COM CALOTE DE CLIENTE, METROPRINT REDUZ PRODUÇÃO E DEMITE GRANDE PARTE DE GRÁFICOS NÃO SINDICALIZADOS

Na última semana, após denúncias de demissões na gráfica Metroprint e sem homologação sindical da rescisão e pagamento de verbas rescisórias dos gráficos, a empresa se reuniu com o Sindigráficos, na sede do órgão em Cajamar. A entidade defendeu os seus trabalhadores sindicalizados, que é a maioria na gráfica. Na ocasião, verificou que 75% dos demitidos eram de não sócios. Apesar da desproteção sindical destes por decisões próprias quando estavam empregados, não se filiando, o sindicato acabou ajudando a todos, visto que estava intervendo em defesa de dois gráficos sócios na lista dos demitidos. O sindicato garantiu o começo da quitação das verbas rescisórias, inclusive com um salário adicional para todos eles.

O Sindicato também questionou a empresa pelas demissões. Foi quando ficou sabendo que a Metroprint teve alta queda produtiva em função de um calote de mais de meio milhão de reais do seu então principal cliente. Além do prejuízo imediato com o calote, também perdeu serviços futuros do referido cliente mal pagador. Com a queda na produção, decidiu dar aviso-prévio e desligar 36% do quadro de funcionários, onde 75% destes eram de não sindicalizados. E nenhum deles havia recebido seus direitos.

O calote mudou a realidade da empresa. Mas, apesar do calote de R$ 600 mil, comprometeu-se a garantir e respeitar a legislação trabalhista e a representação sindical dos gráficos. A Metroprint tem sido cumpridora dos direitos dos empregados. Manterá até a homologação da rescisão contratual no sindicato para verificação da quitação de tudo. A empresa aproveitou para informar que, apesar do grande calote, continua pagando os salários em dia, assim como o FGTS e cesta básica dos trabalhadores.

Assim, como atrasou o começo do pagamento das verbas rescisórias dos demitidos, o Sindigráficos lembrou que todos eles devem ganhar salário nominal adicional, como definido pela legislação trabalhista e legitimado pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria gráfica. “A Metroprint garantiu o salário extra no conjunto dos direitos que começam a ser pagos nesta semana”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Com as demissões, sendo grande parte de não sócios, a quantidade dos gráficos sindicalizados ficou mais majoritário na Metroprint. Só menos de um terno ainda não se associaram. O sindicalizado está mais protegido e conta com plena assistência da entidade, inclusive jurídica e sem custos.   Assim, o Sindicato convida os gráficos ainda não sócios a se sindicalizem.