DENÚNCIAS DE ASSÉDIO MORAL NA GRÁFICA HORIZONTE E ATRASOS NA CESTA BÁSICA E NOS DEPÓSITOS DO FGTS

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Inúmeras reclamações de empregados da gráfica Horizonte, em Jundiaí, de sofrerem xingamentos verbais e pressão para produzir chegaram ao Sindicato da categoria (Sindigraficos) nas últimas semanas. Denúncias da prática de assédio moral não pararam de chegar por e-mail, telefone e até presencialmente. As queixas também revelaram outro problema que a empresa se comprometeu em resolver perante o próprio Ministério do Trabalho no ano passado. Ela voltou a distribuir a cesta básica com vários dias depois do prazo final. É comum atrasar absurdamente até 10 dias. E ainda deixou de recolher o FGTS dos gráficos a mais de um ano, mas a lei obriga o deposito mensal de 8% sobre o salário do funcionário. O Sindicato acionará outra vez o Ministério do Trabalho e possivelmente entrará com uma ação coletiva na Justiça contra a sonegação fundiária.

h22“Não é com assédio moral que uma empresa resolverá seu problema de faturamento”, adverte Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O assédio é crime. Já o crescimento da produção e do faturamento precisa de um investimento na sua gestão e qualificação do setor comercial em busca de clientes e otimização dos custos e ampliação da produtividade. Porém, infelizmente, o sindicalista conta que muitas gráficas ao invés de melhorar a sua gestão ainda insistem em meios criminosos através de xingamentos e outras formas de assédio moral contra os trabalhadores.

h2As queixas de assédio na Horizonte serão levadas para o Ministério do Trabalho, bem como o atraso da entrega da cesta básica e o pagamento do FGTS. “Reabriremos a discussão de 2015, já que a empresa opta em voltar a cometer irregularidades”, diz Jurandir Franco, diretor sindical. O atraso da cesta e do salário foram tratados e resolvidos naquela época, sendo que desde o início deste ano, a cesta voltou a atrasar outra vez. A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria estabelece a distribuição mensal da cesta básica com uma qualidade e quantidade predefinidas.

O Departamento Jurídico do Sindicato ainda está disposto a entrar com uma ação coletiva de cumprimento da lei fundiária que trata do FGTS.  “Basta que os trabalhadores estejam dispostos a enviar a documentação pertinente para que o processo seja acionado na Justiça do Trabalho”, conta o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. A iniciativa tem o objetivo de evitar com que os empregados percam o FGTS atrasado.