CNI e CUT em debate sobre a Terceirização no Espaço Público

espacoabertoEspaço Público da última terça-feira debateu a lei que regulamenta a terceirização no trabalho. CONFIRA AQUI

Espaço Público da última terça-feira (19) debateu a lei que regulamenta a terceirização no trabalho. Participam do programa o empresárioAlexandre Furlan, presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o advogadoJosé Eymard, assessor juridico na área de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

No último dia 22 de abril, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 230 votos a favor e 203 contra, uma emenda ao texto-base da proposta que tramita no Parlamento há 11 anos. A principal modificação permite a contratação de trabalhadores terceirizados em qualquer setor de uma empresa, incluindo a atividade-fim, como por exemplo, os professores de uma escola, ou mesmo os médicos de um hospital. Hoje, esse tipo de contrato é permitido para as chamadas atividades-meio como serviços de limpeza, informática e segurança. O texto seguirá para o Senado.

José Eymard, da Central Única dos Trabalhadores (CUT)O tema divide opiniões. Entidades representativas empresariais defendem o projeto. Alegam que formalizar a terceirização no trabalho pode melhorar a competitividade das empresas brasileiras e aumentar a fiscalização da segurança no trabalho. Já as representações sindicais, que são contra a proposta, dizem que a mudança pode ampliar a precarização do trabalho, incentivar o pagamento de baixos salários e ampliar consideravelmente o número de trabalhadores terceirizados no país. Levantamento da CUT, em parceira com oDieese, feito em 2013, estima que havia 12 milhões e 700 mil trabalhadores terceirizados no Brasil.

Espaço Público é apresentado pelos jornalistas Paulo Moreira Leite Florestan Fernandes Júnior.