COM NOVA LEI TRABALHISTA DE TEMER, INICIA CONTAGEM REGRESSIVA DE 70 DIAS PARA GRÁFICOS PERDEREM TUDO

Nesta segunda-feira (20), a fim de evitar a consolidação do golpe dado pelo governo Temer e seus aliados através da nova lei trabalhista onde definiu só mais 70 dias para os gráficos perderem seus direitos coletivos se não partirem para cima dos patrões e os garantirem neste período de campanha salarial, o Sindicato da classe (Sindigráficos) foi no sindicato patronal e oficializou a reivindicação da categoria definida na assembleia no último dia 6. Para impedir o mal, que pode fazer com que os gráficos passem a ganhar até salário mínimo (R$ 969) e não mais o piso salarial (R$ 1.566,40), além da perda do adicional noturno e hora-extra maiores que a CLT, dentre outros prejuízos como o fim da cesta básica e PLR, o Sindigráficos exigiu ainda dos representantes do patronal a garantia de todos os direitos e salários enquanto durar a atual negociação salarial.

Apesar de receberem a reivindicação dos trabalhadores entregue pelo Sindigráficos, o sindicato patronal não se comprometeu se manterá tais exigências depois do dia 31 de outubro, última data de validade da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos gráficos. É só por conta da CCT que o salário do gráfico é maior que o salário mínimo e que tem um conjunto de direitos superiores à CLT. Logo, só faltam 70 dias para que cada um dos empregados da classe perca tudo se não entrar de cabeça na campanha salarial deste ano, eis a razão dela começar mais cedo.  O patronal também não quis pressa para garantir a data-base da classe, que é 1º de novembro, ora reivindicada pelo sindicato no dia de ontem.

“Todavia, o Sindigráficos alerta os trabalhadores que essa campanha é diferente de todas as anteriores, havendo agora o risco de tudo ou nada se a campanha salarial não terminar antes do dia 1º de novembro, ou se o patronal não se comprometer em garantir os direitos enquanto durar a negociação, mesmo que depois da respectiva data-base”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Desse forma, só a unidade e a luta da classe poderá evitar os prejuízos postos pela nova lei de Temer.  Ele alerta que não adianta depois só perguntar quanto foi o aumento ou porque perdeu direitos. O tamanho da luta é quem vai definir tais coisas.

Assim, além de exigir garantias básicas ao patronal, o Sindicato também protocolou os demais pontos da pauta de reivindicação da categoria, a exemplo do reajuste salarial de 3% acima da inflação anual e o mesmo percentual para a PLR e demais cláusulas econômicas da CCT, como também a renovação de todas as 87 cláusulas contidas na convenção. E, a fim de evitar prejuízos sobre direitos com contratos precários postos na nova lei, como terceirização irrestrita, temporário e intermitente, foi protocolado também a inclusão de novas cláusulas para limitá-los, bem como para banir bancos de horas individuais e fracionamento das férias.

Leandro lembra ainda que como a campanha salarial é unificada entre os 17 dos 19 sindicatos dos gráficos paulistas, somente a correção de força dos trabalhadores de todas essas regiões que poderá produzir um cenário favorável para a garantia dos direitos os e salários e não perdas. A Federação Estadual dos Gráficos, entidade que coordena a campanha unificada, sistematiza as pautas de todas regiões e enviará ao patronal.