COM MESES DE PANDEMIA E 1,1 MILHÃO DE DEMISSÕES PELA FALTA DE RECURSOS PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, DESGOVERNO DEVE ANUNCIAR LIBERAÇÃO DE MAIS DEMISSÕES E R$ 10 BILHÕES SÓ PARA GRANDES EMPRESAS

Com a liberação de apenas 5% do crédito emergencial previsto desde março para pequenas e médias empresas manterem empregos, o que já resultou na demissão de 1,1 milhão de trabalhadores de março a abril,  o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, órgão ligado ao ministro da Economia, Paulo Guedes – gestor que disse que o governo vai perder dinheiro se tentar salvar as pequenas e médias empresas, estas que concentram mais de 80% dos gráficos brasileiros -, disse, nesta segunda-feira (1°) em audiência pública virtual do Congresso Nacional, que deve haver mudanças no programa. As mudanças, por sua vez, anunciadas pelo líder do BC mostra o desprezo do governo Bolsonaro com a sobrevivência das pequenas e médias empresas e nenhum interesse pelo emprego dos trabalhadores.  Mesmo com a liberação de apenas R$ 1,9 bilhão dos R$ 40 bilhões previstos para as empresas com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões, dada as dificuldades criadas pelos bancos públicos para liberaram o crédito governamental para que os empresários pudessem pagar o salário dos empregadores, o BC disse agora que a mudança no programa deve ser a liberação de R$ 10 bilhões para as grandes empresas, estas que faturam por ano a partir de R$ 10 milhões. Também disse que vai permitir a liberação do crédito financeiro do governo para as empresas, mesmo que elas demitiram a metade dos seus empregados. A regra atual não permite nenhuma demissão. Se demitir, não pode pegar o crédito. Aliás, as pequenas e médias empresas já não estão conseguindo mesmo e as demissões dos trabalhadores crescendo. 
FONTE: Com informações da Folha