CUNHA FACCHINI ANUNCIA AO SINDIGRÁFICOS MEDIDAS PARA REDUZIR O CALOR NA PRODUÇÃO DA EMPRESA

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As altas temperaturas na Cunha Facchini, gráfica em Itupeva/SP, estão com os dias contados. Este foi o anúncio da empresa ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Gráfica de Jundiaí e Região (Sindigráficos), que cobram ações efetivas para baixar o calor dentro da produção. Mais 10 exaustores eólicos – equipamentos para diminuir o calor – e um novo bebedouro industrial, com capacidade de 100 litros de água gelada por dia, estão na lista das iniciativas para dar qualidade aos trabalhadores. As ações foram anunciadas ao sindicato há duas semana, em resposta diante da pressão e monitoramento da entidade de classe, com o apoio dos funcionários. Sindicalize-se e garanta também a sua maior proteção.

CUNHA00A mudança climática já é uma realidade no Brasil e no mundo. O último ano foi considerado o mais quente desde o século XIX. E todo esse calor tem sido sentido dentro das gráficas. Por esta razão o sindicato tem feito um maior monitoramento para proteger a saúde dos empregados contra as altas temperaturas nas produções, a exemplo da Cunha Facchini.

“A empresa já possui 70 eólicos, mas já não eram mais suficiente diante de tanto calor”, informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Foi então que a empresa garantiu que instalará mais 10 equipamentos. Os representantes da gráfica justificam que a temperatura elevada está ligada às três maquinas coladeiras, que operam a 160°C. Participou da reunião os gerentes de Produção e de Recurso Humanos, Luiz Gonzaga e Marina Taeko respectivamente. Também já foi instalada um novo bebedouro industrial. Agora já são cinco na empresa.

CUNHA1A Cunha Facchini também garante que instalará mais equipamentos em caso das medidas anunciadas não serem suficientes. Vamos continuar acompanhando o caso, ouvindo os gráficos sobre se atendem de fato, mas reconhecemos que a empresa demonstrou boa fé na resposta.  Todavia, vale lembrar que nem sempre foi assim. Muita coisa já ocorreu no passado. Houve até greve por falta de bebedouros e calor em 2013.

CUNHA2Dez anos antes, com a chegada de Rodrigues e de outros dirigentes no Sindigráficos, as coisas eram bem diferentes. “Tínhamos irregularidades até com a falta de registro na carteira de trabalho (CTPS), pagamento de salário e/ou parte dele feito por fora, não havia Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, entre outros. “Hoje, junto com os trabalhadores gráficos da Cunha Facchini, a maioria sindicalizados, avançamos muito”, pontua Jurandir Franco, diretor do sindicato. O dirigente aproveita para lembra a todos que a luta deve continuar, como se organizar para brigar pelo fornecimento da refeição, por exemplo. Filie-se e vamos a Luta.