CONFEDERAÇÃO DOS GRÁFICOS DO PAIS DEFENDE DIREITO DEMOCRÁTICO DO POVO ESCOLHER SEU PRESIDENTE

Embora não haja definição fechada da Confederação dos Trabalhadores Gráficos do Brasil (Conatig) sobre a escolha do candidato à presidência da República nas eleições 2018, apesar do repúdio coletivo da direção a todos partidos e políticos que apoiaram Temer e a reforma trabalhista, a entidade nacional da classe se coloca na defesa do direito democrática do ex-presidente Lula de concorrer outra vez  ao cargo máximo do país. Sem juízo de valor, mas disposta a defender a democracia nacional, a qual tem sido atacada nos três últimos anos, a Conatig espera que hoje o TRF4 se atente só aos fatos no julgamento de Lula do caso Triplex, cujo a própria justiça reconheceu que o edifício pertence a OAS e não a Lula.

Desse forma, a fim de que o Poder Judiciário não cometa contradições de modo a atentar contra a democracia, uma vez que se condenado, o ex-presidente Lula não poderá mais concorrer às eleições presidenciais, cerceando a opção soberana do povo de escolher seus representantes políticos, a Conatig espera que tal situação de grave violação não se dê. “Do contrário, a condenação pode caracterizar uma escolha prévia por parte do judiciário no sentido de decidir no lugar do povo em quem ele não pode votar – situação peculiar aos regimes de estados de exceção”, ressalta Leandro Rodrigues, secretário de Comunicação da Conatig.

O próprio estado democrático de direito garante que não é o Poder Judiciário, ou qualquer outro, que escolhem o novo presidente do Brasil, mas só a população de forma soberana pode escolher o representante. Logo, não se furtando do seu papel legal e constituído de então legítimo representante dos 200 mil gráficos do país, a Conatig defende o direito da candidatura à presidência do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

A Conatig aproveita para lembrar que da última vez que o judiciário teve que interferir na situação política, ou seja, no caso do impeachment da presidente Dilma Rousseff, legitimando tal situação controversa, o povo brasileiro, que majoritariamente votou em Dilma e até quem não votou, tem assistido um retrocesso significativo em todos os sentidos contra a soberania nacional e a sociedade, inclusive plena crise ética e moral. O prejuízo é geral contra trabalhadores, aposentados e os empobrecidos.

A Conatig inclusive adianta que fará uma grande campanha em todo o país, através dos sindicatos e federações afiliadas nos estados, contra a reeleição de todos candidatos a deputado e a senador que aprovaram a reforma trabalhista contra um conjunto de direitos trabalhistas. A ação focará também contra todos esses políticos que congelaram por 20 anos as políticas públicas e que apostarem em fazer a reforma previdenciária.