DESEMPREGO CRESCE COM TEMER E MULTINACIONAL BIC GRAPHIC FECHA EM CAJAMAR E DEMITE SEUS 40 GRÁFICOS

Às vésperas de completar um ano na Presidência da República, cresceu a cada trimestre deste período a taxa nacional de desemprego desde quando Temer assumiu o cargo prometendo fazer o inverso. A taxa de desocupação e a população desocupada hoje batem todos os recordes da série histórica iniciada em 2012. Até fevereiro, por exemplo, quando o IBGE fez a última medição, 13,5 milhões de trabalhadores estavam sem emprego. E este número já deve ser maior hoje, se levar em conta que as demissões continuam diante da crise econômica que o governo  não consegue vencer, enquanto ataca direitos trabalhistas e é envolvido em investigações de corrupções. A nova vítima deste processo é uma importante empresa multinacional francesa e seus 40 operários gráficos. A Bic Graphic, empresa ligada ao grupo mundial das canetas da referida marca, situada em Cajamar/SP, encerrou as atividades há poucos dias. Consternado com a situação, o Sindicato da classe (Sindigráficos) logo atuou na questão, a fim de evitar um dano maior aos trabalhadores com relação ao cumprimento das obrigações trabalhistas e ainda conseguiu benefícios extras a serem garantidos por até seis meses após demissão.

Desse modo, todos os trabalhadores, a maioria com sete anos no local, receberam todas as suas verbas rescisórias integrais já nesta segunda-feira (10). Esta condição foi negociada durante a reunião com as áreas jurídicas e de Recursos Humanos da empresa há alguns dias na sede do Sindicato. Os dirigentes sindicais acompanharão o desfecho desta situação e estarão à disposição dos profissionais em caso de problema.

“Para amenizar um pouco os efeitos deste fechamento da empresa com prejuízo maior para os trabalhadores, que ficarão desempregados neste momento de crise econômica e desemprego que só cresce com Temer, o Sindicato atuou também para garantir benefícios aos gráficos por até seis meses, mesmo após desligados”, diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. Foi defendido a manutenção da cesta básica mensal e do plano de saúde. A BIC garantiu a extensão destes direitos, sendo seis meses da cesta e três meses mais do convênio médico.
Uma gratificação financeira para cada gráfico com base no tempo que cada um atuou na empresa também foi reivindicado em favor deles por parte do Sindicato. O pleito visa ajudar os trabalhadores a enfrentarem uma parcela das dificuldades que possam passar com o desemprego. “A empresa avaliou a solicitação, porém, no primeiro momento, a rejeitou. Ofereceu em substituição uma básica requalificação técnica para que possam enfrentar o mercado de trabalho em busca de novos empregos”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, que insistiu na referida gratificação, ficando a empresa de reavaliar com a sua diretoria.

A homologação das rescisões de contratos de trabalho de cada um dos 40 gráficos também foi garantida. “Assim, sendo liberado o pagamento do seu FGTS, acrescidos da respectiva multa de 40%, aviso prévio indenizado, e mais as guias para que os trabalhadores deem entrada no seu Seguro-Desemprego. Este conjunto de direitos pode garantir mais recurso financeiro para enfrentarem parcela do período que, por ventura, mantenham-se desempregados”, conta Jurandir Franco, direto sindical.
O Sindigráficos aproveita para criticar o governo Temer que tirou Dilma do governo, prometendo combater a corrupção e retomar a economia e os postos de trabalho, no entanto, a corrupção e o desemprego elevam. E Temer ainda continua defendendo o fim de direitos dos que trabalham. “Apesar do cenário adverso, o Sindicato deseja que os 40 gráficos da Bic voltem rápido ao mercado de trabalho, e que lembrem de se filiarem ao Sindigráficos que se mostrou solidário e atuou em favor de todos, mesmo quando nenhum deles se sindicalizaram quando eram empregados.