DEPUTADOS PAGAM PARA VER REAÇÃO DO TRABALHADOR E APROVAM A REFORMA DA PREVIDÊNCIA EM COMISSÃO

Por 23 votos a favor e 14 contra, a comissão especial da Previdência aprovou ontem o texto base do deputado Arthur Maia (PPS-BA) que trata sobre a reforma da Previdência Social. A proposta agora segue para votação em dois turnos no plenário da Câmara e, caso aprovada, irá para mais duas votações no Senado Federal. No texto aprovado nesta quarta-feira (3), apesar de prometer mudanças, a idade mínima para a aposentadoria integral continua sendo de 65 anos para os homens, desde que tenham contribuído ao INSS 40 anos. Hoje não tem idade mínima e com 15 anos de contribuição mínima ao INSS a aposentadoria já pode ser concedida. O texto também ataca as mulheres, pois diz que elas poderão se aposentar integral com uma idade mínima de 62, mas desde que tenha contribuído ao INSS 40 anos.  Foi contra isso que dezenas de agentes penitenciários invadiram na noite desta quarta-feira (3) o plenário onde deputados da comissão especial votavam os destaques (propostas de alteração) ao relatório da reforma da Previdência. A invasão durou cerca de 30 minutos e resultou na suspensão da sessão, na qual os deputados já tinham aprovado o texto-base do projeto. Após a saída dos manifestantes, os deputados também deixaram a comissão, sem previsão de quando a votação será retomada. A Polícia Legislativa usou spray de pimenta para conter os manifestantes.

“Se essa reforma previdenciária passar no Plenário da Câmara dos Deputados e depois no Senado; e se levar em conta os períodos de desemprego ao longo da vida e a consequente ausência de contribuição ao INSS nestes períodos, a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras morrerão sem conseguir se aposentar”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos), convocando a categoria para se somar as novas greves e protestos contra a aprovação deste ataque aos direitos dos trabalhadores de se aposentar no Brasil.

 

FONTE: Com informação do JC e G1