DIEESE ASSESSORARÁ SINDICATOS DOS GRÁFICOS DE JUNDIAÍ E OUTROS DE SP EM DEFESA SOCIOECONÔMICA DA CATEGORIA

Dando continuidade as ações sindicais dos gráficos, iniciadas há um mês na sede regional do Sindigráficos em Jundiaí no dia nacional da categoria, os maiores sindicatos da classe voltam a se reunir no próximo dia 17. A reunião aprofundará os trabalhos para organização dos trabalhadores em defesa do reajuste salarial e a manutenção dos direitos superiores à CLT.  A novidade deste encontro é que sindicatos de três importantes regiões paulistas, a exemplo da base em Cajamar, Jundiaí e Vinhedo, filiaram-se ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos durante reunião no final de fevereiro na sede do Sindigráficos em Barueri, outra entidade que se filiou ao Dieese, juntamente com o de Sorocaba.

A filiação ao Dieese fortalece os gráficos dessas regiões com dados que serão fundamentais para subsidiar os sindicatos para analisar a indústria gráfica no quesito socioeconômico, o que é fundamental para nortear as futuras negociações com o patronal. “Não será só o patrão que nos apresentará dados da realidade do segmento gráficos, mas nós também. Isso é indispensável para qualificar as reivindicações baseadas dentro da realidade”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos Jundiaí.

Victor Pagani, que é supervisor técnico do Dieese, reuniu-se com Leandro e mais lideranças dos gráficos das regiões de Barueri/Osasco e Sorocaba no último dia 27. Na ocasião, a entidade se comprometeu em preparar os dados iniciais para dimensionar a realidade atual das indústrias gráficas. “Nossa expectativa é que em maio já devemos ter a radiografia social e econômica do setor, a exemplo dos postos de trabalho e o produto interno bruto (PIB) – dados relevantes para nortear as pautas de reivindicação da campanha salarial, mas sobretudo definir o tom da mesma”, diz Leandro.

Apesar de ainda faltar seis meses para a data de referência anual para as gráficas garantirem algum reajuste salarial, os sindicatos anteciparam tal organização coletiva da campanha salarial diante dos desafios colocados para as negociações para este ano. Será a 1ª negociação sob o governo Bolsonaro onde estará em jogo a manutenção dos direitos superiores à CLT contidos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, como a cesta básica mensal, PLR anual, piso salarial superior ao salário mínimo do país, valores maiores da hora-extra e adicional noturno. Em 2019, embora já era este governo, a negociação se limitou ao reajuste salarial.

A nova legislação trabalhista, que extingue os direitos dos gráficos a partir de 1º de setembro (data-base), é outro desafio para os trabalhadores. Por esta razão, desde 7 de fevereiro em Jundiaí, os maiores sindicatos de SP começaram a organização conjunta da categoria para campanha salarial. O planejamento inicial dos sindicatos é que haverá reunião todos meses até a data-base. Neste sentido, no próximo dia 17, a reunião será na sede do sindicato da capital. Deve ser definida a data do encontro com o maior número de sindicatos dos gráficos paulistas para o mês de maio. A ideia é apresentar os dados socioeconômicos do Dieese sobre o setor gráfico e assim traças as estratégias e táticas para esta campanha salarial 2020.