APÓS A GRÁFICA FASSAQUI, DENÚNCIAS PODEM GARANTIR AGORA CESTA BÁSICA E PLR DE GRÁFICOS DA S TEREZINHA

A exemplo dos gráficos da empresa Fassaqui que criaram coragem e denunciaram  ao Sindicato da classe (Sindigráficos) o descumprimento  de direitos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, em especial a cesta básica e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os funcionários da gráfica Sta. Terezinha, em Itatiba, fizeram o mesmo. Agora, a empresa foi acionada por sindicalistas a prestar esclarecimento e devida correção destes direitos convencionados, que podem acabar se a reforma trabalhista do governo Temer for aprovada pelo Senado. A reforma trás prejuízo porque permite o empregado se tornar terceirizado, temporário ou outras modalidades de contrato de trabalho, como parcial e intermitente. Em nenhuma, o gráfico terá direito à cesta básica, PLR e etc. Além disso, se o trabalhador ficar com seu contrato atual, a reforma permite ainda que o patrão possa reduzir vários direitos da CCT e CLT. Os senadores já começaram a analisar a reforma nesta quarta-feira (10).

“Apesar da Santa Terezinha existir há tampo tempo, os gráficos nunca receberam cesta básica mensal, como determina a nossa CCT, e ainda assim não denunciaram o problema antes”, fala Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. O dirigente foi inclusive, na última semana, notificar a empresa para ir no Sindicato e dar as suas explicações e resoluções. Se ela não comparecer, o caso será levado ao Ministério do Trabalho. Os direitos da CCT, hoje são quase 90, têm força de lei e não podem ser descumpridos, a exemplo de qualquer outro direito trabalhista existente.

A empresa também terá de resolver outro descumprimento de direitos da CCT. Os gráficos denunciaram ao sindicato que a PLR não têm sido paga faz tempo. “Como não souberam precisar o período, solicitaremos a verificação dos últimos cinco anos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente alerta a categoria que estes mesmos casos não poderão ser resolvidos no futuro se a reforma trabalhista passar, visto que ela exclui os direitos contidos na Convenção Coletiva.

É por isto que o Sindicato atuou firme na greve geral e estará na marcha a Brasília no dia 24, quando pode ocorrer a votação da reforma do Temer, neste caso a reforma previdenciária, que limita a aposentadoria. É importante que o trabalhador se organize no ambiente profissional e se aproxime do Sindigráficos para buscar garantir os seus direitos. Esta ação evita com que sejam sonegados direitos da CCT e ainda da CLT. Lute ainda para evitar o avanço da reforma trabalhista e previdenciária. Proteja-se e sindicalize-se, fortalecendo você e o sindicato da categoria.