CLICHERLUX, MAGNOS CORTE E IMAGEM COR SE MUDAM, MAS MANTÊM FALHAS. SINDICATO COBRA HOJE SOLUÇÃO

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Novo local, velho problema. Esta situação resume o que vem ocorrendo em três empresas do segmento gráfico do mesmo grupo econômico em Valinhos. A Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor mudaram de endereço. Todas funcionam agora no mesmo local, mas continuam sem pagar a cesta básica dos gráficos há três meses. Não pagaram a 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR), vencida desde 5 de abril. E não depositam o FGTS dos funcionários a mais de um ano. O Sindicato da categoria (Sindigráficos), por sua vez, não tolera o descumprimento das leis trabalhistas. Assim, como acabou de atuar em defesa dos gráficos demitidos deste grupo econômico, garantindo para eles as suas verbas rescisórias negadas e mais salário nominal extra e cestas básicas adicionais, atuará agora em prol dos 90 gráficos que estão na ativa. Tanto é que nesta quarta-feira (22) já se reúne com a empresa, após exigência dos sindicalistas, que têm se mantido em contato com os funcionários nesse tempo. Sindicalizem-se. E o resultado da reunião será levado pelo Sindicato aos gráficos na porta das empresas, a fim de, juntos, tomarem a decisão das ações a seguir.

2“A cesta básica e a PLR são direitos garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho da classe. Esperamos que logo mais as empresas mostrem uma solução efetiva diante dessas irregularidades. O FGTS, que é uma lei federal, também é uma obrigação do patrão”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Á depender do resultado da reunião, sobretudo, se não houver resposta para resolver as questões, os sindicalistas prometem que vão conversar com os funcionários das empresas no novo endereço. A Clicheria Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor se instalaram há cerca de 20 dias no bairro de Jardim Lorena, em Valinhos.

4“A participação do trabalhador é fundamental para coibir problemas”, coloca Valdir Ramos, diretor sindical. Ele lembra do ocorrido no ano passado quando os gráficos dessas empresas evitaram perder dinheiro. À época, recebiam vale-alimentação, mas como o valor estava defasado frente à inflação e o patrão não queria reajustar, decidiram exigir o direito em cesta básica, o que ocorreu, seguindo a orientação do Sindigráficos.

Embora hoje esteja pendente a entrega da cesta, as empresas continuam devendo as três cestas básicas e terão de pagar. Os gráficos não perdem nem mesmo com a alta inflação sobre os alimentos. O feijão, por exemplo, aumentou muito, mas, ainda assim, o patrão terá que dar o feijão e os demais itens, independente do respectivo aumento. Isso porque a quantia e qualidade dos itens da cesta estão na convenção da classe.

3O Sindigráficos aproveita para orientar os gráficos de outras empresas, onde o patrão paga vale-alimentação defasado e o valor não é reajustado, para exigirem  a cesta básica como fizeram aos gráficos da Clicherlux, Magnos Corte e Imagem Cor. “A cesta garante que o direito não fique defasado mesmo com a alta inflação, como acontece atualmente”, ratifica Jurandir Franco, diretor sindical.

Pela Convenção, o valor do Vale-Alimentação deve corresponder ao somatório do preço de todos os itens da cesta básica compradas nos supermercados do município ou região. O sindicato passou a fazer pesquisa permanente para informar aos trabalhadores o valor da cesta básica por cada região onde atua a entidade de classe. Confira AQUI a última pesquisa. Se o valor do vale alimentação for menor, denuncie AQUI! 

APOSEDefesa da Previdência/Aposentadoria 

Na última quinta-feira (15), o Sindigráficos participou do Ato em Defesa da Previdência Social, realizado pela Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região, contra o ataque que a autarquia federal vem sofrendo desde quando Temer assumiu a Presidência da República de forma interina, extinguindo o Ministério da Previdência e fundindo-o à Fazenda. O evento, que teve mais de 150 pessoas em frente ao INSS em Jundiaí, também chamou a atenção da sociedade para os ataques deste governo ao direito previdenciário, já que busca desvincular a aposentadoria do salário mínimo e aumentar a idade de aposentadoria para 65 anos.

A Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região classifica as ações do governo interino como ataques a direitos que tanto se lutou para conquistar no decorrer da história da classe trabalhadora. O Sindigráficos, a CUT e o Sindicato dos Bancários, que também participaram do ato, partilham da mesma posição. Na ocasião, foi entregue uma espécie de manifesto para o presidente da agência do INSS local, Leandro de Campos, que se encarregou de entregá-lo à Superintendência do autarquia no Estado. O documento pontua os ataques do governo Temer e repudia toda essa iniciativa do governo interino para provocar grande retrocesso no Brasil.