COM PRESSÃO, EMEPÊ ACEITA ERRO NO PPR 2015, MUDARÁ META EM 2017 E EM 2016 PAGARÁ 50% MAIS QUE PLR DA CCT

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A gráfica Emepê, em Vinhedo com 260 trabalhadores, reconheceu seus  equívocos no Programa de Participação nos Resultados (PPR) 2015, depois da grande insatisfação dos seus funcionários com o valor pago e frente à pressão do Sindicato da classe (Sindigráficos) diante da falta de transparência dos processos e sobretudo das metas inatingíveis, o que resultou no pagamento do menor valor deste PPR. A fim de estabelecer metas factíveis, possíveis de serem alcançadas, a empresa aceitou fazer estudos de um novo plano para 2017. Porém, para evitar que os trabalhadores recebessem em 2016 apenas o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o Sindicato alegou que é injusto com os gráficos, pois, desde 2015, vêm trabalhando focado no cumprimento de metas inalcançáveis. Sendo justo, portanto, receberem um valor maior mesmo sem o novo PPR para 2016. Ficou então acordado que o valor será de 49,66% superior à PLR. Diante de outros questionamentos do Sindigráficos  sobre os recorrentes problemas relativos à jornada de trabalho excessivo, a Emepê também anunciou a contratação de 47 novos gráficos, onde a maioria foi inserida recentemente ao quadro de profissionais, restando aberta ainda seis vagas para ajudante no setor de Colagem e uma para Analista de Custo.

emepe2O valor corresponde a participação nos resultados em 2016 será de R$ 1.332, sendo pago em duas parcelas iguais de R$ 666. A primeira em 5 de agosto e a outro em 5 de fevereiro do próximo ano. Se não houvesse a intervenção sindical, o valor pago seria só a da PLR, que é de R$ 890.

emepe3“Apesar de não ser ótimo, o acréscimo de quase 50% do valor da PLR ameniza o prejuízo dos trabalhadores diante das metas irreais do PPR 2015”, avalia Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O correto mesmo era que todos pudessem receber até um salário nominal extra como estabelecia o tal PPR se as referidas metas fossem alcançadas.  O Sindigráficos aguarda que a empresa faça os estudos e mudanças de fato nas metas do Programa de Participação nos Resultados para 2017.

emepe4O problema da jornada de trabalho excessiva e assédio moral de chefia com ameaça de demissão a gráficos que não realizassem hora-extra ainda foram abordados na reunião dos sindicalistas com a gerente de RH da empresa, Edneia Guizi, no último dia 17. Quanto ao assédio, a queixa também costa na caixa de sugestão da empresa. A gestora garantiu que o assunto vai até a direção e retornará o resultado à entidade de classe. Sobre a jornada excessiva, ela garantiu que isso deixará de existir com as 40 contratações de novos funcionários e com a respectiva conclusão do treinamento deles, deixando assim de onerar os demais gráficos.

emepe5Mas dois outros problemas antigos foram abordados na ocasião: o calor excessivo dentro da Emepê e a mudança do convênio de saúde para um com uma menor cobertura na região.

emepe6A gráfica reconheceu que as medidas adotadas para reduzir o calor não surtiram efeitos e tomará novas ações quando o período do verão recomeçar. “E o calor tende a ficar maior com mais empregados no local e ainda a aquisição de novas máquinas, restando a Emepê cuidar também do conforto e da qualidade nas condições laborais”, lembra Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos.

Em relação a troca do convênio médico pelo anterior, a gráfica disse que não pode fazer nada até o término do contrato com o atual convênio, mas que voltará a estudar o caso quando isso acontecer em dezembro.