COM R$ 2,7 MIL EM MULTA POR ATRASO, DATA DE PAGAMENTO SALARIAL É CORRIGIDO NO J. BRAGANÇA

A atuação sindical junto ao Jornal de Bragança, derivada das denúncias dos gráficos da empresa e com o respaldo legal da Convenção Coletiva de Trabalho da classe, garantiu que, a partir deste mês, os profissionais passassem a receber os seus salários no dia 5 e não mais no 5º dia útil, invertendo antiga falha praticada no local. A adequação foi tratada pelo Sindicato da categoria da região (Sindigráficos) com o setor contábil da empresa há poucos dias. Na ocasião, reconheceu o seu erro e garantiu a referida correção. E ainda observou a obrigatoriedade do pagamento de multas diárias para cada dia que o jornal deixou de pagar nos últimos cinco anos o salário dos profissionais nos dias 5, como diz a convenção. O sindicato fez o levantamento da dívida do jornal e o valor acumulado com estas multas diárias já gira em torno de R$ 2.760 por funcionários. Mas, tal multa e outros 87 direitos convencionados da categoria podem deixar de existir  para gráficos terceirizados, como foi sancionado por Temer em nova lei há poucas semanas. A subcontratação era proibida até então, mas tal presidente sem o voto direito do povo permitiu e ameaça estes direitos. O risco é real porque nesta lei aprovada não é descrito  direitos da convenção para os trabalhadores que forem subcontratados. Contra isso, o Sindigráficos convoca a classe para greve geral no dia 28.

O gráfico se for terceirizado perde até a cesta básica mensal – benefício que também está na convenção e tem um valor mínimo predeterminado. A regularização do valor da cesta para os gráficos do jornal Bragança foi inclusive tema da reunião com a empresa. O valor subiu para R$ 166 desde outubro/2016, mas o jornal, por sua vez, continuava pagando R$ 140. Foi quando anunciou o pagamento da diferença de toda defasagem dos últimos meses e a atualização para o valor adequado a partir deste mês. “Comprometeu-se ainda em enviar os recibos comprobatórios do pagamento” informa Valdir Ramos, diretor sindical que atua neste caso.

Apoiada também pela convenção, o sindicato cobrou do jornal em favor de cada gráfico do local o pagamento médio de R$ 2.760 referente ao valor acumulado com multas diárias pelo atraso salarial nos últimos 60 meses. A estimativa foi apresentada ao representante da empresa por Ramos e pelo advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. O jornal reconheceu a sua responsabilidade e ficou de conferir tais valores para apresentar a sua contraproposta, da qual será deliberada pelos gráficos durante assembleia que será realizada na cidade de Bragança Paulista.

“Enquanto a maligna lei da terceirização total não avançar nas empresas do setor, poderemos defender todos os direitos convencionados da classe para todos os gráficos ainda não subcontratados, inclusive a respectiva multa diária”, realça o presidente do Sindigráficos, Leonardo Rodrigues. Tal lei da terceirização, infelizmente, permite até contratação temporária por nove meses. “Nela, os gráficos não recebem nem o aviso-prévio e o multa de 40% do FGTS”, alertou Laurindo. Diante deste contexto, é preciso que toda categoria adira a convocatória para participar da greve geral no dia 28/04, a fim de pressionar Temer para evitar estes e outros ataques. Vamos juntos rumo à greve geral contra a terceirização total do trabalho e contra as suas reformas da Previdência e das leis trabalhista.