CENTRAIS REAGEM, MAS GOVERNO E CÂMARA TÊM PRESSA PARA VOTAR REFORMA DA PREVIDÊNCIA NO INÍCIO DE ABRIL

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 Enquanto as centrais sindicais e o Dieese reagem a reforma da Previdência Social durante um seminário nesta semana, o governo Temer e deputados têm pressa de aprová-la. O Planalto quer votar a reforma já no dia 6 de abril. As centrais sindicais condenam a proposta do governo de querer impor uma idade mínima de 65 anos para homens e mulher conseguirem se aposentar, dentre outras mazelas. As centrais defendem o direito dos trabalhadores já segurado ao INSS. Não se muda a regra do jogo em andamento. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e os deputados Arthur Maia (PPS-BA) e Carlos Marun (PMDB-MS), relator e presidente da comissão especial da reforma da Previdência (PEC 287/16), por sua vez, já acertaram o calendário de votação do texto da reforma da Previdência na Câmara Federal.

Nesta quinta-feira (9), vai ser instalada a comissão especial. A comissão terá até 40 sessões para analisar o texto, sendo que nas primeiras 10 podem ser apresentadas emendas à proposta e o relator, em seguida, poderá apresentar o seu parecer sobre a matéria. Na terça-feira (14), vai ser apresentado à comissão o plano de trabalho acertado entre os três. Pelo calendário, o governo não pretende perder muito tempo com longos debates em audiências públicas. Esse plano prevê que até 15 de março, será lido o parecer de Maia. No dia 21 de março, será votado o texto na comissão especial. Uma semana depois, 28 de março, será votado em primeiro turno no plenário da Câmara. Para aprová-la, o governo precisa reunir pelo menos 308 votos favoráveis. No dia 6 de abril, o texto será votado, em segundo e último turno pelo plenário da Casa. Depois, segue ao exame do Senado Federal.

 

FONTE: Com informações do JC E DIAP