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COLORFLEXO EM INDAIATUBA É UMA GRÁFICA E SALÁRIO DOS TRABALHADORES SERÃO AMPLIADOS COM BASE NA CONVENÇÃO

Os primeiros resultados positivos das blitz do Sindigraficos em empresas de Indaiatuba, ainda não enquadradas sindicalmente na indústria gráfica, começam a aparecer. Um exemplo vem da Colorflexo após a notificação do sindicato há algumas semanas. A empresa atua na área de rótulos e etiquetas adesivas – segmento ligado às atividades gráficas. O escritório contábil da gráfica confirmou os questionamentos do sindicato no último dia 30. Aguinaldo Farias, do escritório União, garantiu que fará os ajustes no enquadramento sindical da ColorFlexo. Com isso, o primeiro objetivo do Sindigráficos é conquistado. A empresa será oficialmente uma gráfica.

A segunda etapa já começa. O objetivo do enquadramento é para garantir os mesmos direitos coletivos e faixas salariais aos trabalhadores do setor com base na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. “Um dos benefícios para o gráfico com o enquadramento será a equiparação salarial do profissional”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos).

Na Colorflexo, por exemplo, havia denúncias de que a empresa só paga R$ 1,3 mil de salário. Mas, baseado na convenção, a menor remuneração é de R$ 1.674,20. Desse modo, se comprovadas as queixas, haverá uma equiparação salarial de quase R$ 400 para quem recebe o valor mínimo.  Aguinaldo Farias, da União, solicitou inclusive os dados sobre o reajuste salarial mais recente dos gráficos, de 2,6% desde 1º de setembro/2019.

O Sindicato aguarda da União uma confirmação de data de reunião para acertar os detalhamentos quanto ao cumprimento da convenção coletiva de trabalho da categoria. “Como dizíamos, a Coloflexo era uma gráfica. E agora precisamos ajustas as questões salariais e dos demais direitos da classe”, adianta Leandro. A Convenção garante inclusive cesta básica mensal, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) anual e muito mais. Ao todo, são 84 cláusulas sociais e econômicas em favor dos gráficos.

Uma das cláusulas é a campanha de sindicalização dentro da empresa. A associação dos trabalhadores ao sindicato é fundamental para manter a entidade ativa em defesa dos interessas dos profissionais da categoria, a exemplo da luta sindical para o enquadramento da Colorflexo de modo a buscar garantir melhores salários e direitos para os gráficos do local.

GRÁFICOS DA BARLETTA E DA ABR TERÃO TRÊS DIAS DE FOLGA REMUNERADAS DIANTE DA FORÇA DA CONVENÇÃO DA CLASSE

Embora amanhã seja feriado, os gráficos da Barletta e da ABR, do mesmo grupo econômico em Bragança Paulista, estão compensando a jornada semanal como se sábado não fosse feriado. O mesmo aconteceu durante a semana do feriado no sábado em sete de setembro. E vai se repetir na semana do feriado no sábado de finados em 2 de novembro. Quando isso acontece, a empresa tem de pagar pelo tempo respectivo da hora-extra do serviço adicional, ou conceder uma folga remunerada. A regra consta na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Assim, o Sindicato dos Trabalhadores (Sindigráficos) cobraram o cumprimento do dever patronal.  

“Notificamos a empresa no último dia 17 para responder se daria a folga aos trabalhadores, ou pagaria em hora-extra pela manutenção da jornada sem a redução do tempo durante os dias da semana que antecederam o feriado de sete de setembro. Aproveitamos e consultamos como seria nas semanas do feriado da Padroeira do Brasil (12 de outubro) e de Finados (2 de novembro), ambos feriados em dia de sábado”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região.

A Barletta e ABR, onde a maioria dos gráficos são de sindicalizados, logo respondeu a demanda. Três dias após a notificação, garantiu que folgas remuneradas serão garantidas por cada semana em que os trabalhadores mantiveram a jornada semanal normalmente, sem a redução do tempo. O grupo econômico decidiu que serão três folgas em dias seguidos. Pelo anunciado, o benefício será concedido no final do ano ou início de 2020.

Os trabalhadores terão três dias adicionais sobre as suas férias. As férias são coletivas no local. A empesa suspende as atividades e todos param. Desse modo, por força da Convenção Coletiva de Trabalho e da atuação sindical para que ela seja cumprida, os gráficos da Barletta e da ABR terão suas férias coletivas ampliadas em três dias. A empresa ainda informará se gozarão os dias adicionais no início ou no término das férias coletivas.

