DESTEMPERADO, GESTOR DA LOG&PRINT IMPÕE BANCO DE HORAS E AMEAÇA ACORDO ONDE GARANTE FOLGAS AOS SÁBADOS

No próximo dia 31, encerra a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Log&Print onde garante aos trabalhadores duas folgas mensais nos sábados (1 e 2º turnos) e domingos (3º turno) e um menor desconto salarial pelo vale-transporte. Mas, apesar das duas reuniões já realizadas com o Sindicato da classe (Sindigráficos), a renovação do benefício está incerta para o próximo ano por conta de um dos diretores da Print Lazer – empresa que se fundiu com a Log&Print e hoje é sua gestora. A partir de janeiro, se a empresa não oficiar este ano uma nova reunião, o sindicato adianta que mobilizará os trabalhadores para decidirem se aceitarão perder mesmo estes e outros direitos que estão sendo atacados.

A última reunião teve que ser encerrada diante do destempero do gestor, impondo perda de direitos, fazendo acusações e achando assédio normal. Ainda impôs o fim do pagamento da hora-extra. Só quer banco de horas. Disse ainda que não retornará a votação secreta do empregado para troca das folgas – item inclusive já quase consolidados no novo acordo.

Quando questionado pelo sindicato sobre a pressão das chefias sobre os empregados para fazerem hora-extra, bem como a troca dos feriados e da ameaça de demissão em caso de recusa, considerado um crime de assédio moral, o gestor da Log&Print disse, durante a reunião com os sindicalistas, que considera isso nada de anormal. Pela lei, no entanto, nenhum trabalhador é obrigado a fazer hora-extra. A empresa inclusive precisa contratar mais funcionários se a demanda está muito aquecida. O serviço em excesso favorece acidentes de trabalho e o risco à saúde.

O destempero do gestor não fez com que só achasse tal comportamento normal, mas ameaçou a não renovação do contrato de folgas se o banco de horas não fosse aceito. Ou seja, diante da grande demanda produtiva na Log&Print que têm levado ao trabalho sem parar, inclusive com muitas horas-extras, o gestor quer manter o serviço em excesso sem precisar mais pagar adicionalmente por ele. E disse que continuará sem a votação secreta (como era) para o gráfico decidir sobre a troca das folgas.

O Sindigráficos, por sua vez, continua esperando que o gestor reveja sua posição e que respeite os trabalhadores da Log&Print. A entidade não acredita que os funcionários aceitarão parados a perda de seus direitos e conviverem em um ambiente de trabalho com pressão e serviço excessivo.  “Até 31 de dezembro, a decisão depende só da empresa, mas, em janeiro, os gráficos é que serão consultados e mobilizados para se posicionarem”, adianta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.