DEMITIDO COM FGTS ZERADO E SEM PLR, GRÁFICO DESCOBRE PREJUÍZOS QUE CRIOU PARA SI AO SE AFASTAR DO SINDICATO

Desolado pela demissão da gráfica em que atuava e sem o recebimento do seu FGTS e PLR, mesmo após confessar que seguia sua empresa e rejeitava o sindicato da sua classe, um trabalhador sente agora na pele o prejuízo sobre si devido sua escolha pelo isolamento à sua categoria. Na dor e sozinho, descobriu inclusive que Bolsonaro fechou o Ministério do Trabalho (MTb), órgão que não pode mais fazer nada por ele. Apesar disso, foi até o órgão em Atibaia. Lá foi orientado a ir no sindicato. E não foi o único. Ele e mais dois gráficos da OS1 foram demitidos há um mês sem tais direitos, situação similar de outros gráficos desligados este ano.   Mesmo diante do cenário, antes dessas novas demissões com falhas no direito, todos os profissionais da empresa foram alertados pelo Sindicato para a necessidade de se unificarem à entidade porque a empresa havia deixado de recolher o FGTS deles, alguns até sem nada na conta, como alguns dos demitidos agora. Apesar do convite, continuam optando pelo isolamento e todos passam pelo risco do sofrimento da demissão e sem direitos. Mais uma vez o Sindigráficos avisa que é preciso sindicalizarem e fortalecerem a solução dos seus direitos enquanto estão empregados.

Há poucos meses, o Sindicato alertou os agora demitidos sem o FGTS e a PLR, bem como a todos os demais gráficos, da necessidade deles se sindicalizarem para fortalecerem a entidade para corrigir o problema no FGTS. Na ocasião, já havia gráficos demitidos sem o FGTS. “Ninguém até hoje se associou. Esperamos que mais gráficos não sintam na pele a mesma dor dos que sozinhos após perderem os empregos descobrem sobre a importância do sindicato para defenderem também o seu direito. Sem o MTb, agora só resta o sindicato para defendê-los. Sindicalizem-se!”, alerta mais uma vez o presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues.

Bolsonaro acabou com o MTb. Foi sua primeira medida como presidente do País, eleito por milhões de trabalhadores, inclusive gráficos. A classe na OS1 descobriu como essa ação foi ruim quando foi até o MTb diante da demissão sem FGTS/PLR. Foi lá que ouviu que o órgão nada poderia fazer e que fosse a seu sindicato, única entidade mantida pelos próprios gráficos. Mas este trabalhador e todos da OS1 ainda têm optado por não se juntarem ao sindicato. A entidade espera que, agora, os profissionais percebam que o emprego é indispensável, mas ter os direitos garantidos também é. E isso é possível quando o sindicato tem o gráfico junto dele. Depende de você. Sindicalize-se!”, fala Jurandir Franco, diretor sindical.

O Sindicato tem até assessoria jurídica para defender seus associados quando a empresa descumpre a lei. Não paga nada pela defesa judicial. Luís Carlos Laurindo, advogado da entidade, explica que, por exemplo, no caso dos gráficos demitidos agora sem o FGTS e nem 40% da multa, e se a empresa não venha a resolver a falha amigavelmente, a nova lei trabalhista a obriga a pagar estes e todos os demais direitos rescisórios em até 10 dias após a demissão; e como não pagou, acrescenta-se uma multa no valor de mais um salário normativo do gráfico e mais uma outra multa no valor da metade dessas verbas incontroversas não pagas.