COM NOVA LEI TRABALHISTA, VOLTAM DENÚNCIAS DO CRIME DE ASSÉDIO MORAL CONTRA GRÁFICOS. AGORA FOI NA HORIZONTE

Além da perda dos empregos, contratos precários, rebaixamento salarial e redução de direitos, a nova lei trabalhista de Temer, aprovada inclusive pelo deputado presidenciável Bolsonaro, tem favorecido o crescimento do enfraquecimento das condições laborais. Uma das constatações é a volta das queixas dos gráficos ao Sindicato da classe (Sindigráficos) referentes à prática do assédio moral pelas chefias e donos das empresas. Poucos dias após as denúncias de gráficos da D’arthy em Cajamar, já resolvido depois da intervenção sindical, agora chegam várias notícias de gritaria e ofensas dentro da produção da Horizonte em Jundiaí – situação resolvida antes em 2016. O Sindicato voltará a alertar a empresa que esta prática, se constatada mediante provas dos gráficos, é crime e buscará a Justiça.

“As denúncias de gráficos da Horizonte sobre assédio moral voltaram com força”, conta Jurandir Franco, diretor sindical que acompanha o caso. Ele fala que, segundo queixas, o assediar é a mesma pessoa de dois anos. O mesmo modus operandi do crime tem sido denunciado: gritos e ofensas dentro da produção onde muitos funcionários constatam a humilhação. O dirigente fala inclusive que esta mesma situação foi tratada outra vez com a gráfica em 2016, durante uma reunião no Ministério do Trabalho (MTB). Na ocasião, embora a empresa não admitiu tal crime, as reclamações dos trabalhadores sobre o assédio deixaram de acontecer até há poucos dias.

Mas, com o agravamento da crise econômica com efeitos negativos sobre o emprego, amplificados inclusive por conta da lei da reforma trabalhista, a precarização do trabalho cresce e voltam a surgir as queixas de assédio. “Nada justifica este tipo de comportamento ilegal contra os trabalhadores. Nada mesmo. Tal pratica insalubre continua inclusive sendo considerada crime pela Justiça, levando a empresa condenada a pagar danos morais”, lembra Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, já ciente do caso.

O dirigente orienta os trabalhadores da Horizonte ou de qualquer gráfica a não se intimidarem frente o assédio: Não abaixem a cabeça; denunciem mesmo ao Sindigráficos; o sigilo é garantido e acionaremos a Justiça. Para que a queixa do crime possa ser reconhecida pelo Poder Judiciário, é preciso que o gráfico recolha a maior quantidade de provas do então comportamento agressivo do assediador contra os trabalhadores. “Reúna as provas (filmem e garantam testemunhas dos assédios) e tragam para nós”, diz Leandro. Independe disto, o dirigente marcará uma reunião com a Horizonte para tratar do assunto a fim de que tudo seja resolvido. Uma boa forma de se proteger de assédios é se sindicalizando. Sindicalize-se!