SINDICATO FAZ CLICHERLUX PAGAR A GRÁFICOS DEMITIDOS SALÁRIO EXTRA, CESTA BÁSICA E LIBERA FGTS E SEGURO

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Deixar de pagar todos os direitos dos trabalhadores no ato da rescisão, inclusive não recolher totalmente o FGTS, é ilegal e gera custos financeiros adicionais ao patrão. A empresa Clicherlux, em Valinhos, por exemplo, após não pagar as verbas rescisórias de 13 gráficos demitidos, no prazo adequado, teve de pagar um salário nominal extra para cada um dos empregados, como diz a lei (Art. 477 da CLT) e conforme a exigência do Sindicato da classe (Sindigráficos). A empresa ainda teve de pagar cestas básicas mensais no período em que atrasa o pagamento das verbas rescisórias. Até agora, cada trabalhador já recebeu quatro cestas básicas, mesmo depois de demitidos, enquanto toda a verba rescisória não fora quitada. Além disso, na última semana, a Justiça do Trabalho concedeu alvarás em favor dos gráficos, em atendimento a uma ação impetrada pelo Jurídico do Sindicato. A ação solicitou que os trabalhadores pudessem sacar o FGTS e dar entrada no Seguro-Desemprego. Os gráficos estavam impedidos de solicitar estes benefícios por falta da homologação da rescisão contratual  de trabalho, em virtude de a empresa não ter pago as respectivas verbas rescisórias.

clicherlux3 A Clicherlux e qualquer outra gráfica ou empresa que não pagar a verba rescisória quando demitir seu funcionário terá obrigatoriamente de pagar um salário a mais para ele. O salário deve ser igual ao recebido pelo trabalhador. Refere-se a multa por descumprir o Artigo 477 da CLT.

O sindicato ainda conquistou desde de fevereiro a distribuição de cestas básicas mensais para cada trabalhador. “A ação, que foi uma conquista para os trabalhadores, diminuindo o impacto da demissão na vida deles, é também um custo adicional para a empresa que serve como uma lição ao setor patronal, pois somente teve de pagar por sua falha no ato da rescisão, conforme a nossa reivindicação, evitando que os gráficos ficassem desamparados, sem dinheiro e/ou alimentos”, lembra da exigência o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues.

clicherlux2Noutra frente, o Jurídico do Sindicato, liderado pelo advogado Luisinho Laurindo, ainda protocolou uma ação judicial com pedido de liminar para garantir a liberação das guias do FGTS e do Seguro-Desemprego dos 13 trabalhadores demitidos. “Nossa expectativa era de 30 dias, mas o resultado da limitar e do alvará judicial saiu em uma semana depois do ingresso da ação na Justiça”, conta satisfeito Luisinho. Os trabalhadores  receberam os alvarás na quarta-feira (11) na sede do Sindigráficos. Com o documento em mãos, poderão sacar o FGTS e dar entrada no Seguro.

Apesar da permissão de receber tais direitos, além do salário adicional e das cestas básicas, mediante atuação sistemática do sindicato, o órgão de classe continuará acompanhando a Clicherlux para que ela conclua o pagamento das verbas rescisórias em breve, já confirmado pela gráfica que inclusive sente o peso do referido descumprimento da lei trabalhista. Dos 14 gráficos demitidos, apenas um não foi incluído nestes benefícios. Isto porque ele não procurou o sindicato como fizeram os outros. Porém, a entidade se coloca à disposição dele. Basta procurar os sindicalistas.

O sindicato aproveita ainda da frisar a importância dos trabalhadores se sindicalizarem para fortalecer política/economicamente a entidade para continuar atuando em defesa dos 6,5 mil gráficos de Jundiaí e Região.  A filiação é bem fácil e rápida. Pode ser feita AQUI no site do sindicato. Os trabalhadores também podem fazer denúncias pelo site. Clique AQUI