COM PRESSÃO DO POVO NAS RUAS E NAS REDES SOCIAIS, TEMER RECUA DA REFORMA TRABALHISTA PARA ESTE ANO

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Temer anunciou que a reforma trabalhista ficará para 2017.  A nova estratégia foi definida em reunião de sua equipe nesta terça-­feira (13), quando ele resolveu deixar para o próximo ano a apresentação de seu projeto de reforma das leis trabalhistas. O governo decidiu concentrar esforços para a aprovação da proposta de teto dos gastos públicos e da reforma da Previdência, esta última, porém, não será mais enviada ao Congresso ainda este mês, como anunciara antes o governo. O  ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem que a prioridade do governo agora é a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que limita os gastos públicos, e que não tem mais data definida para o envio da proposta de reforma da Previdência ao Congresso. Segundo um assessor do governo, Temer não pode comprar várias brigas ao mesmo tempo, o que pode acabar inviabilizando a aprovação das duas reformas. Todavia, uma coisa fica evidente. A reação do presidente, que a poucas semanas falava que não temia tomar medidas impopulares, demonstra atualmente a preocupação do seu governo com o possível crescimento dos protestos contra ele no momento em que as reformas da Previdência e trabalhista forem enviadas ao Congresso. Ademais, diante da forte reação da população às suas reformas impopulares também no campo da comunicação, o presidente Temer, após observar que as informações correm em velocidade maior hoje em dia por causa das redes sociais, afirmou: “É preciso combatê-­los e eu vou combatê­-los. Não vamos permitir que se faça isso”. Temer ainda perguntou aos jornalistas se, por acaso, o seu governo é o mal do país?”Só faltou o presidente perguntar se tais reformas serão o mal para a classe trabalhadora e para os aposentados. Afinal, o que vocês achas, trabalhadores gráficos e demais trabalhadores? O que vocês acham, aposentados?

FONTE: Com informações do DP e JC