dirigente e morador de Jundiaí garante que o STIG mantém o legado dos gráficos heróis do 7 de Fevereiro de 1923, época que fizeram a grande greve histórica na capital paulista de mais de um mês em várias gráficas simultâneas até a garantia de direitos coletivos e reconhecimento da representação sindical dos trabalhadores pela 1ª vez na história do Brasil (União dos Trabalhadores Gráficos), que depois se tornou o STIG-SP em 1935. Del Roy realça inclusive uma fase muito importante para o STIG Jundiaí a partir da chegada do atual presidente Leandro Rodrigues e a sua diretoria desde 2005, reposicionado a combatividade do sindicato.

Ao longo desses 60 anos, os quais Del Roy parabeniza os trabalhadores e sindicalistas que fazem a entidade, o dirigente realça a marca registrada do STIG Jundiaí que é a aproximação da base e aposta na sindicalização. Tal característica se tornou ainda mais vital a todo o movimento sindical depois da lei da reforma trabalhista que destruiu a contribuição sindical automática da categoria, prejudicando a estruturação de órgãos sindicais.

Para Leandro Rodrigues, os últimos cinco anos foram de retrocessos para a classe trabalhadora e organização sindical. A lista de políticas negativas é vasta: Reforma Trabalhista, Reforma da Previdência, Congelamento de gastos públicos e a eleição de Bolsonaro, agravando os prejuízos não só na área trabalhista, mas também na saúde, meio ambiente, democracia, na liberdade de imprensa e muito mais. Ademais, o desemprego nunca foi tão grande e o dólar em relação ao real nunca esteve tão alto e o real nunca tão desvalorizado. “Bolsonaro nos mergulhou e o Brasil na maior crise econômica, sanitária e descredito perante as outras nações”, realça.

Apesar dos desafios, o STIG Jundiaí parabeniza os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e 26 outras cidades pelos 60 anos de luta e resistência. Contudo, conclamamos a todos os trabalhadores a se sindicalizarem para defender está história de luta e continuar enfrentando os ataques encima dos direitos e conquistas. “Só chegamos até aqui porque lutamos e só continuaremos seguindo em frente, se dermos continuidade nesta luta!”, reafirma Leandro Rodrigues e Leonardo Del Roy.

GRÁFICA SUSPENDE SALÁRIO ANTES DE FAZER ACORDO DE SUSPENSÃO DO CONTRATO, NEGA CESTA BÁSICA NO PERÍODO E AINDA AMEAÇA RENDA DO GRÁFICO NA VOLTA AO TRABALHO

Na última semana, ao voltarem ao trabalho na Ricardo Decalcomanias em Pedreira, após dois meses de contrato suspenso por iniciativa do proprietário, gráficos da empresa denunciaram que foram surpreendidos com um aviso de advertência e de desconto salarial. A reclamação foi enviada ao sindicato que apura a questão. Outra denúncia aponta que a mesma gráfica deixou de pagar o salário dos profissionais correspondente a 22 dias antes de ser oficializado o acordo de suspensão contratual do trabalho deles no Ministério da Economia. Também há reclamações de que o patrão deixou de garantir a cesta básica mensal desde março, em afronta à própria Medida Provisória (MP 936) do governo que autorizou tal acordo, mas sem nenhuma interrupção dos benefícios ora existentes.

Além das cestas básicas pendentes nos meses de março, abril e maio, obrigatórias também com base na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, a MP deixa claro que o salário e todos os encargos trabalhistas continuam sendo de total responsabilidade da empresa enquanto os acordos não forem enviados pela mesma  ao governo e validados pelo Ministério da Economia. “Portanto, como a empresa liberou do trabalho todos os gráficos 22 dias antes da validação desses acordos, conforme apontam as queixas, cabe ao empresário pagar pelo período, caso seja confirmada a irregularidade”, adianta Jurandir Franco, diretor sindical.

O sindicato já notificou a gráfica. O proprietário conversou com Jurandir por telefone e explicou que passa por problemas financeiras em função da pandemia, inclusive com serviços feitos e ainda não pagos. Todavia, se comprometeu em voltar a debater a questão na próxima semana com o sindicato, o qual entende a situação do empregador, mas alertou que o trabalhador não pode ficar no prejuízo. “Aguardamos uma resolução positiva conforme faz todo empregador responsável”, fala o sindicalista.

Pela denúncia, os gráficos foram liberados do serviço dia 23 de março e só em 17 de abril começou a vigorar o acordo de suspensão contratual de trabalho, encerrando na semana passada, neste período receberam um benefício (BEm) do governo com base no valor do Seguro-desemprego. Contudo, ainda não receberam da empresa pelos dias pendentes de março até 16 de abril. Também precisam receber as cestas básicas de março a maio, mesmo com o acordo em vigor a partir de 17 de abril. O acordo não isenta a empresa de sua obrigação de manter todos os benefícios convencionados ou por liberalidade patronal, como trata a MP.

O Sindigráficos também busca contar com um maior envolvimento dos trabalhadores do local, através da sindicalização, para desvendar outro possível problema contra eles. Os empregados dizem não ter recebido a cópia dos acordos que assinaram. Sem o documento, ficaram sem ter informações de quando voltar ao serviço. Também alegam que o patrão não informou através de grupo de WhatsApp criado para este fim. Apesar disso, denunciam que receberam advertências por voltarem após o prazo contido no acordo e que foram comunicados que terão os referidos dias descontados do salário de junho. Sindicalize-se. Juntos somos mais fortes!

IBGE MOSTRA PESQUISA ONDE PELA PRIMEIRA VEZ BRASIL TEM MAIS DA METADE DA POPULAÇÃO ATIVA AO TRABALHO SEM EMPREGO

“A pandemia fez com que a população ocupada (no mês passado) descesse a menos da metade [da população em idade de trabalhar, 169 milhões de pessoas]. É a primeira vez na história que isso acontece, em suas várias pesquisas, o IBGE nunca registrou uma ocupação abaixo de 50%”, disse o chefe da pesquisa do IBGE, Cimar Azeredo. No mesmo período, entre os 84,4 milhões de ocupados em maio, 18,9 milhões (22,39%) estão temporariamente afastados do trabalho. Destes, 15,7 milhões, ou 82,9% dos afastados, por causa das medidas de isolamento social e, o restante, a razões por férias, licença e doenças. LEIA MAIS 

FONTE: Com informações do VALOR INVESTE