DEPOIS DE ABANDONAR GRÁFICOS, JORNAL DIÁRIO-FONTANA BUSCA DIFICULTAR AÇÕES JUDICIAIS COM DESCULPAS VAZIAS

Apesar do abandono a seus trabalhadores gráficos após o fechamento judicial do jornal Diário/SP-Editora Fontana em Jarinu devido a falência de outra empresa do Grupo Minuano há meses, tais empresas insistem em maltratar os ex-empregados. Se não fosse uma ação judicial movida pelo Sindicato da classe (Sindigráficos), garantindo a rescisão indireta daqueles que procuraram a entidade, sequer eles havia sido desligados oficialmente e recebido o Seguro-Desemprego e FGTS, como definiu a Justiça. Agora, após a extensão da falência a todas empresas, também por determinação judicial, o responsável administrativo da massa falida tem dificultado os antigos processos judiciais do sindicato para garantir  todas verbas rescisórias dos gráficos, ainda não pagas, inclusive multas.

Apesar dos gráficos terem sido demitidos com aval judicial, não estando mais vinculados às empresas e nem subjugados às precárias condições da falência, o síndico da massa falida tenta ludibriar o Poder Judiciário. Nas últimas semanas, começaram as audiências judiciais no tocante ao pagamento das pendentes verbas rescisórias dos gráficos do Diário-SP e Editora Fontana. Porém, em todas ocasiões, o administrado da massa tenta de todo jeito retirar dos processos a multa das verbas rescisórias.

Ele tem alegado que como a empresa faliu, os trabalhadores não teriam mais o direito às multas. “Entretanto, tal argumentação não tem validade legal, já que os funcionários saíram oficialmente pela rescisão indireta via Justiça e antes da falência. Tal rescisão ocorre quando o empregado  demite o patrão devido a falta do cumprimento de deveres da empresa”, diz Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindicato dos Gráficos da região.

Com isso, além da verificação atual da estratégia de atrasar o processo através de uma argumentação sem consistência, fica exposta também  outra estratégia anterior da empresa onde tentou, sem sucesso, deixar os gráficos abandonados sem a demissão oficial para agora tenta negar alguns dos direitos pertinentes. Porem, graças a atuação do sindicato que recorreu à época na Justiça, esse mal não deve ocorre por conta da  rescisão indireta. “Ainda assim, a empresa tenta prejudicar os seus ex trabalhadores”, critica Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que atua no caso desde o início. A entidade inclusive já enviou para a Justiça as sentenças judiciais onde mostra o desligamento oficial dos empregados.

“Já não bastasse todo o mal praticado contra os seus trabalhadores que ao longo de anos deram lucro ao Diário-Fontana, a empresa continua buscando dificultar a vida dos gráficos com estratégias para postergar a conclusão dos processos judiciais e para reduzir o valor da dívida”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. O caso é só mais um entre tantos outros que se não fosse a ação sindical em defesa dos gráficos, estariam todos abandonados de fato pelo patrão que tanto valorizaram. O cenário mostra aos trabalhadores que só podem garantir efetivamente seus direitos quando organizados em torno do Sindicato. Sindicalize-se!

 

 

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