“Nosso trabalho sindical não se limita à importante luta pela conquista de uma convenção com direitos superiores à CLT, a exemplo da cesta básica mensal, PLR anual, faixas salariais e os índices de hora-extra e adicional noturno superiores à CLT, mas também na fiscalização cotidiana e firme para que as 84 cláusulas da convenção sejam cumpridas, como no caso do sábado feriado”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

GRÁFICOS DE JORNAIS DO INTERIOR E DA CAPITAL DEVEM TER REAJUSTE SALARIAL ESTE MÊS

Data-base dos trabalhadores é no mês de outubro. Negociação está bem avançada nas empresas do interior. E iniciará na capital próximo dia 16. Nesta semana, os gráficos dos jornais no interior do estado de São Paulo, a exemplo dos trabalhadores do jornal Cruzeiro do Sul, em Sorocaba, vão ter o reajuste salarial neste mês. Estão avançadas as tratativas entre a Federação dos Gráficos do Estado (Ftigesp), representando os sindicatos da classe (STIG) onde há jornais paulistas interioranos, e o sindicato patronal. O representante dos patrões já garantiu ao presidente da Ftigesp, Leonardo Del Roy, a recomposição salarial total e a manutenção de toda a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

Pelo apalavrado, o reajuste será do tamanho da inflação acumulada dos últimos 12 meses. Portanto, vai recuperar as perdas salariais de outubro de 2018 até o último mês de setembro. O número oficial da inflação de setembro foi apresentado pelo governo federal ontem: 2,92%. Ele deve ser contabilizado para o aumento dos salários e cláusulas econômicas da convenção, inclusive na Participação dos Lucros e Resultados (PLR).

Portanto, a inflação anual será aplicada sobre os atuais pisos normativos e funcionais. O piso normativo é garantido para o gráfico com menos de um ano no jornal. O valor atual é de R$ 1.267,85. A partir de 12 meses de empresa, passa a receber o piso funcional no valor de R$ 1.458,03. Ainda deverá ser aplicada a inflação anual sobre a PLR, que hoje é de R$ 840, dividida em duas parcelas de 420 (primeira em fevereiro e 2ª em agosto). A cesta básica também está garantida. O valor mensal é de R$ 175,39.

Não só os gráficos dos jornais do interior devem ter aumento em outubro. Os gráficos dos jornais e revistas da capital paulista também devem ter o reajuste do período. Ambos têm a data-base em 1º de outubro. A Ftigesp, junto com os STIG São Paulo e de Barueri/Osasco, terão a 1ª rodada de negociação com o sindicato patronal no próximo dia 16. Os trabalhadores reivindicam um reajuste a partir de 4%, ou maior se a inflação acumulada for maior. Ainda pleiteiam a renovação integral da respectiva convenção.

A negociação da Ftigesp e STIGs junto ao patronal dos jornais e revistas da capital representa as maiores empresas do segmento do Brasil, já que o resultado afeta diretamente os gráficos dos jornais Estadão e Folha de São Paulo, bem como os gráficos da Editora Abril, com diversas revistas.

FONTE: FTIGESP 

GRÁFICOS DA AMARAL EM BRAGANÇA, APÓS A AÇÃO SINDICAL, TERÃO DIA EXTRA DE FOLGA POR CONTA DO FERIADO NO SÁBADO

Sábado será feriado. Toda vez que isso ocorre, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos gráficos obriga o patrão a garantir uma folga remunerada para o trabalhador que continuar compensando horas durante a semana do sábado-feriado. Outra opção é o pagamento de hora-extra pelo tempo trabalhado adicionalmente. Na gráfica Amaral, por exemplo, o proprietário foi alertado pelo Sindicato da categoria (Sindigráficos) sobre a falha do escritório contábil da empresa em não o alertar para a regra da convenção durante a semana da Independência do Brasil, quando o feriado foi no sábado. A empresa, depois de ciente da falha, revolveu que dará uma folga remunerada até o final do ano.

“O dono da Amaral se comprometeu em nos apresentar uma proposta do dia da folga, que vamos consultar os trabalhadores na sequência”, conta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. A entidade aproveitou para falar com o patrão sobre os novos dois feriados que cairão em dias de sábado neste ano (12 de outubro – Dia da Padroeira do Brasil; e 2 de novembro – Dia de Finados).

Já está definido que por não ter largado os gráficos mais cedo na semana do dia 7 de Setembro, nem pago hora-extra pelo tempo adicional, o patrão dará um dia de folga remunerada até o final do ano. E, caso a empresa repita o procedimento durante esta semana da Padroeira do Brasil, e na semana de Finados, tendo sábado como feriado em ambas as situações, os trabalhadores ganharão mais dois dias de folga remunerada neste ano.

“A empresa ficou de nos apresentar sua proposta final que pode chegar até três folgas remuneradas em atendimento ao cumprimento da cláusula 51ª da nossa Convenção Coletiva de Trabalho”, diz Jurandir. Nela, a empresa só precisa informar uma das três opções para a garantia do direito dos gráficos : a) Reduzir a jornada diária de trabalho, subtraindo os minutos relativos a Compensação; ou (b) Pagar o excedente como horas extras, nos termos da convenção; ou ainda (c) incluir essas horas no sistema anual de compensação anual de dias pontes.