DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES, CONTRÁRIOS A LULA, ATACAM DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA OUTRA VEZ

Se um deputado federal e um senador eleito com o voto do trabalhador têm a coragem de aprovar uma lei para obrigar até mulher gestante para laborar em local insalubre, você acha que este político merece seu voto outra vez? Se não sabia, saiba que tais políticos não só aprovaram uma nova lei do trabalho neste sentido, como nada fizeram para impedi-la, mesmo com a chance de fazer através de uma medida provisório (808), que perdeu a validade sem que importassem. Se fazem isso com uma trabalhadora gestante, imagine do que foram capazes de fazerem com todos gráficos e os demais profissionais através da nova lei do trabalho? Vocês acham que eles merecem o voto da classe trabalhadora outra vez na eleição de outubro? Com esta pergunta, a Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig) lança mais uma campanha de conscientização para a classe sobre a relevância do voto pra tentar reverter os prejuízos.

A aprovação da nova lei do trabalho e a queda da MP 808 mostra qual o lado da maioria dos deputados federais e senadores, em especial daqueles do PSDB, DEM, PMDB e outros que defenderam tal destruição dos direitos trabalhistas. Leonardo Del Roy, presidente da Conatig, lembra que a nova lei do jeito que está só foi criada devido a iniciativa do deputado Rogério Marinho que incluiu mais de 100 mudanças piores até mesmo que o projeto de lei de Temer, que qual já era péssimo.

O deputado Marinho contou com o apoio total das entidades patronais, como destaque a Fiesp e CNI, as quais querem deixar os trabalhadores vulneráveis junto às empresas e sem o apoio do Sindicato da categoria. “Acabaram inclusive com o custeio sindical, mas mantiveram todas as contribuições do patronal sistema “S”, que são usadas politicamente a favor de candidaturas políticas de SP e outros estados”, critica Del Roy. E com a aprovação da maioria dos deputados foram destruídos mais de 100 direitos da CLT. Só os deputados do PT, PCdoB e outros partidos foram contrário, mas perderam frente a decisão da maioria. O mesmo ocorreu no Senado. E os políticos da Casa, do PSDB, DEM, PMDB e de outros partidos, aprovaram sem mudança. A época prometeram até que iriam reduzir algumas das mazelas da lei através de medida provisória, esta que perdeu a validade que eles demonstrassem qualquer interesse.

A queda da MP 808 significa que alguns pontos, como o trabalho para gestantes em local insalubre e o trabalho 12 horas diária, continuarão valendo em conjunto com os demais ataques à CLT através da nova lei do trabalho. “A MP amenizaria algumas de vários itens inconstitucionais dessa nova legislação. Precisamos revogar esta nova lei como um todo. E isso só acontece se tirarmos todos os deputados e senadores que são a favor desta lei. Basta primeiro não votar neles nas eleições de outubro. E depois eleger só políticos defensores dos direitos dos trabalhadores”, explica Leandro Rodrigues, secretário de Comunicação da Conatig. Já tem inclusive muitos candidatos que aprovaram tal lei e que defendem agora o ataque também a aposentadoria. É preciso banir a todos eles.

O fato é que com a nova lei do trabalho só cresceu o desemprego, mais de dois milhões já foram demitidos. Hoje já são 14 milhões em emprego. Até o trabalho escravo voltou a ser flagrado no Brasil com frequência. “Além disso, esta nova lei criou uma série de mecanismos para reduzir a atuação sindical em defesa dos direitos e do cumprimento de direitos da classe trabalhadora, bem como a negociação coletiva dos direitos e do salário, sem falar nas limitações impostas até na Justiça”, frisa Del Roy.

FONTE: CONATIG